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Samba da minha terra.

setembro 28, 2011 2 comentários

Quem nao gosta de samba bom sujeito nao é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé. O preconceito musical ataca toda forma de vanguarda ao mesmo tempo que o povo abraça e eterniza sua forma de expressão.

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O dia do chamado.

Hoje eu sou um Padre. Lembro me com muito gosto o modo gozado como fui conhecer o senhor Cláudio Barradas. E isso denota não um simples fato, mas um dos primordiais acontecimentos no meu traçado pelo mundo. Em um dia Santo, como todo Domingo,o Dia do Senhor, resolvi acordar cedinho, tomar um café da manhã reforçado, aonde morava, na Marambaia, médice. Bairro aconchegante e arborizado, aonde viveram por longo tempo meus avós maternos e ali criaram a família que hoje tenho.

Neyde, minha avó costumeiramente levava os filhos e o marido, sobretudo aos domingos à missa. Hábito severamente cultivado.

Acordo e decido que devo visitar a paróquia pela manhã, e divulgar minhas aulas de música, com desconto para membros da comunidade onde minha avó foi lider social durante tantos anos.

 clau

Sua história de luta abraçava inclusive as classes trabalhadoras, e movimentos sociais de esquerda, como os primeiros anos do PT, e apoio social e de caridade ao MST, e demais…

Pois, fui e pouco esperei até que ouvi barradas soltar umas palavras de baixo calão para  um padre, mas normais para o nosso dia… Mandou que eu entrasse. Tomou e me serviu suco de acerola, e me perguntou o que fazia ali.

Então disse lhe disse tudo. O curioso eh que o Padre Barradas se animou com a  história e revelou seu célebre passado. Me mostrou um libro feito por alunos da Universidade Federal do Pará, com registros de sua história farta como ator de radio, tv e teatro paraense; Praticamente pioneiro na região Norte.

Bem, quando falei que conhecia o padre para outras pessoas, me disseram que ele antes era  uma bichona e que era um porra louca… enfim, isto entra como nota curiosa e nada que difame a real imagem de  um bom padre que ele é.

Ele então me mostrou alguns de seus contos, todos muito curtinhos, geralmente de 3 ou 4 parágrafos, mas de teor apimentado; Um que lembro o conteúdo, era de um jovem que se acostumou a toca noite coçar um pouquinho o pinto, não era masturbação, uma cocerinha no pênis, que toda noite antes de durmir ele fazia que o ajudava a pegar no sono. Cultivou esse hábito ao longo de toda vida, e perdeu o pinto por conta de um cancer, com mais idade. A partir de então ele não mais conseguiu durmir, e passou a procurar outros lugares pra coçar , como o mamilo, por  exemplo.

Mas afinal, perguntou o Padre, o que queres de mim, não me lembro de ter te visto na Missa um só único Domingo.

Sou Neto, de Neyde Araujo Montoril Nunes, imagino como Pároco aqui no Médice 2  o senhor saiba de quem falo. Lógico que sabia. Mas insistiu no fato de eu não ir a missa. Eu respondi; Não tenho religião.  Tu és católico, não fostes batizado ? Não rezas pai nosso no Natal com tua familia ?

Mas Padre, o senhor não está entendendo, eu sou ateu inclusive. O fato de ser ateu faz com que não sejas neto de sua avó ? A base do catolicismo é a Familia, e sem familia não ninguém entra ou sai do catolicismo. A não ser que o senhor faça algo de muito grave, não serás excomungado e morrerá como membro da Santa Igreja.

Só pude depois disso, pedir minha benção e se retirar. Nunca mais vi o Padre Claudio Barradas. Na internet quase nada tem de informação sobre a carreira de ator deste homem. Ele tem um histórico de mais de 40 anos de produções independentes no norte de país, um legítiimo gênio das artes cênicas, que encara agora o último personagem de sua vida. Que nada mais é, o que ele realmente sempre  foi, um Homem de Deus.

claudio

O Casarão Cultural Floresta Sonora.

(Enquanto aguardo respostas do Diário do Pará, publico aqui os artigos que já escrevi para lá… já que se não servirem para lá servem para cá. De qualquer modo, quando for efetuado deixo de fazer isso e volto a escrever os típicos artigos que sempre escrevi por cá.)

Não há muito tempo desloquei-me de Belém para o Rio de Janeiro onde atualmente estou residindo. Tenho ainda em minha lembrança algumas recordações da originalidade que a cidade ouve. Quando recebi o convite para escrever artigos para o Diário do Pará sobre música e cultura, pensei que seria injusto de minha parte não render as devidas homenagens aos sons que tanto freqüentei.

Falo precisamente do Casarão Cultural Floresta Sonora, que é uma iniciativa guinada por uma turma de artistas e produtores do cenário independente, e que já há uns cinco anos vêem fazendo uma verdadeira revolução no cenário artístico da Amazônia.
Para quem ainda não conhece o casarão tem sua sede principal localizado no coração de Belém, no comércio bem próximo ao mercado do Ver-o-Peso, precisamente na Rua 13 de Maio. Uma escadinha detrás de uma grade esconde um paraíso para os amantes da arte alternativa, e eu fui um deles que muito tirou proveito desse Éden tropical.

O casarão seria um estúdio musical como qualquer outro de qualquer lugar, se não houvesse algo de realmente original e peculiar da Amazônia nele. É um ponto de encontro informal, um gueto de artistas dos mais variados cardápios; pintores, poetas, artistas plásticos, cineastas, atores, e intelectuais. É comum enquanto alguma banda ensaia na famosa Sala Mestre Laurentino, uma mais que justa homenagem há uma das principais influências musicais de todos os jovens do Casarão, se ter conversas de muito bom gosto na mesinha que fica próximo à um aconchegante jardinzinho.

A decoração das paredes, com afrescos, grafites, pôsteres e fotografias também é algo que estimula, mesmo que inconscientemente, o clima de autenticidade cultural. O que torna o local um absoluto ponto de encontro daqueles que tem amor pela cultura alternativa, turistas e forasteiros freqüentemente passam pelo casarão, mesmo não sendo músicos ou não tendo uma atividade fixa ligada ao grupo.

O casarão consegue algo muito difícil ultimamente no mundo real, o que só tem acontecido cá pelo mundo virtual; A virtude de unir as pessoas em torno de um bem comum. Naturalmente não se trata de um bem material, que pode até ser material em sua metade, no concreto do cimento que ergue o prédio, ou nos átomos brutos dos instrumentos e das caixas de som. Essa sim é uma parcialidade do que é material; Mas a virtude do casarão como disse alhures, está acima disso. Une um amor inconscientemente coletivo, uma necessidade de almas, por um bem imaterial que é o da expressão artística.

A heterogeneidade se torna óbvia por isso, temos artistas que vão do jazz ao eletrônico, do rock ao regional. Um passeio pelo Casarão Cultural Floresta Sonora é quase uma obrigação à pessoa que chega a Belém.

Realizam festas pela cidade, sobretudo no conhecido Café com Arte; O que também vem revolucionando o cenário da cidade e acostumando o público a pensar alternativo.

O que vem sendo plantado no casarão não deve ser comparado com nada, assim como penso que em arte nada se compare, mas quando ouvi de um amigo músico a comparação com movimentos que se encontram em recife, tal como o Mangue liderado por Chico Science , eu sinceramente neguei.Não vejo tal semelhança como a que vejo com o tropicalismo, com a única diferença, que o casarão seria um tropicalismo do que foi excluído do tropicalismo que mesclou tudo do nosso país, menos a cultura amazônica.

Eu vejo o movimento artístico do casarão muito mais do que um mangue ou um tropicalismo como um profundo Amazonismo (E com ousadia sincera inauguro o termo por achá-lo preciso em definir algo tão presente que fui cúmplice). Por promover uma autêntica antropofagia cultural tendo como centro a metrópole da Amazônia, eu tomei a liberdade, mesmo sem o consentimento dos que não querem um rótulo. Afinal, esse é o papel da crítica. Tom Jobim não quis o rótulo de Bossa Nova por muito tempo.

Comento ainda que Léo teve acesso ao texto e não simpatizou muito com o nome Amazonismo. Não faz diferença. A impressão que tive foi de uma profunda identidade original que requer um nome à parte.
Consegui uma entrevista por e-mail com os fundadores e idealizadores do casarão Juca Culatra e Léo Chermont.

Juca Culatra e Power trio é um dos grupos que integram o Casarão Cultural Floresta Sonora. Juca Culatra, vocalista, letrista e compositor do grupo gentilmente nos concedeu uma entrevista exclusiva, enquanto estava em sua viagem por São Paulo, aonde fez shows com o Trio e divulgou o nome da Cultura Paraense. Juca costuma mandar cambalhotas em seu show que chama de rolamento. É algo muito engraçado e que a platéia sempre aplaude muito e uma marca característica de sua performance.

RN- Juca Culatra, que história é essa que você é o embaixador do rolamento na Amazônia. O que é o rolamento em si, de onde veio essa prática que tem sido tão aplaudida e comentada em suas performances?

Juca Culatra: (Risos) sem comentários.

RN- Pelo que se sabe, você é um artista que muito viaja divulgando o seu trabalho pelo Brasil. Como é viajar com essa galera fazendo um som ? Alguma ocasião inusitada já ocorreu? Conte-nos.
Juca Culatra: É muito bom divulgar seu trabalho em vários lugares diferente, conhecendo pessoas e lugares, descobre-se um Brasil muito simpático e acolhedor! Já fizemos shows em Fortaleza, Manaus, Jericoacoara, São Paulo, Bauru, São Carlos e Porto Alegre. E sempre tivemos um bom retorno do público. Sempre eles adoram e isso é o combustível para continuar cada vez mais levando a música paraense para os mais diversos cantos.

RN- Quando você se apresenta novamente em Belém, muitos fãs seus escreveram para que eu publicasse um artigo sobre você.

Juca Culatra: Estou voltando pra Belém, vamos tocar dia 6 no Café com Arte na festa do Festival Serasgum e já estamos articulando para voltar ao cenários de casas de shows de Belém.

RN- Quais os projetos para o futuro ?

Juca Culatra: Vamos para o interior do estado, fazer shows e divulgar, interiorizar a nossa produção, divulgar a banda dentro da nossa própria casa, as cidades do interior são muito carentes, tem poucas opções culturais e isso nós queremos resolver.

RN- Como é pertencer ao movimento que vem revolucionando o cenário cultural da cidade e ser um dos membros fundadores do Casarão Cultural Floresta Sonora.

Juca Culatra: Sempre trabalhei como produtor executivo e a pouco menos de dois anos resolvi montar a banda. Sempre tive minha vida voltada para a produção cultural e é muito bom ver que as sementes que você plantou começam a brotar e mostrar a cara… Sabemos que ainda é pouco e vamos trabalhar cada vez mais para ver a Amazônia com uma diversidade cultural igualada a sua biodiversidade.

RN- Fique à vontade para mandar uma mensagem final ao leitor do Site do Diário do Pará.

Juca Culatra: Muita paz e luz pra todos, vamos longe com a música.
Leo Chermont é Guitarrista e Produtor, e lidera a Jungle Band, entre milhares de outros trabalhos que iremos comentar à seguir. Gentilmente conversou sobre essa nova revolução cultural que vem brotando na cidade e em toda região amazônica.

Rodrigo Nunes- Leo como surgiu a idéia de criar o Casarão Floresta Sonora? Fale um pouco sobra a história do Casarão.
Léo Chermont : Cara na verdade foi necessidade de ter um laboratório para criar e expandir o som, e naturalmente as coisas foram acontecendo e artistas foram trocando experiências em um objetivo comum. Na verdade o casarão é muito mais do que uma casa de arte, talvez seja uma casa de limpeza de almas através da arte ou apenas um refúgio contra esse mundo caótico que vivemos.

Rodrigo Nunes- Como é possível unir tantos artistas e tendências diferentes em um espaço ? Você tem noção do tamanho da importância que isso pode ter para Belém no cenário nacional da cultura? Digo isso que o Brasil mesmo está carente já há algumas décadas disso.

Léo Chermont: Unir é fácil. Casarão tem como objetivo isso artes integradas, as pessoas que habitam o casarão são abertas ao mundo e a novas experiências, já desapegaram do cotidiano. Na verdade muitos produtores, músicos e jornalistas que passam pelo casarão ficaram mesmo de boca aberta com a nossa relação com a cidade e com a estrutura e principalmente a relação de respeito que os mestres da cultura popular têm com os moleques doidos da cidade e isso que faz a coisa acontecer essa troca atemporal de sonoridades. Sou inteiramente consciente da força do casarão para e formatação de uma geração de jovens alienados.

Rodrigo Nunes- A desculpa antiga para o cenário paraense ser isolado do cenário nacional era de que havia uma distância física insuperável. Atualmente parece que a distância está menor, graças aos avanços tecnológicos. Você acha que é hora da Amazônia ocupar o seu espaço na cultura nacional? O que você pensa que ainda falta para essa batalha ser superada?

Léo Chermont: Acho que Amazônia não invade, e sim é invadida. E assim também culturalmente somos pesquisados, clonados, destroçados pelos eixos do poder. Acho que a nossa força é tão poderosa que preferem não tirar a luz do lugar, o Brasil esta se preparando pra nossa invasão! Sou muito feliz com a nossa auto-suficiência.

Rodrigo Nunes— Fale um pouco sobre os principais trabalhos que você realizou no casarão.

Léo Chermont: Muita coisa foi feita aqui, esse ano que passou gostei muito da produção dos Metaleiras da Amazônia um grupo instrumental com três mestres da cultura popular do estado. Também esse não os arranjos e pré-produção do Mestre Laurentino que foi bem intensa. Teve o álbum Floresta Sonora que foi gravado em meio à floresta; As salas de gravações eram todas naturais, imagem da Musica do Léo Venturieri foi um trabalho bem legal podendo gravar um solo de furadeira em uma das músicas. E tem muita coisa ai ainda.

Rodrigo Nunes— E sobre o futuro, quais planos e projetos que o público pode esperar?

Léo Chermont: Na verdade, vamos lançar uns 6 discos em 2010, todos com o selo do Casarão e a meta é um documentário sobre Chico Braga, e Metaleiras da Amazônia. Entrar mais no âmbito do audiovisual e também estaremos circulando o interior do estado com o projeta Circuito Floresta Sonora levando artes integradas e workshops para cidades carentes de informação.

Rodrigo Nunes— Fique à vontade para fazer suas considerações finais e falar o que pensa sobre a realidade de viver de arte na Amazônia para encerrarmos nossa entrevista.

Léo Chermont: Muito inspirador, temos tudo ao nosso favor, música a cada passo, clima favorável, cidade em processo de transformação e uma força da floresta que faz a música acontecer! Nossa missão é através da arte discutir a relação que o homem tem com a natureza a sua volta, resgatar a essência das coisas e mostrar que a vida vale mais levada no coração do que no capital!

Rodrigo Nunes— Muito Obrigado, e parabéns pelo trabalho que vocês todos vem realizando ao longo desses cinco anos.
Informações sobre os artistas do Casarão podem ser encontrados no seguinte link, para o leitor que quiser saber sobra a atual revolução que vem tomando conta da cultura alternativa da cidade;

Site oficial: http://www.casaraofloresta.com/

Jazz Belém.

(Graças à esse blog maluquinho, me convidaram pra ser colunista do Diário do Pará. Posto aqui em primeira mão a matéria que mandei ao editor pra inaugurar minha coluna, viva ao Defeito Colateral, que logo logo estará fazendo aninhos. GAFANHOTO cadê você meu filho?)

Ao longo dos quatro anos que estive em Belém fui com a proposta de montar um conjunto que tocasse Standards de música instrumental da maneira mais próxima à linhagem clássica. Muito do que eu escutava na noite eram versões em outros ritmos, como de eletrônico ou salsa. Muito levados ao ritmo, e eu preferencialmente como pianista, sempre gostei um pouco mais da harmonia.

Explico ao leitor que não esteja habituado com termos da nomenclatura de música popular contemporânea. Chamamos Harmonia a relação entre os acordes e a música. Chamamos por sua vez de acordes quando temos várias notas soando juntas. De tal forma, quando acabamos por implantar uma marcação rítmica muito forte, acabamos por passar pela harmonia dando menos atenção à ela.
Mas no fim das contas o que isso modifica à música instrumental, o jazz ou a bossa. Simples, quando temos uma harmonia mais definida por um ritmo tradicional, podemos aplicar solos que derivam de maior expressão. O que torna evidentemente a música menos dançante, já que é o ritmo que tem essa propriedade, mas sonoramente mais expressiva em seus sentimentos.

Isso não é uma regra geral, e sim um ponto de vista que muito pode ser discordado, já que existem mitos que se sagram com harmonias tão complexas, quanto possuem ritmos inovadores como o caso de Hermeto Pascoal.

No final dos anos 60 como a maioria dos músicos instrumentais estavam cansados de tocar os mesmos temas da mesma forma, e com o aparecimento de novos instrumentos vindos com a tecnologia eletrônica, surgiu uma vontade de misturar o jazz com outras tendências.

Com o passar dos anos, uma nostalgia ocupou minhas idéias. Cansei de sair pela noite querendo ouvir algo “cool” ou simplesmente uma bossinha amistosa. Mas geralmente escutava versões muito boas de rearranjos, mas não era exatamente o que eu buscava.
Um amigo que fiz em um dia em que fui procurar ouvir um som no antigo café imaginário foi Henrique Penna, baterista que integra muitos grupos de rock na cidade, proprietário de uma excelente hamburgueria onde podemos ouvir ótimos sons, na cidade velha.
Resolvemos então montar um grupo de estudo, para em seu estúdio de vídeo durante a noite quando em desuso de suas funções habituais pudéssemos reviver esse jazz tradicional, sem a responsabilidade formal de uma apresentação à mercê de vontades alheias que a nossa.

Nosso total amadorismo fez com que no final de um desses encontros, eu e meu amigo Henrique Penna fossemos assistir a um dos concertos que a Amazônia Jazz Band costuma dar no Teatro da Paz. Ali fui apresentado a dois nobres amigos, o senhor Jean Salgado e o saxofonista da orquestra Alexandre Pinheiro. Logo convidamos os dois para irmos ao estúdio brincar de improvisar em temas que todos conhecem no mundo inteiro.

Dentro de uma semana, Henrique quis experimentar os microfones novos adquiridos no estúdio, e sugeri que fizéssemos um vídeo para verificarmos como estava a tocada e que servisse de referencia para que procurássemos shows pela cidade.

Acontece, que se viver de arte já é uma grande aventura viver de jazz é praticamente uma insanidade. Mas ficou registrado no Youtube, com um considerável nome de visitas o concerto que demos para nós mesmos e para nosso amigo Marquinho(Atualmente dono do Estúdio Santo Antônio, cujo qual batizei em homenagem à rua do estúdio e à fazenda do meu avô localizada em Vassouras-RJ) que foi responsável por filmar todo o processo.

Aqui posto para os leitores do Diário do Pará, com imensa satisfação o resultado de nossas brincadeiras, que Henrique resolveu sem nos avisar publicar no Youtube com o nome de Jazz Belém. O engraçado é que não esperávamos ser no site tão visitados e com comentários de todo o mundo.

Um caso curioso que ocorreu graças à esses vídeos, foi o de um amigo meu contrabaixista que estudou comigo na oficina de férias de Itiberê Zwarg, ministrada na Pró-Arte nas Laranjeiras, foi que ele já conhecia os vídeos. E disse que queria aprender o tradicional tema “All of Me”, só que todas versões que encontrava eram mais puxadas pra outros ritmos. O mesmo caso que comentei logo na introdução deste texto, pois acabou ele reconhecendo nossa proposta e lá de sua terra natal Cintra, preferiu nosso vídeo para aprender à tocar a música.

Imensa foi a surpresa minha e a dele de saber que eu era o pianista do Jazz Belém e que ele tinha tido acesso à música instrumental paraense de além mar. Esses pequenos detalhes dão uma íntima realização ao artista, ao menos no meu caso, maior do que qualquer outra coisa.
Fica a recordação musical dos bons tempos que passei em Belém, e minha homenagem aos amigos aqui citados e, sobretudo aos leitores, que merecem ter contato com tão raro registro.

Espero que gostem e fiquem à vontade para trocar comentários, costumo responder todos que estiverem ao meu alcance.
— A Night in Tunisia.
— All of Me.
— Cantaloup Island.
– The Chicken.
– Meditação.

Até o próximo post.

Abraço a todos os amigos de Belém.