Arquivo

Posts Tagged ‘ética’

Meu Julgamento do caso Zeca Camargo e o Panico na TV .

setembro 19, 2011 1 comentário

A principio, quero dizer que sou a favor do programa Pânico na tv de ter o direito de fazer esses tipos de brincadeiras, e acho-as mais profundas do que parece.
Muito vejo, em compararem o Pânico e CQC, sempre rotulando o Pânico de qualidade inferior culturalmente, como se o CQC fosse mais culto, inteligente, e erudito. Bem, eles usam aqueles ternos copiados dos argentinos, e isso não muda nada.

O CQC é uma fórmula de humor muito boa, e o seu elenco realiza um trabalho ímpar, e a comparação com o pânico alem de incoerente, é infundada, Melhor seria comparar com o Caceta e Planeta, por exemplo, que eh no estilo Humor em formato jornalístico, com cunho político e comportamental de um determinado nível social.
O programa Pânico eh uma especie de catarse social contra a mídia. Eh uma forma de aversão a todos os padrões estabelecidos pela comunicação e seus principais alvos são falsa celebridades, estrelinhas, pessoas egoístas e excêntricas, que muito se importam com sua imagem e aparência e com o que os outros vão pensar. Geralmente, essas vitimas, julgam-se extremamente inteligentes, e de certa forma aos olhos de quem repara os zoons, um certo desprezo, nao pelo programa em si, mas por todos que assistem e gostam daquilo, isto eh, nos.
Na verdade, o castelo de areia da mídia vai por água a baixo quando um tipo de humor como o Pânico, invade a privacidade alheia, e provoca a ira dos seus participantes, justamente pare vendo-os irados, ter o seu destaque.
Mas com que finalidade querem irritar as falsas celebridades ? Porque pegaram no pé do Zeca e nao de qualquer outro qualquer la da globo, que acaba aposentando la pra record mesmo. A verdade é que essa gente é fingida, hipøcrita e esnobe, e quando a verdade é mostrada as duras caras vemos como são as pessoas.
Parece uma comparação idiota, para quem não atenta ao sermão da sexagenária do padre A.V. —- E justamente ao final de o Auto da compadecida, quando um Jesus se disfarça de mendigo pra pedir e medir assim a caridade do coração de um homem.
Nisso consiste as brincadeiras sem noção do Panico, que faz o mesmo papel de cristo, está ali para ser crucificado, porque, sinceramente, ali eles são entre eles mesmos mais avacalhados do que eles avacalham qualquer um. Se eles brincam sujo, permitem também que sejam respondidos a mesma altura.

Por exemplo, a mais genial resposta ao Pânico, ao senhor vesgo, foi da Gloriosa Dercy Gonçalves, que simplesmente respondeu sobre um comentário de maracujá de gaveta, simplesmente o que ela tinha vontade, e não o que um protocolo de comportamento social pré-estabelecido, mandou ele se fuder e cheirar o cu da mae dele pra ver se n tava mais azedo.
O apresentador Milton Neves em seu Twitter, manifestou que é inutil brigar com o Panico, na verdade, o que o Panico quer, é a briga.
O Zeca Camargo, acaba por alimentar a fome de sadismo desse publico.
é preciso humildade, deixar de ser esnobe, e brincar com os cara. No seu video de resposta, Zeca Camaro mostra algumas pessoas apoiando ele no momento, o que naturalmente acontece, afinal ele é uma celebridade, enquanto o rapaz, um anônimo pago pelo programa com a simples missão de irritar, difamar e denegrir.
Precisamos que o Fantástico, e Zeca Camargo, mostrem aos Domingos, um show de cultura POP, viagens pelos cantos do mundo, entrevistas com personalidades diversas, muito bom humor alegria, maquiagem e a pancinha escondidinha. Acho ainda, neste julgamento, que o CQC tenha o seu valor, aqui, na Argentina e em outros países, e que vá mesmo causar constrangimento a quem merece, a quem está a prejudicar o próximo. Só acho, que no caso de todos de mídia, não mexem na corrupção privada, não falam dos banqueiros, e das corrupçoes do mercado financeiro, escondem as tramóias das multinacionais, nem do Ricardo Teixeira mal se fala no Fantástico.
Eu acredito na transparéncia. E acho transparente vermos egos como o do Zeca Camargo, explodindo de ira, e mostrando sua verdadeira face, seu verdadeiro gênio, e como deixar escapar essa ? A sua verdadeira Pança.

O programa ainda, sugere, que escolhamos quem deve engordar até o peso de Zeca, dentre os participantes do elenco, e medir a circunferencia abdominal pra estipularem uma média do valor real do abdomen de Zeca Camargo, o que evidentemente é uma forma de mostrar como nós o público, somos crueis, estamos aqui para matar Van Goghs de Fome, queremos ver a casa pegando fogo. Quando o Zeca diz que o humor do Panico é sem criatividade, burro, ele nao ataca ao programa, mas ao Público, que em boa parte fica trocando de canal entre as emissoras, pois ninguem assiste a um só programa. De qualquer forma, aqui fica meu julgamento, e vou torcer muito pra essa polemica render muito ainda, e o Zeca continuar ae pagando micos.

Eis alguns depoimentos muito votados no youtube com positivos… dos quais apoio igualmente;

isso representa como os famosos são 2 caras,na TV eles são simpaticos e tal mas chega alguma otra pessoa na real e ele na realidade é todo grosso! po zeca aprende a brincar e come um docinhoooow :*o*

129az129 1 dia atrás 8 

Estou com preguiça, só copiei e colei um trabalho para a cadeira de filosofia…

Bruno Dorneles da Silva

Introdução a Filosofia A – 2011/01

Profº Eros de Carvalho

 

 

O homem amoral, o psicopata, o desinteresse e a moralidade

                Para que não haja nenhum desentendimento entre os conceitos, se faz necessário analisarmos o que Thomas Hobbes entende e como ele diferencia o homem amoral do homem desinteressado pela lógica moralista.

Para o filósofo, o homem amoral seria aquele cuja existência não passa perto do círculo moral, cuja pessoa tem interesse em cultivar apenas seus próprios interesses, desconsiderando a existência do interesse alheio, e cujos fins certamente justifiquem os meios para a obtenção do que se quer. O homem amoral deve viver basicamente sem fazer juízos morais. Assim como não deve se sentir culpado, não deve culpar (ou sentir mágoa de) ninguém por nada. Além disso, ainda, o homem amoral não se considera melhor do que ninguém, já que entende que ser melhor o faria chegar a conclusão de que certas disposições e atitudes são mais valiosas ou saudáveis à sociedade. Já o homem desinteressado moralmente está mais próximo daquele que responde “Dê-me uma razão para fazer alguma coisa; nada tem sentido”, cuja existência não representa nenhum perigo para as bases racionais da moral e de quem apenas podemos esperar falas e atitudes que demonstram desesperança e a necessidade de ajuda.

Como personagem ausente do círculo moral, o verdadeiro problema imposto pela simples existência do homem amoral seria a natureza da escolha. Como se não houvessem, naturalmente, um sistema moral que independe da sociedade e da criação do ser humano. Se comprovadamente existisse, o homem amoral seria capaz de mostrar aos outros que a moral é uma escolha, e não uma regra sem exceções.  Como um parasita, o homem amoral porta máscaras que o auxiliam a viver em um mundo moral, de onde ele tira seu sustento e seus prazeres. Ele vive e reconhece o sistema moral, entende que a universalização de seu hábito tornaria a sociedade insuportável e de sobrevivência mais difícil. Como desenvolvimento máximo de sua idéia, Hobbes alega que o homem amoral seria aquele que não se importa com o bem-estar dos outros e, se isso for levado até suas últimas conseqüências, estaríamos muito próximos da imagem do serial killer. E diante deste personagem, a tentativa de trazê-lo para o círculo moral seria descabida. Alegando então a existência de outro personagem cujas ações poderiam ser consideradas amoralistas e cuja imagem estaria minimamente distante do serial killer, o filósofo chega ao gângster. Na sua imagem, Hobbes projeta o que ele acredita ser a base da moralidade, quando surgida “do nada”:

 

“Pois ele tem a noção de fazer algo por alguém, e de fazê-lo movido pelo fato de essa pessoa precisar de ajuda. Na verdade, ele trabalha com essa noção somente quando esta com vontade; mas ela não é em si mesma a noção de estar com vontade. Mesmo que ele ajude essas pessoas somente porque quer, ou porque gosta delas, e por nenhuma outra razão (não que essas excelentes razões precisem ser corrigidas), o que ele quer é ajudá-las em suas necessidades; o pensamento que lhe vem quando age assim é ‘eles precisam de ajuda’ e não ‘eu gosto deles e eles precisam de ajuda’. Essa é uma questão central: tal homem é capaz de pensas nos interesses alheios, e só não consegue ser um sujeito (parcialmente) moral porque apenas esporádica e caprichosamente se dispõe a sê-lo”

Thomas Hobbes. O homem amoral, p. 15-16.

                Mesmo entendendo uma suposta decisão quase moral do gângster, Hobbes afirma que despertar a compaixão e estendê-la para os desconhecidos não faria da imagem amoral um exemplo de moralidade, e sim apenas um domínio precário. Para o filósofo apenas a compaixão e o entendimento das necessidades do próximo não seriam suficientes para fazer que alguém adentre o campo da moralidade, mas que este modelo se presta a sugerir que, tendo compaixão, não é necessário atribuir ao personagem nenhum tipo fundamentalmente novo de pensamento ou experiência.

Chegando ao escopo de uma possível solução ao homem amoral, Hobbes argumenta que as concepções morais mais fundamentais fazem parte de uma esfera humana tão densa e enraizada que está fora do alcance humano manipulá-las ou expurgá-las em quais quer circunstâncias. Para Hobbes, a raiz da questão moral pode ser traduzida como uma teoria psicológica. Fazendo parte da natureza humana, a moralidade estaria intrinsecamente entrelaçada no futuro e nas decisões dos homens, como uma forma de controle previsto em função daqueles capazes de entendê-las.

 

Bibliografia utilizada:

 

O homem amoral – Hobbes, Thomas

O básico da filosofia – Warburton, Nigel

A Palavra de Esperança.

fevereiro 14, 2011 1 comentário

Nutria-se a crença antigamente, de que a esperança era algo negativo, por que simplesmente podia agravar o nosso sofrimento, e aumentar a decepção. A esperança já foi entre os homens mau vista, até que um dia, algum homem, em algum lugar, resolveu propagar uma mensagem de esperança.

Mensagem essa, de teor não objetivo, de autor involuntário, e incluindo ignorante sobre o próprio intento. Resolveu um dia pensar no mundo de maneira positiva.

Pensar positivamente, mesmo os eventos negativo. Parece simples, porque naturalmente, nos acontecem coisas que classificamos para nós como boas ou como ruins. De certa forma, bom ou ruim, é um termo que precisa de referencial.

Posso abrir as janelas de manhã, após acordar, e reparar na chuva, ou reclamando ou me alegrando com ela.

Devemos procurar alegria em qualquer lugar que seja, porque ela não está fora, mas em nosso interior.

Por isso, acho realmente preciso propagar mensagens de esperança.

Mensagens, que sirvam pra alimentar sonhos, e alimentar assim alegrias, mesmo em situações mais adversas de vida, profissionais, familiares, pessoais, de saúde.

As palavras de esperança, e suas derivadas histórias, dizem que o bem vencerá o mal, que o amor reinará sobre o ódio, que a fraternidade vencerá a guerra, que o homem tomará consciencia que tem uma consciencia, e assim, haverá a realidade.

A esperança, depois foi virando utopia, foi so tornando doutrina, tomando formas de arte. A arte, nutre as esperanças, em todas suas formas. A literatura é toda esperança e certeza de morte.

Não há outro consolo ao desespero, senão uma palavra de esperança.

Estamos no meio de um vendavál em oceano, sabemos que cientificamente as chances de sairmos vivos é minimas, estamos eu e outros irmãos, crianças e mulheres.

Devemos fazer o que ? Afirmar que empiriacamente a chance de termos uma morte dolorosa e lenta, possivelmente de fome ou de frio, ou devorados por algum animal…

Não, o natural é que todos tenham a mais absoluta certeza, de que tudo dará certo, mesmo que todos morram, que não dê certo, é preciso acreditar até o ultimo instante.

Como no caso do condenado a guilhotina. Ele até o último instante tem esperança na vida.

É preciso esperança, e junto com a esperança é preciso esperar.

E é preciso aprender a esperar, coisa que pouco sabemos. Esperamos muito dos outros mas esperamos pouco de nós mesmos.

Costumamos sempre que erramos culparmos alguem pelo erro. Nunca entendemos que o erro de alguem é um erro de todos envolvidos. Ninguém erra sozinho. Um criminoso não é o único com responsabilidade em um crime. Sempre que analizarmos o fato de uma ótica mais profunda, verificaremos a longa teia social que irá se tecer diante do fato.

É preciso esperar, que os projetos continuem, que se desenvolva a economia do pais, que baixem os juros e os impostos, que aumente o salario, que  o brasil seja o pais do futuro.

É preciso ter a esperança que o pré-sal vai nos tornar uma Nova Roma, e não um novo golfo do méxico. Não gostaria de ver o óleo invadindo a praia de botafogo.

Precisamos ter esperança, que a consciencia humana é algo especial, e não apenas um instinto comum de sobrevivencia. Que a alma humana é naturalmente boa, e que o homem eh capaz do arrependimento e da mudança.

É preciso ter esperança nas coisas impossíveis, é preciso que tenhamos ideais, e utopias, mas ao mesmo tempo que não deles nos embriaguemos.

É preciso esperança, e é preciso esperar, mas sobretudo, é preciso não confundir esperança com delusão.

Delusão é quando nutrimos uma ilusão sobre determinada realidade, sendo que ao certo, segundo critérios de onde se estabelece os limites de tais verdades, essa ilusão não consta.

A esperança é não uma obrigatoriedade, mas um convite. Não é algo objetivo e cientifico, e confesso, na mairia dos casos quem tem esperança acaba morrendo.

Se perdermos a esperança no homem, na criança, perdemos tudo.

É preciso mais respeito e civilidade. É preciso que crentes fanáticos, estudantes boemios, fans de michael jackson, fakes de toda ordem, é preciso que tenhamos um lugar para discutirmos sobre nada.

Eu tenho muita esperança e aconselho a todos  que tenham.

Cansei de escrever. Vou jogar Gta.

Adeus.

Em que creem os que não creem.

Como muito discutido é aqui nesse blog o tema da religião, acabei resolvendo postar um debate de alto nível sobre o assunto.

O link para baixar gratuitamente o livro aqui se encontra; http://www.filestube.com/c008631e29610c3b03e9/go.html

“Este livro
O diálogo epistolar entre o cardeal Carlo Maria Martini e Umberto Eco, que ocupa a
primeira parte do presente livro, deu começo no primeiro número da revista Liberal aparecido em 22 de março de 1995 — e prosseguiu com ritmo trimestral. As oito cartas deste
epistolário público — intercambiadas e respondidas com admirável pontualidade pelos dois
correspondentes — aparecem aqui com a data de sua redação efetiva. O interesse que
despertou entre os leitores e o eco obtido em toda a imprensa pelos temas tratados no curso de
um ano — especialmente o último, o mais amplo e atrevido — fizeram aconselhável ampliar a
discussão a outros interlocutores implicados por uma ou outra razão no tema: dois filósofos (E.
Severino e M. Sgalambro), dois jornalistas (E. Scalfari e I. Montanelli) e dois políticos (V. Foa e
C. Martelli). Suas «variações» apareceram no número 12 (março de 1996).
Por último, ao cardeal Martini foi proposta, não uma (impossível) conclusão ou síntese,
a não ser, a recapitulação de alguns pontos determinantes. Uma réplica com funções de
clarificação e, por que não?, de ulterior relançamento.
Os escritos aqui recolhidos reproduzem exatamente os textos da primeira edição, com
emenda de umas poucas erratas e com novos títulos a cargo da redação da revista.”

Aos que procuram visões menos superficiais e desinformadas sobre o tema, resolvi seguir o conselho de um notável professor que não tive, o pai de Juca Kfouri. como ele mesmo expressa;
“MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: “Você não tem cultura para se dizer ateu”, sentenciou. Confesso que fiquei meio sem entender. Até que, nem faz muito tempo, pude ler “Em que Creem os que Não Creem”, uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record. De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.”

O Cardeal (cargo apenas abaixo do Papa na hierarquia eclesiàstica) demonstra uma boa coerência de raciocínio, e ao longo das edições consegue manter um diálogo de alto nível com Eco. No entanto em sua última publicação, fez uma pergunta aos que não possuem fé.

Em que creem os que não creem ?

O livro é uma fuga aos que estão cansados de debates de internet no qual mais se vê a falta de cultura dos intelocutores(de qualquer opção religiosa ou não), e a pura vontade de agressão mútua.

Não que não haja uma não agressão entre ambos os lados, mas de formas bem mais delicadas e eruditas.

O texto para qualquer cidadão vale muito a pena de ser lido, já que no fim das contas o que se discute é o que nos interessa;A ética.

Boa leitura aos interessados,e aos que não se interessam, que fiquem com Deus.

Esse post foi ditado pelo espírito de André luiz, em busca do caminho da luz.