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Ode aos Fakes.

setembro 18, 2011 5 comentários

Meus caros, muitos devem ter notado como sou efusivo neste blog em debater, e sobretudo agredir aos FAKES que nos comentam. Ao certo, eh muito comum eu deixá-los com bastante ira, e ateh mesmo os deixando ser nossos maiores seguidores.

Afinal o blog eh muito mais visitado por perseguidores do que por seguidores, e nosso claro objetivo eh simplemente insultá-los, gratuitamente, na finalidade de gerar arte, humor e entretenimento.

Esse texto em si eh um convite pra algum fake estupido vir apanhar nos comentarios, naturalmente.

Mas logico, vou deixar isso muito claro, nao se trata do nosso especial leitor(a) Jonnhy, unico FAKE respeitavel por sua historia aqui nesse blog, o resto eh resto.

Esses ae fans de Michael Jackson, Os que comentam nos topicos eu odeio viado, como o caso de um babaca chamado eh nois na fita que apareceu recentemente e eh ele mesmo que quero provocar e agredir.

Mas ele nao eh o ultimo nem o primeiro. E que meu cumpadi Gafanhoto das candongas, que deus o tenha, que nao pense que eh com ele, que essa peleja aqui eh com a imbecilidade que reina na internet.

Vamos ao motivo do quixotesco comportamento que proponho; Em primeira mão, esses trolls, como popularmente ficaram conhecidos ao redor do mundo internáutico são uns merdas desocupados com sérios problemas psicológicos, e de autoestima… Eu ateh entendo, como o cara vai ter auto-estima se ele eh um merda ?

Bem, faço isso apenas com a finalidade de gerar a catarse, e o tumulto, e que venha a verborréia.

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O dia do chamado.

Hoje eu sou um Padre. Lembro me com muito gosto o modo gozado como fui conhecer o senhor Cláudio Barradas. E isso denota não um simples fato, mas um dos primordiais acontecimentos no meu traçado pelo mundo. Em um dia Santo, como todo Domingo,o Dia do Senhor, resolvi acordar cedinho, tomar um café da manhã reforçado, aonde morava, na Marambaia, médice. Bairro aconchegante e arborizado, aonde viveram por longo tempo meus avós maternos e ali criaram a família que hoje tenho.

Neyde, minha avó costumeiramente levava os filhos e o marido, sobretudo aos domingos à missa. Hábito severamente cultivado.

Acordo e decido que devo visitar a paróquia pela manhã, e divulgar minhas aulas de música, com desconto para membros da comunidade onde minha avó foi lider social durante tantos anos.

 clau

Sua história de luta abraçava inclusive as classes trabalhadoras, e movimentos sociais de esquerda, como os primeiros anos do PT, e apoio social e de caridade ao MST, e demais…

Pois, fui e pouco esperei até que ouvi barradas soltar umas palavras de baixo calão para  um padre, mas normais para o nosso dia… Mandou que eu entrasse. Tomou e me serviu suco de acerola, e me perguntou o que fazia ali.

Então disse lhe disse tudo. O curioso eh que o Padre Barradas se animou com a  história e revelou seu célebre passado. Me mostrou um libro feito por alunos da Universidade Federal do Pará, com registros de sua história farta como ator de radio, tv e teatro paraense; Praticamente pioneiro na região Norte.

Bem, quando falei que conhecia o padre para outras pessoas, me disseram que ele antes era  uma bichona e que era um porra louca… enfim, isto entra como nota curiosa e nada que difame a real imagem de  um bom padre que ele é.

Ele então me mostrou alguns de seus contos, todos muito curtinhos, geralmente de 3 ou 4 parágrafos, mas de teor apimentado; Um que lembro o conteúdo, era de um jovem que se acostumou a toca noite coçar um pouquinho o pinto, não era masturbação, uma cocerinha no pênis, que toda noite antes de durmir ele fazia que o ajudava a pegar no sono. Cultivou esse hábito ao longo de toda vida, e perdeu o pinto por conta de um cancer, com mais idade. A partir de então ele não mais conseguiu durmir, e passou a procurar outros lugares pra coçar , como o mamilo, por  exemplo.

Mas afinal, perguntou o Padre, o que queres de mim, não me lembro de ter te visto na Missa um só único Domingo.

Sou Neto, de Neyde Araujo Montoril Nunes, imagino como Pároco aqui no Médice 2  o senhor saiba de quem falo. Lógico que sabia. Mas insistiu no fato de eu não ir a missa. Eu respondi; Não tenho religião.  Tu és católico, não fostes batizado ? Não rezas pai nosso no Natal com tua familia ?

Mas Padre, o senhor não está entendendo, eu sou ateu inclusive. O fato de ser ateu faz com que não sejas neto de sua avó ? A base do catolicismo é a Familia, e sem familia não ninguém entra ou sai do catolicismo. A não ser que o senhor faça algo de muito grave, não serás excomungado e morrerá como membro da Santa Igreja.

Só pude depois disso, pedir minha benção e se retirar. Nunca mais vi o Padre Claudio Barradas. Na internet quase nada tem de informação sobre a carreira de ator deste homem. Ele tem um histórico de mais de 40 anos de produções independentes no norte de país, um legítiimo gênio das artes cênicas, que encara agora o último personagem de sua vida. Que nada mais é, o que ele realmente sempre  foi, um Homem de Deus.

claudio

O famoso trecho de Hamlet.

Ato III

Cena 1Comentário

(…)

POLÔNIO

Você fica aqui, Ofélia. (Ao Rei.) E se apraz

A Vossa Graça, nos escondemos ali.

(Pra Ofélia.) Você lê este breviário

Pra que o exercício espiritual

Dê algum colorido à tua solidão.

Vamos ser acusados de coisa já tão provada;

Com um rosto devoto e alguns gestos beatos,

Açucaramos até o demônio.

REI

(À parte.) Oh, como isso é verdade!

que ardente chicotada em minha consciência é esse discurso.

A face da rameira, embelezada por cosméticos,

Não é mais feia para a tinta que a ajuda

Do que meu feito pra minha palavra mais ornamentada.

Oh, fardo esmagador!

POLÔNIO

Ele vem vindo. Vamos nos retirar, senhor.

(Saem Polónio e o Rei.)

HAMLET

Ser ou não ser eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias –

E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;

Só isso. E com o sono – dizem – extinguir

Dores do coração e as mil mazelas naturais

A que a carne é sujeita; eis uma consumação

Ardentemente desejável. Morrer – dormir –

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,

As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,

A prepotência do mando, e o achincalho

Que o mérito paciente recebe dos inúteis,

Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso

Com um simples punhal? Quem agüentaria fardos,

Gemendo e suando numa vida servil,

Senão porque o terror de alguma coisa após a morte –

O país não descoberto, de cujos confins

Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,

Nos faz preferir e suportar os males que já temos,

A fugirmos pra outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz todos nós covardes.

E assim o matiz natural da decisão

Se transforma no doentio pálido do pensamento.

E empreitadas de vigor e coragem,

Refletidas demais, saem de seu caminho

Perdem o nome de ação. (Vê Ofélia rezando.)

Mas, devagar, agora!

A bela Ofélia!

(Para Ofélia.) Ninfa, em tuas orações

Sejam lembrados todos os meus pecados.

OFÉLIA

Meu bom senhor, como tem passado todos esses dias?

HAMLET

Lhe agradeço humildemente. Bem, bem, bem.

OFÉLIA

Meu senhor, tenho comigo umas lembranças suas

Que desejava muito lhe restituir.

Rogo que as aceite agora.

HAMLET

Não, eu não;

Nunca lhe dei coisa alguma.

OFÉLIA

Respeitável senhor, sabe muito bem que deu;

E acompanhadas por palavras de hálito tão doce

Que as tornaram muito mais preciosas. Perdido o perfume,

Aceite-as de volta; pois, pra almas nobres,

Os presentes ricos ficam pobres

Quando o doador se faz cruel.

Eis aqui, meu senhor. (Dá os presentes a ele.)

HAMLET

Ah, ah! Você é honesta?

OFÉLIA

Meu senhor?!

HAMLET

Você é bonita?

OFÉLIA

O que quer dizer Vossa Senhoria?

HAMLET

Que se você é honesta e bonita, sua honestidade não deveria admitir qualquer intimidade com a beleza.

OFÉLIA

Senhor, com quem a beleza poderia ter melhor comércio do que com a virtude?

HAMLET

O poder da beleza transforma a honestidade em meretriz mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela. Antigamente isso

era um paradoxo, mas no tempo atual se fez verdade. Eu te amei, um dia.

OFÉLIA

Realmente, senhor, cheguei a acreditar.

HAMLET

Pois não devia. A virtude não pode ser enxertada em tronco velho sem pegar seu cheiro. Eu não te amei.

OFÉLIA

Tanto maior meu engano.

HAMLET

Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor m

era um paradoxo, mas no tempo atual se fez verdade. Eu te amei, um dia.

OFÉLIA

Realmente, senhor, cheguei a acreditar.

HAMLET

Pois não devia. A virtude não pode ser enxertada em tronco velho sem pegar seu cheiro. Eu não te amei.

OFÉLIA

Tanto maior meu engano.

HAMLET

Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com

mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? Somos todos rematados canalhas, todos! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento. Onde está teu pai?

OFÉLIA

Em casa, meu senhor.

HAMLET

Então que todas as portas se fechem sobre ele, pra que fique sendo idiota só em casa. Adeus.

OFÉLIA

(À parte.) Oh, céu clemente, ajudai-o!

HAMLET

Se você se casar,

minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com

mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? Somos todos rematados canalhas, todos! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento. Onde está teu pai?

OFÉLIA

Em casa, meu senhor.

HAMLET

Então que todas as portas se fechem sobre ele, pra que fique sendo idiota só em casa. Adeus.

OFÉLIA

(À parte.) Oh, céu clemente, ajudai-o!

HAMLET

Se você se casar,

leva esta praga como dote:

Embora casta como o gelo, e pura como a neve, não escaparás

À calúnia. Vai pro teu convento, vai. Ou,

Se precisa mesmo casar, casa com um imbecil. Os espertos sabem muito bem em que monstros vocês os transformam. Vai prum conventilho, um bordel: vai – vai depressa! Adeus.

OFÉLIA

Ó, poderes celestiais, curai-o!

HAMLET

Já ouvi falar também, e muito, de como você se pinta. Deus te deu uma cara e você faz outra. E você ondula, você meneia, você cicia, põe apelidos nas criaturas de Deus, e procura fazer passar por inocência a sua volúpia. Vai embora – chega –

foi isso que me enlouqueceu.

Afirmo que não haverá mais casamentos. Os que já estão casados continuarão todos vivos – exceto um. Os outros ficam como estão. Prum bordel – vai! (Sai.)

OFÉLIA

Ó, ver tão nobre espírito assim tão transtornado!

O olho, a língua, a espada do cortesão, soldado, sábio,

Rosa e esperança deste belo reino,

Espelho do gosto e modelo dos costumes,

Admirado pelos admiráveis – caído assim, assim destruído!

E eu, a mais aflita e infeliz das mulheres,

Que suguei o mel musical de suas promessas,

Vejo agora essa razão nobre e soberana,

Descompassada e estridula como um sino rachado e rouco.

E coisa consagrada:

A loucura dos grandes deve ser vigiada.

(Saem.)

—————————————————————————-

Alguem ainda não tinha lido esse clássico ? Se não entenderam algum trecho só perguntar que eu ajudo. Abs.

Homus Economicus

março 22, 2011 7 comentários

Se você é uma pessoa que gosta de curtir a vida e sair com os amigos de vez em quando, como eu, pode se assustar com essa conta que pensei outro dia e que tem até me ajudado a parar de fumar. 
A última coisa que quero aqui é entrar em méritos morais sobre como cada pessoa leva sua vida. O que pretendo mesmo é pensar financeiramente, pois pode ser útil. Também não sou nenhum matemático, então pensei em uma conta relativamente baixa e simples:

– Todo mundo merece sair ao menos uma vez na semana e ir a algum lugar – esses geralmente cobram entrada. Nesse lugar, você ainda bebe. Então, pensemos que se você sair apenas uma vez na semana, pagar 10 reais para entrar e consumir umas 4 a 5 cervejas, você gasta em média RS 40,00 (conheço gente que gasta R$ 100,00 por noite e mais de uma vez na semana);

-Se você é um cara que fuma, como eu, pensemos numa carteira de 4 reais por dia (visto que você pode fumar menos, mas pode escolher uma carteira mais cara, ou então, no fim de semana, um monte de amigos fumam do seu cigarro).

Só isso! Quero me ater somente nessas três coisas: entrada de festa (10 reais é barato hein), cigarro (cigarro mais ou menos) e cerveja (sem incluir outras bebidas).

Por mês, você irá gastar R$ 120,00 em cigarro e R$ 160,00 em cerveja e entradas. Somando dá: R$ 280,00. Barato? Acho que não.

Multiplicando por 12 meses a conta sobe para R$ 3.160,00 por ano. Em 5 anos, você pode comprar um carro (R$ 15.800,00)! Melhor do que isso, se esse dinheiro for investido em bolsa de valores, pode aumentar exponencialmente.

Pensemos assim: ninguém vai ficar 5 anos sem dar umas saídas, mas quando não o fizer poderia se recompensar se dando essa grana não gasta, não é?

Isso tudo pode significar um grande prazer, condordo, mas estive pensando seriamente em testar essa economia. Enfim, a questão aqui é só compartilhar o óbvio que a gente não vê. No final das contas, isso é o que Bourdieu chama de poder simbólico: uma reprodução sem conhecimento, ou nas suas próprias palavras, “restituir à doxa seu caráter paradoxal”.

Evolução institucional e os limites da corrupção

“Minha definição de corrupção está presa a uma noção de Estado moderno e democrático, profissionalizado,
com um mercado político desenvolvido e com um poder judiciário constituído.
Contudo, faz-se mister abordar a evolução de algumas regras e valores que geraram esse
conjunto de instituições modernas e que definem o espaço legal e legítimo dentro do qual se
pode estabelecer o que é corrupção, quando ela aparece, quais são seus custos e como é possível
controlá-la. É em função dessa análise que definirei o que é desenvolvimento e subdesenvolvimento
institucionais. Mas antes disso, preciso reconstruir alguns conceitos e avançar
um pouco sobre a história ocidental.
Defino o Estado pré-moderno como aquele em que as relações normativas entre o público
e o privado não estão estabelecidas nos moldes das modernas democracias capitalistas.
O Estado pré-moderno possui quatro características básicas: i) ele é uma extensão da família
real (da monarquia) e não existe uma clara separação entre o orçamento do rei e o orçamento
público; os “dinheiros” do soberano se confundem com os do Estado; ii) é encarado como
propriedade privada do soberano e de sua família; iii) é confundido com a sociedade, não existindo
uma clara definição de sociedade civil; e iv) constitui-se naquilo – e essa é a sua
principal característica – que Weber definia como patrimonialismo.22
Weber construiu uma tipologia abrangente para analisar o processo de racionalização
e modernização da sociedade. Essa tipologia está calcada, entre outras coisas, nos conceitos
de patriarcalismo e patrimonialismo ou dominação patrimonial. Segundo Weber (1984), pp.
184-84:
“Denomina-se patriarcalismo a situação em que dentro de uma associação, na maior
parte das vezes econômica e familiar, exerce a dominação (normalmente) uma pessoa
de acordo com determinadas regras hereditárias fixas. [¼] Denomina-se dominação
patrimonial toda dominação orientada primordialmente pela tradição.”
O patrimonialismo é uma ampliação, para a sociedade como um todo, da estrutura de
dominação patriarcal, e esse conceito é fundamental na formação de um tipo-ideal que representa
o Estado pré-moderno. A dominação patrimonialista implica a incorporação de indivíduos
da família do soberano e da corte na administração do domínio, da economia (tributos) e
da guerra. Mas a principal diferença entre o patriarcalismo e o patrimonialismo é que o último
incorpora uma estrutura administrativa.
O sistema de remuneração dentro do patrimonialismo pode ser feito pela delegação de
direito de apropriação de tributos pelo funcionário-súdito ou simplesmente pela concessão de
terras ou de direitos de produção. Obviamente essa visão de sociedade se aproxima daquilo
que conhecemos como feudalismo.
Uma característica importante do patrimonialismo é que ele se estrutura sobre uma
burocracia formada pelo nepotismo e por critérios pessoais, não implicando nenhum critério
meritocrático, a princípio. O processo decisório também não é formalizado, e é dado principalmente
pela tradição, e, embora haja uma hierarquia, os funcionários do domínio não são
profissionalizados e tampouco assalariados, no sentido capitalista do termo.
A corrupção assume uma feição peculiar nas sociedades patrimonialistas, já que não
há uma clara distinção legal e normativa (constitucional) entre a res privada e a res pública. É
natural a mistura entre o privado e o público, entre as posses do soberano e o orçamento do
Estado. Mas isto não quer dizer quenão houvesse, em determinados casos históricos, uma
consciência acerca do fenômeno. No entanto, o estudo de alguns exemplos retirados da história
européia mostram que a consciência clara da corrupção e a emergência de regras e leis que
tinham por objetivo minimizá-la surgem com o Estado moderno, com a separação legal e moral
entre o soberano e o poder constitucional, com o fortalecimento das democracias e com a
transição da dominação patrimonialista para a administração burocrática racional e profissional.
No caso da Inglaterra, desde a Idade Média, formou-se um Estado calcado na dominação
patrimonialista, na qual os administradores do Reino eram recrutados de acordo com critérios
pessoais e remunerados através do direito de participar da arrecadação de impostos e da
divisão das terras. Esse sistema de relações pessoais se estende até a era moderna, constituindo
uma rede clientelística que envolve toda a hierarquia social. Os administradores dependem
da confiança do soberano, que deles espera somente a fidelidade; a avaliação dos administradores
não depende de qualquer critério meritocrático, mas simplesmente de avaliações pessoais.
O mais importante é que as relações pessoais eram determinantes para a escolha dos administradores
e para a própria formação do bloco de poder político23.
Essa estrutura patrão-cliente resiste inclusive à separação entre Igreja e Estado e ao início
da Era Tudor. Durante a Restauração, a dominação patrimonialista foi fundamental para
garantir o controle do rei sobre o parlamento. A compra de votos e a concessão de títulos
bizarros eram táticas comuns usadas para se obter o apoio dos parlamentares.
O século XVII é particularmente importante do ponto de vista da reforma de algumas
estruturas do Estado patrimonialista inglês, mas também é um período traumático, com crises
políticas e sociais sucessivas e com o florescimento violento de novas relações calcadas no
trabalho assalariado e na manufatura. Dentro de um quadro social cada vez mais grave, tende
a crescer a revolta popular –normalmente reprimida com extrema violência– contra as elites e
seu comportamento perdulário e corrupto. A chamada “velha corrupção” inglesa do século
XVIII proliferou ferozmente dentro de um Estado parasita, fraco e privatizado por sinecuras e
propinas, no qual tanto Whigs como Torries assumiam uma postura predatória24.
Todavia, é nesse século que se inicia a separação formal entre o orçamento do governo
e o patrimônio real da Inglaterra, dentre outras reformas que viriam a aperfeiçoar o funcionamento
o Estado. Em 1782, é implementado um sistema de controle dos gastos reais e definido
formalmente o orçamento público. Essa separação irá se intensificar até a distinção formal
entre os bens da família real e do Estado. Por exemplo, a necessidade do aval do parlamento
sobre o orçamento da família real surge na Era Vitoriana. Ademais, diversas medidas
de controle sobre o orçamento, e que determinavam disciplina fiscal, foram criadas nesse período.
O sistema de controle orçamentário desenvolveu-se com a utilização de métodos contábeis
e com a constituição da figura do Auditor Geral (Auditor General). Tanto as apropriações
orçamentárias como o controle de caixa e a transparência orçamentária foram garantidos
por essa instituição e pelo Comptroller.
Em 1834, foram eliminadas as sinecuras e coibidas as vendas de cargos e o uso dos
mesmos para fins de compra e venda de votos. Já em 1816 foi introduzido o assalariamento
dos funcionários e, em 1859, um sistema de previdência pública. Em 1870, surge a obrigatoriedade
do concurso público para a ascensão a cargos do Estado. No entanto, a rigor pode-se
dizer que, principalmente na Era Vitoriana, os resquícios formais do patrimonialismo e do
clientelismo dentro da máquina do Estado foram paulatinamente eliminados e passou a existir,
de fato, uma burocracia profissional que se aproxima do tipo-ideal weberiano. Mas cabe
salientar que as regras do jogo e as instituições criadas desde a segunda metade do século
XVIII formaram o arcabouço a partir do qual se restringiu o comportamento dos agentes públicos.
Portanto, a aproximação de um tipo-ideal de administração do Estado existe, não porque
as pessoas mudam, mas principalmente porque as regras que emergiram criaram um sistema
de incentivos específico. Dentre essas regras, é claro que existe um sistema punitivo e
legal. O exemplo mais claro acerca do papel do sistema punitivo está no caso do Corrupt
Practices Act de 1854, que tentava inibir a compra de votos e a propina25. Em 1883, outra lei
complementar limitava os gastos em campanha e tornava as penas mais severas. Paulatinamente,
o mercado político também passava a ser mais disciplinado e a ampliação da democracia
e do controle sobre o comportamento público dos políticos contribuia para a eliminação,
pelo menos parcial, das práticas clientelísticas comuns ao patrimonialismo. No meu entender,
a inibição dessas formas de relação pessoal definiram, no caso da Inglaterra e de outros
países que evoluíram institucionalmente, o espaço legal e moral que distingue entre o que
é e o que não é um ato corrupto no do contexto do Estado moderno e das sociedades
democráticas.
Faz-se útil um breve exame paralelo da evolução institucional da Inglaterra e da França
para mostrar como a corrupção foi se criminalizando26. O exemplo mais cabal do que hoje
é considerado corrupção, e no passado não o era, é a compra e venda de postos públicos. Essa
prática, considerada comum em alguns grandes impérios do oriente, foi amplamente utilizada
na França medieval e durante o Absolutismo. O detentor de um cargo público renunciava e
passava o posto a um parente (nepotismo) ou simplesmente vendia-o em troca de dinheiro ou
bens. Essa prática tornou-se tão comum durante o século XVII que, em 1604, foi instituído
um imposto sobre vendas de cargos (paulette). Dada a habitual necessidade do Estado absolutista-
mercantilista de obter receita fiscal, a prática de venda de cargos públicos foi até incentivada
pelo governo.
Um outro tipo de apropriação da res pública, hoje considerada corrupção, é a venda
do direito de arrecadar impostos. Na França, essa prática foi extremamente comum até a Revolução
Francesa. Como observa Braudel (1983, pp.538ss), a ausência de uma estrutura administrativa
que permitisse uma arrecadação mais eficiente, realizada por um corpo de funcionários
governamentais, propiciou a proliferação desse sistema privado de coleta de impostos.
No caso francês, foi até criado um monopólio, denominado Ferme Générale, constituído
por alguns indivíduos com direito comprado de arrecadação, geralmente burgueses em ascensão.
Como era de se esperar, grande parte da arrecadação foi roubada – privatizada.
No caso da Inglaterra, a venda de cargos representou uma etapa intermediária, de transição,
entre a dominação patrimonialista medieval stricto sensu e a formação de uma burocracia
profissional. A venda de cargos foi importante inclusive para a penetração dentro do Estado
de elementos da burguesia mercantil e, posteriormente, manufatureira. 27
Entretanto, essas práticas foram sendo paulatinamente substituídas e a corrupção pública,
de políticos e funcionários, passou a ser definida como crime, tanto na Europa como
nos Estados Unidos. Principalmente durante os séculos XIX e XX, a profissionalização da
administração pública e o aperfeiçoamento dos controles sobre a atividade dos políticos, por
meio da imprensa e do exercício do voto nas modernas democracias, geraram uma diminuição
–não a eliminação– das funções patrimonialistas. As relações com a coisa pública e entre
os indivíduos que a administram tornaram-se mais impessoais: o mérito e a competência profissional
substituíram gradualmente a patronagem, o clientelismo e o nepotismo. Por que isso
aconteceu?
A inovação institucional mais importante para a mudança da estrutura do Estado e para
a separação formal mais clara entre a coisa pública e a privada foi, sem dúvida, a democracia
constitucional. A democracia e o seu fortalecimento colaboram para controlar, do ponto
de vista da lei, o uso da máquina estatal e o comportamento de políticos e agentes públicos
em geral.28
A institucionalização de um mercado político, no qual, a despeito de suas imperfeições,
os indivíduos podem escolher seus mandatários, constitui uma forma de poder jamais
imaginada em sociedades centralistas e autoritárias. E, somando-se a isso, nas democracias
existe uma definição constitucional dos direitos de propriedade e dos limites do Estado com
relação aos mesmos. Esses direitos de propriedade açambarcam também a coisa pública e o
estabelecimento dos limites sob os quais aqueles que a administram podem agir. Numa sociedade
patrimonialista, essas delimitações são algo fluidas e, por sua própria natureza, ambíguas.
Na democracia, os cidadãos exigem, ou pelo menos podem exigir, em geral, maior eficiência
e disciplina por parte daqueles que executam as escolhas públicas. Ademais, é da
essência do próprio sistema de poder inerente à democracia a fiscalização do comportamento
público por parte da oposição e da imprensa livre. Historicamente, pelo menos no Estados
Unidos e no Reino Unido, a imprensa tem desempenhado uma função importante na fiscalização
dos agentes públicos. No primeiro caso, ela teve um papel determinante pelo menos na
revelação para o público das práticas políticas clientelísticas que dominavam a política norteamericana
no início deste século.29
Uma objeção pode ser levantada à minha definição de corrupção e à forma como eu a
associo com a minimização das relações de dominação patrimonial e clientelísticas: não se
pode falar, então, em corrupção em sociedades pré-modernas, pré-industriais e prédemocráticas?
Esta questão é extremamente complicada e envolve o próprio cerne do meu conceito
legalista e ocidental de corrupção. Poder-se-ia admitir dois pontos de vista aparentemente antitéticos:
i) a corrupção é um fenômeno “natural” em sociedades pré-modernas, no sentido
weberiano do termo, ou ii) a corrupção é somente um fenômeno moderno, intrínseco às democracias
constitucionais que definem formalmente a sua ilegalidade. Essas duas afirmações
são complementares e não excludentes. Deve-se encarar esse fenômeno social dentro de um
constructo teórico que se aproxima de um tipo-ideal de organização social e do Estado que,
enquanto tal, envolve tanto uma dimensão histórica, como uma teórica – abstrata. Eu encaro a
formação do Estado regulado por regras democráticas e o estabelecimento de uma burocracia
profissional como fatores fundamentais para a definição formal do público e do privado. Essa
separação entre as duas res funda a própria república moderna, na qual o poder do Leviathan
e daqueles que exercem seu poder é limitado e controlado ao máximo. Posto isso, a corrupção
é um fenômeno histórico que, portanto, retrocede aos períodos mais remotos da história. No
entanto, a tolerância e a legitimidade associadas à corrupção diminuem sensivelmente com a
evolução institucional sofrida por determinadas sociedades ocidentais, evolução esta que é
congruente com a formação das modernas burocracias, com a generalização das relações econômicas
de mercado e das democracias constitucionais.30
Pode-se então definir, precisamente, o que são desenvolvimento e subdesenvolvimento
institucionais com relação ao fenômeno da corrupção. Uma sociedade é desenvolvida institucionalmente
quando possui regras formais (leis) e informais (normas, códigos éticos) que
delimitem: i) o que é público e o que é privado; ii) os poderes do Estado no que se refere aos
direitos de propriedade; iii) a liberdade de ação dos agentes públicos; e que coíbam iv) as
transferências de renda que surgem por uso ilegal e ilegítimo do aparato estatal. Esses predicados
estão associados à existência de uma burocracia profissional e à democracia constitucional.
Obviamente, a definição de subdesenvolvimento institucional é a antítese desta. Cabe
notar que as sociedades onde a dominação patrimonialista predominava, como as prémodernas,
são encaradas, portanto, como subdesenvolvidas institucionalmente. Mas isso não
quer dizer que inexistam sociedades contemporâneas nas quais não prevaleçam essas relações
e que, portanto, não são subdesenvolvidas nesse sentido. Pelo contrário, está aí o busílis da
questão. Várias sociedades passaram por evoluções institucionais que conduziram à limitação,
ao controle e à criminalização da corrupção. Mormente, esse processo foi engendrado
pela minimização das relações de dominação patrimonialista e das relações clientelísticas.31
A análise do processo de modernização institucional e de seu impacto sobre o controle
da corrupção conduz imediatamente ao estudo das possíveis conexões entre evolução institucional,
comportamento econômico racional e corrupção. Uma economia política da corrupção
pode incluir tanto a influência das instituições, regras e valores sobre a ação, como a própria
hipótese de ação racional condicionada por incentivos, propiciando, dessa forma, uma estrutura
analítica mais completa e geral do que aquelas oferecidas pela sociologia ou pelos estudos
de caso antropológicos.” Marcos Fernandes Gonçalves da Silva.
Retirado de : http://www.transparencia.org.br/docs/MFernandes1.pdf

Os segredos da felicidade.

fevereiro 24, 2011 3 comentários

“Com a felicidade acontece o mesmo que com a verdade: não se possui, mas está-se nela. Sim, a felicidade não é mais do que o estar envolvido, reflexo da segurança do seio materno. Por isso, nenhum ser feliz pode saber que o é. Para ver a felicidade, teria de dela sair: seria então como um recém-nascido. Quem diz que é feliz mente, na medida em que jura, e peca assim contra a felicidade. Só lhe é fiel quem diz: fui feliz. A única relação da consciência com a felicidade é o agradecimento: tal constitui a sua incomparável dignidade.” Theodore Adorno.

Como saber se somos felizes ? Posso saber se fui feliz ontem. E isso bastaria. Mas quais os segredos da felicidade? Afinal, o que é felicidade ?

WIKIPEDIA;

“A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna. O oposto da felicidade é a tristeza.

Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade e das suas causas, abordagens estas que têm sido usadas pela filosofia, pelas religiões e pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Os filósofos e os religiosos sempre se dedicaram a encontrar as suas causas e em definir que tipo de comportamento ou estilo de vida aumentaria o nosso nível de felicidade. Os filósofos veem a felicidade como bem-estar ou qualidade de vida e não simplesmente como uma emoção. Neste sentido, a felicidade é o que os gregos antigos chamavam de eudaimonia, um termo ainda usado em ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. O dalai-lama Tenzin Gyatso diz que a felicidade é, para ele, uma questão de treinamento mental[1].

É difícil definir rigorosamente a felicidade e ainda mais difícil definir medidas desta. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos, como por exemplo o inventário da felicidade de Oxford, para medir o nível de felicidade de um indivíduo. Nestes métodos, levam-se em conta fatores físicos e psicológicos como envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, rendimento etc.

A psicologia positiva é um movimento recente dentro da ciência psicológica que pretende dar maior ênfase ao estudo da sanidade mental, por oposição à psicologia mais tradicional que estuda sobretudo as patologias. A psicologia positiva relaciona a felicidade com emoções e atividades positivas[2].

A economia do bem-estar defende que o nível público de felicidade deve ser usado como suplemento aos indicadores económicos mais tradicionais, como o produto interno bruto, a inflação etc. Para Alexei Lisounenko, felicidade se traduz em aceitação, ou seja, em se aceitar quem de fato é, realizando a partir daí mudanças positivas em sua vida. A felicidade é um sentimento interno e terno, ela é um reflexo do autoconhecimento. Ele frisa que esta aceitação está longe do conformismo, sentimento onde você aceita sua vida de uma forma negativa, sem perspectiva de mudança interna em direção à felicidade.

As pessoas têm diferentes formas de alcançar a felicidade. Porém estudos científicos têm procurado achar padrões de comportamento e pensamento nas pessoas que se consideram felizes. Alguns padrões encontrados são:

  • capacidade de adaptação a novas situações
  • buscar objetivos de acordo com suas características pessoais
  • riqueza em relacionamentos humanos
  • possuir uma forte identidade étnica
  • ser competente naquilo que se faz
  • enfrentar problemas com a ajuda de outras pessoas
  • receber apoio de pais, parentes e amigos
  • ser agradável e gentil no relacionamento com outras pessoas
  • não superdimensionar suas falhas e defeitos
  • gostar daquilo que se possui
  • ser autoconfiante
  • pertencer a um grupo[3]

Portanto meus caros, percebemos que a  felicidade não só existe e foi descoberta pelo homem e por  sua ciência, e que ela é possível mesmo nos casos mais adversos, de necessidades mais extremas, o que significa o absurdo de mesmo um depravado ser feliz na sua depravação ou que um inocente vitimado, seja  feliz na sua penúria, no seu sofrimento. Há felicidade mesmo na dor, pelo que se nota no artigo WIKIPEDIANO que foi muito feliz.

Então você quer ser feliz ? Eu tenho os caminhos e os segredos da felicidade todos comprovados com metodologia científica e cética, só comentar.

Não estou cobrando a consulta,isso ai é obra social que estou fazendo na internet, se você não é feliz, e tem algum problema, eu posso te indicar o caminho certo para sua felicidade.

Abraço e sejam mais felizes.

Sobre a inutilidade. (teclado fodido)

Umberto Eco alertou-me em um de seus textos de que a literatura eh por si soh a arte de escrever textos sem finalidade pratica, uma utilidade especifica, mas sim algo que se escreve, segundo ele, por deleite, elevacao espiritual, ou mesmo por divertimento. Diferente de um horario de trens ou de uma placa de sinalizacao, que possuem por si um especifico sentido de utilidade.

As outras formas de arte penso de uma profunda inutilidade. Arquitetura pra qualquer engenheiro eh frescura.

Musica, nao consigo definir uma utilidade especifica para ela, embora ela possa ser usada em muitas situacoes sociais, mas nao eh por isso que ela eh feita, ela nao tem um motivo especifico de existir. Acham uma utilidade depois que a coisa existe, mas a inutilidade original eh completa.

Mesmo os desenhos, artes visuais, por si soh, quando nao com finalidades naturalistas, e mesmo assim depois da invencao da foto, tornou-se uma completa inutilidade.

A religiao nos tempos de metodo cientifico nao tem mais utilidade senao pra o mundo nao virar uma suruba mais do que esta.

O espiritismo, me parece algo realmente inutil. Porque mesmo se for fato todas as crendices em torno do assunto, mesmo assim, se fossem eventos de ordem natural observaveis pela luz do metodo cientifico, mesmo assim, seria uma ciencia inutil e naufragada.

Seria mais facil escrever poesia nas normas da abnt do que um espiritismo cientifico.

Esse teclado sem acento eh uma bosta. Eu odeio escrever errado. Parece que nao sou eu que escrevo, mas que estou recebendo uma entidade, nao cientifica eh claro.

Ciencia de cu eh rola. Cientista tem de entender que ele eh util, diferente da inutilidade que apaixona os homens.

A arte, a poesia e o misticismo, nao podem ceder ao rigor do metodo academico, que nao permite lagrimas ou mesmo emocoes.

Antes de realizar um experimento espirita eh necessario orar, enquanto que o metodo cientifico normal eh contra oracao.

Nem por isso, os inuteis deixam de ter seu valor. A poesia tem o seu espaco na vida.

Eu nao posso mudar o que passou, mas posso planejar o que passara.

Jesus, eh um nome muito bonito.

Por toda inutilidade que reina no cosmos. Poeiras do alem, materialismo seculares, transcedentalismos utopicos, socialismos de botecos, eu vos envoco…. ocupai as mentes dos estudantes, preenchei os folhetins dos doutrinados, arrolarei seus versos pelas marchas populares, deixe o povo cantar nossa ideologia, nossa crenca, nossa rebeldia ao metodo util.

Queremos nao crer no possivel, queremos exatamente  eh saber que no impossivel estamos crendo, porque assim, reconhecemos-nos impossiveis; Quem sabe, impossibilitados.

A inutilidade eh como olhar pras nuvens e procurar reconhecer nelas formas de seus adornos, a subjetividade impera nos criterios aleatorios de cada visao.

O ateismo por si soh, ao meu ver, eh a coisa mais inutil do mundo.

Porque alguem pode crer em nao crer ? Definitivamente o melhor seria ignorar as crencas alheias e entender que nao ha sentido em degladiar-se com elas, tampouco julgar os que dela partilham. Por outro lado, eh importante que se lembre sempre, que… que… esqueci….

A utilidade eh a ciencia, que tem metodo cientifico. O capitalismo, e seu sistema financeiro, muito util.Os servicos publicos, embora maus prestados, muito uteis.Mas o resto nao.

O que nao da lucro eh inutil. O lucro eh sinonimo de utilidade. Quando se diz que fulano eh um inutil, eh que ele nao consegue dar lucro.

Lucro em qualquer especie ou rotulo.

Por onde andara o meu amigo gafanhoto ? de tantas guerras inuteis.

Em busca da prova sem metodo.

Eu vos brindo a inutilidade, meus caros comparsas.