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Sobre as minhas franquezas

agosto 14, 2011 3 comentários

A vontade como força é variável em tamanho e intensidade, como qualquer outra possível existência. Como submete-se aos caprichos humanos, a pobre vê-se vezes tão pequena que some atrás de lágrimas, vezes grande que se impõe acima dos punhos.

Até o ponto que sei meu corpo é feito de carne e ossos, e até onde creio saber tudo o que se passa pela minha cabeça vêm de uma consciência racional. Somos assim, os humanos, não somos? Esses saquinhos de sangue e fibra com algo que alguns chamam de alma, outros de mente…  Como algo independente de corpo e mente, e até onde posso saber, livre, não posso culpar a ninguém que não seja a mim mesmo quando vejo minha vontade submeter-se aos momentos amargos e desaventurados nos campos que me foram negados conhecer. Talvez maior tenha sido a falta do aconchego de um pai, ou da sobra de um que o tentava substituir. Mas o passado não é mesmo nada que possa modificar o futuro… Talvez sejam os vetores, sim, minha tristeza e meu engano. Talvez eu não precise ter, mas me vejo em prantos precisando ao menos entender o que fiz nos meus tempos inocentes para merecer a saudade de algo que hoje me parece ou fazer falta, ou excesso…

Mais uma vez me vejo desejando um gênio, ou uma garrafa… O que me desse, de forma mais imediata, possíveis segundos de não ser mais quem sou. Humano, fraco, projeto de filho…

Foto Do Corpo de Bin Laden.

Foto exclusiva do Blog Defeito Colateral.

Soneto do autoconhecimento.

Sou o que faço, mas faço o que posso,
Não posso, mas tento, o intento é escasso,
O vento e o espaço, O traço no esboço,
Sou o que sonho, vivo o que durmo.

Estou a um passo, diante de um fosso.
Preso a um laço, um nó de descaso.
Um fardo, um marco, sou um bom moço.
Fracasso com esforço e forço meu rumo.

Covarde e atento morro sem hora,
Vivo sem tempo, sinto o agora.
Tateio no vácuo as lágrimas do tempo.

Arde o momento, corro pra fora,
Preso onde dentro, minha alma mora
Encontro em mim toda rima que falta.