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Ode aos Fakes.

setembro 18, 2011 5 comentários

Meus caros, muitos devem ter notado como sou efusivo neste blog em debater, e sobretudo agredir aos FAKES que nos comentam. Ao certo, eh muito comum eu deixá-los com bastante ira, e ateh mesmo os deixando ser nossos maiores seguidores.

Afinal o blog eh muito mais visitado por perseguidores do que por seguidores, e nosso claro objetivo eh simplemente insultá-los, gratuitamente, na finalidade de gerar arte, humor e entretenimento.

Esse texto em si eh um convite pra algum fake estupido vir apanhar nos comentarios, naturalmente.

Mas logico, vou deixar isso muito claro, nao se trata do nosso especial leitor(a) Jonnhy, unico FAKE respeitavel por sua historia aqui nesse blog, o resto eh resto.

Esses ae fans de Michael Jackson, Os que comentam nos topicos eu odeio viado, como o caso de um babaca chamado eh nois na fita que apareceu recentemente e eh ele mesmo que quero provocar e agredir.

Mas ele nao eh o ultimo nem o primeiro. E que meu cumpadi Gafanhoto das candongas, que deus o tenha, que nao pense que eh com ele, que essa peleja aqui eh com a imbecilidade que reina na internet.

Vamos ao motivo do quixotesco comportamento que proponho; Em primeira mão, esses trolls, como popularmente ficaram conhecidos ao redor do mundo internáutico são uns merdas desocupados com sérios problemas psicológicos, e de autoestima… Eu ateh entendo, como o cara vai ter auto-estima se ele eh um merda ?

Bem, faço isso apenas com a finalidade de gerar a catarse, e o tumulto, e que venha a verborréia.

Sobre as minhas franquezas

agosto 14, 2011 3 comentários

A vontade como força é variável em tamanho e intensidade, como qualquer outra possível existência. Como submete-se aos caprichos humanos, a pobre vê-se vezes tão pequena que some atrás de lágrimas, vezes grande que se impõe acima dos punhos.

Até o ponto que sei meu corpo é feito de carne e ossos, e até onde creio saber tudo o que se passa pela minha cabeça vêm de uma consciência racional. Somos assim, os humanos, não somos? Esses saquinhos de sangue e fibra com algo que alguns chamam de alma, outros de mente…  Como algo independente de corpo e mente, e até onde posso saber, livre, não posso culpar a ninguém que não seja a mim mesmo quando vejo minha vontade submeter-se aos momentos amargos e desaventurados nos campos que me foram negados conhecer. Talvez maior tenha sido a falta do aconchego de um pai, ou da sobra de um que o tentava substituir. Mas o passado não é mesmo nada que possa modificar o futuro… Talvez sejam os vetores, sim, minha tristeza e meu engano. Talvez eu não precise ter, mas me vejo em prantos precisando ao menos entender o que fiz nos meus tempos inocentes para merecer a saudade de algo que hoje me parece ou fazer falta, ou excesso…

Mais uma vez me vejo desejando um gênio, ou uma garrafa… O que me desse, de forma mais imediata, possíveis segundos de não ser mais quem sou. Humano, fraco, projeto de filho…

Depoimento de Amanda Gurgel. E resposta.

“Onde estará o meu amor”?

 

Em última análise, nossa tentativa foi um elogio de ambas as partes

Pois, reconhecemos o valor do outro

O problema é que o amor parece precisar de alguma coisa inapreensível,

De uma imagem! Esta, que é muito, mas muito rara!

É ela que dá energia pra superar tudo: “não importam as diferenças, nós nos amamos”!

… e duas pessoas de ressaca, amor cansado…

Acredito que estávamos com os olhos turvos, não só de lágrimas

E isso deixa tudo mais difícil.

No fim, nem toda a razão disponível conseguiu focar o que deveria estar em foco:

uma imagem, a imagem que toca em algum lugar da alma e sabe Deus o Porquê.

 

 

O dia do chamado.

Hoje eu sou um Padre. Lembro me com muito gosto o modo gozado como fui conhecer o senhor Cláudio Barradas. E isso denota não um simples fato, mas um dos primordiais acontecimentos no meu traçado pelo mundo. Em um dia Santo, como todo Domingo,o Dia do Senhor, resolvi acordar cedinho, tomar um café da manhã reforçado, aonde morava, na Marambaia, médice. Bairro aconchegante e arborizado, aonde viveram por longo tempo meus avós maternos e ali criaram a família que hoje tenho.

Neyde, minha avó costumeiramente levava os filhos e o marido, sobretudo aos domingos à missa. Hábito severamente cultivado.

Acordo e decido que devo visitar a paróquia pela manhã, e divulgar minhas aulas de música, com desconto para membros da comunidade onde minha avó foi lider social durante tantos anos.

 clau

Sua história de luta abraçava inclusive as classes trabalhadoras, e movimentos sociais de esquerda, como os primeiros anos do PT, e apoio social e de caridade ao MST, e demais…

Pois, fui e pouco esperei até que ouvi barradas soltar umas palavras de baixo calão para  um padre, mas normais para o nosso dia… Mandou que eu entrasse. Tomou e me serviu suco de acerola, e me perguntou o que fazia ali.

Então disse lhe disse tudo. O curioso eh que o Padre Barradas se animou com a  história e revelou seu célebre passado. Me mostrou um libro feito por alunos da Universidade Federal do Pará, com registros de sua história farta como ator de radio, tv e teatro paraense; Praticamente pioneiro na região Norte.

Bem, quando falei que conhecia o padre para outras pessoas, me disseram que ele antes era  uma bichona e que era um porra louca… enfim, isto entra como nota curiosa e nada que difame a real imagem de  um bom padre que ele é.

Ele então me mostrou alguns de seus contos, todos muito curtinhos, geralmente de 3 ou 4 parágrafos, mas de teor apimentado; Um que lembro o conteúdo, era de um jovem que se acostumou a toca noite coçar um pouquinho o pinto, não era masturbação, uma cocerinha no pênis, que toda noite antes de durmir ele fazia que o ajudava a pegar no sono. Cultivou esse hábito ao longo de toda vida, e perdeu o pinto por conta de um cancer, com mais idade. A partir de então ele não mais conseguiu durmir, e passou a procurar outros lugares pra coçar , como o mamilo, por  exemplo.

Mas afinal, perguntou o Padre, o que queres de mim, não me lembro de ter te visto na Missa um só único Domingo.

Sou Neto, de Neyde Araujo Montoril Nunes, imagino como Pároco aqui no Médice 2  o senhor saiba de quem falo. Lógico que sabia. Mas insistiu no fato de eu não ir a missa. Eu respondi; Não tenho religião.  Tu és católico, não fostes batizado ? Não rezas pai nosso no Natal com tua familia ?

Mas Padre, o senhor não está entendendo, eu sou ateu inclusive. O fato de ser ateu faz com que não sejas neto de sua avó ? A base do catolicismo é a Familia, e sem familia não ninguém entra ou sai do catolicismo. A não ser que o senhor faça algo de muito grave, não serás excomungado e morrerá como membro da Santa Igreja.

Só pude depois disso, pedir minha benção e se retirar. Nunca mais vi o Padre Claudio Barradas. Na internet quase nada tem de informação sobre a carreira de ator deste homem. Ele tem um histórico de mais de 40 anos de produções independentes no norte de país, um legítiimo gênio das artes cênicas, que encara agora o último personagem de sua vida. Que nada mais é, o que ele realmente sempre  foi, um Homem de Deus.

claudio

O famoso trecho de Hamlet.

Ato III

Cena 1Comentário

(…)

POLÔNIO

Você fica aqui, Ofélia. (Ao Rei.) E se apraz

A Vossa Graça, nos escondemos ali.

(Pra Ofélia.) Você lê este breviário

Pra que o exercício espiritual

Dê algum colorido à tua solidão.

Vamos ser acusados de coisa já tão provada;

Com um rosto devoto e alguns gestos beatos,

Açucaramos até o demônio.

REI

(À parte.) Oh, como isso é verdade!

que ardente chicotada em minha consciência é esse discurso.

A face da rameira, embelezada por cosméticos,

Não é mais feia para a tinta que a ajuda

Do que meu feito pra minha palavra mais ornamentada.

Oh, fardo esmagador!

POLÔNIO

Ele vem vindo. Vamos nos retirar, senhor.

(Saem Polónio e o Rei.)

HAMLET

Ser ou não ser eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra o mar de angústias –

E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;

Só isso. E com o sono – dizem – extinguir

Dores do coração e as mil mazelas naturais

A que a carne é sujeita; eis uma consumação

Ardentemente desejável. Morrer – dormir –

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,

As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,

A prepotência do mando, e o achincalho

Que o mérito paciente recebe dos inúteis,

Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso

Com um simples punhal? Quem agüentaria fardos,

Gemendo e suando numa vida servil,

Senão porque o terror de alguma coisa após a morte –

O país não descoberto, de cujos confins

Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,

Nos faz preferir e suportar os males que já temos,

A fugirmos pra outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz todos nós covardes.

E assim o matiz natural da decisão

Se transforma no doentio pálido do pensamento.

E empreitadas de vigor e coragem,

Refletidas demais, saem de seu caminho

Perdem o nome de ação. (Vê Ofélia rezando.)

Mas, devagar, agora!

A bela Ofélia!

(Para Ofélia.) Ninfa, em tuas orações

Sejam lembrados todos os meus pecados.

OFÉLIA

Meu bom senhor, como tem passado todos esses dias?

HAMLET

Lhe agradeço humildemente. Bem, bem, bem.

OFÉLIA

Meu senhor, tenho comigo umas lembranças suas

Que desejava muito lhe restituir.

Rogo que as aceite agora.

HAMLET

Não, eu não;

Nunca lhe dei coisa alguma.

OFÉLIA

Respeitável senhor, sabe muito bem que deu;

E acompanhadas por palavras de hálito tão doce

Que as tornaram muito mais preciosas. Perdido o perfume,

Aceite-as de volta; pois, pra almas nobres,

Os presentes ricos ficam pobres

Quando o doador se faz cruel.

Eis aqui, meu senhor. (Dá os presentes a ele.)

HAMLET

Ah, ah! Você é honesta?

OFÉLIA

Meu senhor?!

HAMLET

Você é bonita?

OFÉLIA

O que quer dizer Vossa Senhoria?

HAMLET

Que se você é honesta e bonita, sua honestidade não deveria admitir qualquer intimidade com a beleza.

OFÉLIA

Senhor, com quem a beleza poderia ter melhor comércio do que com a virtude?

HAMLET

O poder da beleza transforma a honestidade em meretriz mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela. Antigamente isso

era um paradoxo, mas no tempo atual se fez verdade. Eu te amei, um dia.

OFÉLIA

Realmente, senhor, cheguei a acreditar.

HAMLET

Pois não devia. A virtude não pode ser enxertada em tronco velho sem pegar seu cheiro. Eu não te amei.

OFÉLIA

Tanto maior meu engano.

HAMLET

Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor m

era um paradoxo, mas no tempo atual se fez verdade. Eu te amei, um dia.

OFÉLIA

Realmente, senhor, cheguei a acreditar.

HAMLET

Pois não devia. A virtude não pode ser enxertada em tronco velho sem pegar seu cheiro. Eu não te amei.

OFÉLIA

Tanto maior meu engano.

HAMLET

Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com

mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? Somos todos rematados canalhas, todos! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento. Onde está teu pai?

OFÉLIA

Em casa, meu senhor.

HAMLET

Então que todas as portas se fechem sobre ele, pra que fique sendo idiota só em casa. Adeus.

OFÉLIA

(À parte.) Oh, céu clemente, ajudai-o!

HAMLET

Se você se casar,

minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com

mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? Somos todos rematados canalhas, todos! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento. Onde está teu pai?

OFÉLIA

Em casa, meu senhor.

HAMLET

Então que todas as portas se fechem sobre ele, pra que fique sendo idiota só em casa. Adeus.

OFÉLIA

(À parte.) Oh, céu clemente, ajudai-o!

HAMLET

Se você se casar,

leva esta praga como dote:

Embora casta como o gelo, e pura como a neve, não escaparás

À calúnia. Vai pro teu convento, vai. Ou,

Se precisa mesmo casar, casa com um imbecil. Os espertos sabem muito bem em que monstros vocês os transformam. Vai prum conventilho, um bordel: vai – vai depressa! Adeus.

OFÉLIA

Ó, poderes celestiais, curai-o!

HAMLET

Já ouvi falar também, e muito, de como você se pinta. Deus te deu uma cara e você faz outra. E você ondula, você meneia, você cicia, põe apelidos nas criaturas de Deus, e procura fazer passar por inocência a sua volúpia. Vai embora – chega –

foi isso que me enlouqueceu.

Afirmo que não haverá mais casamentos. Os que já estão casados continuarão todos vivos – exceto um. Os outros ficam como estão. Prum bordel – vai! (Sai.)

OFÉLIA

Ó, ver tão nobre espírito assim tão transtornado!

O olho, a língua, a espada do cortesão, soldado, sábio,

Rosa e esperança deste belo reino,

Espelho do gosto e modelo dos costumes,

Admirado pelos admiráveis – caído assim, assim destruído!

E eu, a mais aflita e infeliz das mulheres,

Que suguei o mel musical de suas promessas,

Vejo agora essa razão nobre e soberana,

Descompassada e estridula como um sino rachado e rouco.

E coisa consagrada:

A loucura dos grandes deve ser vigiada.

(Saem.)

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Alguem ainda não tinha lido esse clássico ? Se não entenderam algum trecho só perguntar que eu ajudo. Abs.

Fala meu mestre !