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Sumiço, férias, preguiça e enfim…

março 10, 2011 2 comentários

Então, andei sumido do blog porque ando sei ideias sobre o que escrever ou alguma coisa assim, na real, eu tava de férias passando o dia inteiro na frente do pc sem fazer nada.

Mas como prometi ao Bruno (nunorosa) que iria postar algo dia 10 já que terminam minhas férias, taí.

Feliz Carnaval ou algo do tipo, agora até o…..natal?

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Internet – Uma terra sem leis?

dezembro 10, 2010 3 comentários

Recentemente houve todo um escândalo pelo dono/fundador do site Wikileaks ter sido detido.
Caso você não saiba do que se trata: Wikileaks é (ou era) um site onde qualquer coisa era colocada no ar anonimamente: desde documentos secretos de algum governo ou informações confidencias de multi-nacionais.
Claro, o motivo da detenção de Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, não teve nada a ver com a suposta ‘fraude-fiscal’ que circunda o site, os motivos foram outros escândalos.

A história começa a ficar interessante quando o site Paypal cancelou as doações para o site – que se mantinha no ar graças a isso – o que gerou uma extrema revolta na interwebs em foruns e redes sociais da vida, gerando até um ‘ataque hacker’ contra o PayPal tirando o site do ar.

O mais bizarro de tudo isso começa agora: Qual o direito do Wikileaks de postar informações confidenciais, e o que os internautas do mundo tem a ver sobre isso?

A internet as vezes parece um reduto sem lei, foruns anônimos já disseminam tudo quando é tipo de porcaria e imbecilidade possível, e seus usuários gozam do tal ‘privilégio’ de não terem seus rostos revelados ou seus gostos por zoofilia.
E assim o WikiLeaks sobrevivia: Fazendo tudo anonimamente em um país onde não parece existir leis contra esse tipo de divulgação confidencial.

O que mais me pareceu estranho, foram todos os internautas clamarem contra o paypal – e a favor do wikileaks – sobre ‘liberdade de expressão’ ou ‘liberdade na internet’. De fato, motivos nobres para uma agitação e muvuca, mas, como sempre, voltando a algo imbecil.

Vejam, por exemplo, que esse discurso , que beira um esquerdismo radical, sobre ‘deixar as coisas do mundo porco capetalista serem divulgadas’ me soa um pouco retardado.
Claro, você pode defender que isso já ajudou a derrubar coorporações corruptas ou prender quem cometeu algum crime, mas será que você é realmente a favor disso?

Por exemplo, qual seria a sua reação ao encontrar os emails à sua amante divulgados na internet? Ou fotos, ou documentos, ou qualquer coisa sua divulgada?
Pois bem, amigo, se você ousa defender que essa ‘liberdade na internet’ tem que ser mantida, qual seria o seu direito quando a água batesse no seu rabo gordo? Nenhum.

Eu vejo as coisas por esse lado. Não que eu seja a favor que crimes não sejam punidos, obviamente, eles serão de uma forma ou de outra sem esse tipo de divulgação criminosa, mas quantos incidentes e quantas pessoas não diretamente envolvidas seriam prejudicadas?

Apoiar o WikiLeaks é uma causa egoista, você não está apoiando a liberdade na internet de fato, você só quer que os outros se fodam enquanto você não tem nada a ver com isso. É muito fácil rir do circo em chamas quando a sua bunda não está lá dentro. Mas e se tiver? Como mudaria o discurso e como você reagiria? Garanto que não da mesma maneira.

Veja bem que não defendo nenhum tipo de censura na internet. Apenas acho que como qualquer coisa do mundo ela não pode ser considerada como terra do ‘faço o que quiser’ de pessoas que provavelmente são uns merdas na vida real.
Mas defendo sim, a existência de leis – mais do que simples leis, leis que digam quais são meus direitos e quais são meus deveres na rede. O que posso e o que não posso fazer, antes de partir para qualquer tipo de medidas punitivas.

Então é natal, jingle bells e bate o sino na cabeça do menino…

novembro 8, 2010 3 comentários

…E eu já vou começar a reclamar. Caralho, como alguém pode gostar do verão?
Passar calor até não poder mais, ficar pelado em casa na frente de um ventilador e ainda assim estar com calor. Brasileiro só deve gostar de verão porque é a época que o povo sai de férias (principalmente os aborrecentes que não tem aula e possivelmente encherão o saco em discussões sobre vegetarianismo ou qualquer outra babaquice dessas).

Então, final de ano, ceia de natal, beberragem na virada de ano (essa eu pretendo fazer, a beberragem, digo). Um monte de promessas, frases idiotas como ‘2011 motivos para ser feliz’, pular sete ondas, adorar um deus pagão em um país católico (Iemanjá) e toda essa babaquice. Retrospectiva na globo (basicamente sobre copa do mundo e eleições), especial do Roberto Carlos, comida de natal gelada porque seus pais insistem em comer somente após a meia noite.

Vira ano, novo presidente(a) assume, vestibular, correria, calor, praia e areia.
Odeio verão do fundo do meu âmago, não só pelo motivo que eu cresci na praia, mas não vejo nada de bom. Quer dizer, eu não terei aula, isso é um bom motivo, mas ficarei suando feito um gordo em casa.
Pretendo não viajar para a praia (ao menos, não tanto), ficarei assando em Forno Porto Alegre. Continuarei odiando uma caralhada de coisas, odiarei mais coisas que surgirem no verão. Dormirei tarde a acordarei mais tarde ainda, zoando totalmente meu relógio biológico.

E quando tudo voltar? Nada – Sonhos? O que são sonhos? Sonhos são nada, meu irmão. Eu já tenho meu gancho no coração dele. O que há para se entender, ele é humano. Nada* – Voltam as contas, acabam as festas, começam as aulas e o mundo continua girando como sempre girou. Todo mundo vai esquecer de promessas, você agradecerá que seus parentes irão embora de sua casa e não comerão mais as suas custas, blablabla.
E garanto que vai ter um puto que vai reclamar eu estar fazendo este texto em novembro: Pensem pelo lado positivo, nós seremos os primeiros (acho).

Ok, chega de enrolar. Mas é que eu tinha que colocar alguma coisa aqui essa semana.

*Trecho extraído de Sandman algum volume, de Neil Gaiman

A vida é uma prostituta…

outubro 6, 2010 2 comentários

…Você tem que foder ela o máximo que pode, porque a doce meretriz vai te passar gonorreia e no final, você morre.

Essa é uma frase dita por Shane Macgowan, vocalista do The Pogues, banda de folk irlandesa. Não que a frase seja exatamente como eu escrevi, ou que o texto tenha muito a ver com ela.

O fato é o seguinte, ultimamente eu vejo muitas pessoas (olá, vegetarianos) falando de morte como se fosse uma abominação fora da realidade, algo incomum e que não deveria acontecer. Algo que deveria ser presenciado apenas por pessoas com algum tipo de espírito superior ou qualquer calhordice dessas. Como se a morte fosse o próprio demônio encarnado no sorriso de sociopatas.

Eu realmente não consigo entender o que é tão bizarro em simplesmente admitir que as coisas morrem. Tudo morre, se é para viver, terá que morrer. Não existe vida sem morte, nem o contrário. Por isso a simples ideia de um deus vivo além do tempo e do que conhecemos como realidade soa tão absurda, ele não poderia ser se não viesse a morrer.
E claro, falando dessa forma, parece que sou um odiar da vida e um sociopata sem solução, que você já deve estar proferindo palavras sobre o quão a favor é da pena de morte no brasil para casos de defensores do aborto.

A questão, de fato, nem é essa.

Nossa sociedade idolatra a morte sem ao menos se dar conta disso: A religião nada mais é do que um culto a morte.
Você passa anos da sua vida se preparando, não pode beber em excesso, fumar em excesso, foder em excesso? Passagem garantida para o reino inferior. Só se vive uma vez e você não deve fazer nada do que tem vontade. Sem mentir, sem ser materialista, sem olhar para aquela sua vizinha gostosa. Nada, deve ser casto como o próprio Buda por mais que sua religião seja ocidental.
Até chegar o momento que você deve se perguntar: Para que tudo isso?
Obviamente, porque você vai morrer, e quando morrer, não vai querer ir para o inferno. A vida é só uma e você não pode se divertir aqui, você tem que escolher entre a falta de diversão e a paz no final da vida ou a tortura.
Para a religião, tudo que você faz na sua vida é apenas um vestibular pra quando você for morrer, depois que começa a vida de verdade ao lado do senhor deus todo poderoso.
Digam-me: Se isso não é um culto a morte, o que mais poderia ser? Um culto ao tédio onde tudo que deseja é tirar a graça da vida e cuspir na sua cara?

Claro, isso é só a preparação, tem-se que idolatrar a próxima vida mas mão ser a favor do aborto ou a pena de morte, isso são coisas condenáveis. A menos que sejam pessoas reprováveis pela religião.
Tem-se que cultuar a vida após a morte e não aproveitar a sua vida terrena.

Mas vaquinhas! Ó as pobre vaquinhas!

Viver coincide em morte de uma forma ou de outra. Sua pele morre todo o dia. Sua comida é morta de uma maneira ou de outra. Caminhar, lavar roupa, acordar, espirrar, cuspir, peidar, qualquer coisa que você faça acarretará na morte de algum organismo.
Algumas espécies de borboletas não vivem mais que 24 horas. Pessoas morrem todos os dias das mais variadas formas, violentas ou não. Tudo morre, e você cultua a sua própria morte.

Ai me vem um filha da puta e diz para eu ser contra experiência com células embrionárias porque estamos matando futuros pagadores de dizimo. O que mais falta? Decorar seus caixões como sarcófagos egípcios?

Entenda caro calhorda, enquanto você estiver vivo, uma caralhada de coisas vai morrer, inclusive seus pais, amigos, sogras e ex-namoradas.
E você vem me encher o saco por comer um baby beef no almoço?

Acho que alguns coisas estão sendo má interpretadas.
E como diria Lovecraft ‘That is not dead which can eternal lie. And with strange aeons even death may die’

Textos referentes:
A utópica morte da Morte

Aos crentes de A à Z

agosto 3, 2010 1 comentário

Há um longo tempo atrás, em um reino não tão distante, eu e o Rodrigo criamos um A até Z de coisas que religiosos não deveriam falar em um debate. Como isso ficou perdido em comunidades orkutisticas onde trollavamos com fervor os crentes, e hoje em dia parece que ambos não temos mais tempo nem paciência para tanto, resolvi compartilhar aqui esse apanhado tão valioso onde ficará eternamente (?) guardado.

”A- Rebaixando o conhecimento cientifico alegando que ele seja incapaz de responder algo tão simples.
B- Alegando que A ciência é falha porque ela muda suas verdades.
C- Com alguma pseudo ciência, de física quântica, de astrologia das cores, de espiritismo cientifico, essas doutrinas que fazem questão de se dizerem cientificas e vendem muito entre os trouxas do mundo.
D- Com falácias.
E- desqualificando a teoria da evolução. (sem ter provas, apenas no ”acho que” , sem ter estudado ela direito)
F- Dizendo que Einstein acreditava em Deus. Ou qualquer outro sujeito, mesmo se acreditasse ou não.
G,- Argumento Cíclico.
H- Argumento da ignorância – já que não está provado que deus não existe ele existe.
I- Inversão do ônus da prova. Como se os ateus tivessem responsabilidade de provar a negativa independente da sustentação afirmativa ser falha.
J- Dizer que nada pode ter surgido do nada.
L- Dizer que existe porque sente que existe.
M- achar alguma relação entre um ditador e a ciência pra tentar desqualificar ela (por exemplo, dizer que Hitler concordava com o evolucionismo)
N- Usar como argumento verdadeiro o que algum filosofo disse antes da ciência ser consolidada como verdadeiro (coisa do Santo Agostinho)
O – Argumentos pessoais (mais comum, sempre usam)
P- Supor que você é deus pra dizer que deus não existe.
Q- -Dizer que a bíblia é mais verdadeira que a ciência.
R – Alegar que Platão é cristão. (DG)
S – Alegar que a ciência é menos sólida que qualquer outro conhecimento pela sua idade; “a ciência está bebê”(WENDY AELSON)
T -Alegar a aposta de pascal.
U -Alegar que o pensamento cientifico tem o valor de uma opinião
V – Dizer que isso é questão de fé apenas e que não temos como chegar a uma conclusão.
X -Dizer que isso é um assunto pessoal, e não algo objetivo tratado
Z – Alegar que existe fundamento Científico pra tal crendice. ”

Eu ainda tenho que ver com o Rodrigo se rola um A até Z versão 2.0. Porque o que eu escuto por ai, da pra fazer essa lista inteira de novo. Mas pegamos os mais importantes/comuns.
Divirtam-se.

#JogoJusto

julho 23, 2010 1 comentário

Pra quem costuma acompanhar o tuíter ou qualquer veículo mais nerd de informações em relação a jogos, verá que existe todo um alarde para reduzir os impostos na importação de jogos de videogames para o Brasil.
Afinal, como muitos sabem, jogos aqui, no seu lançamento, ultrapassam os 250 reais enquanto jogos gringos no mesmo lançamento custam em média 40 a 50 dólares.

A diferença de preços é gritante, não? Pra caralho, ainda mais se você converter os dólares para reais e ver que pagamos cerca de 100 reais a mais por um jogo no lançamento.

Mas temos diversos problemas com essa medida que visa reduzir o imposto de 80% para 15%.

Primeiro é a diferença de renda entre Brasil e países gringos. O que já torna essa diferença de preço bastante evidente. 50 dólares é barato para NÓS quando comparado a um produto que temos com uma diferença de 100 reais. Enquanto para o mesmo povo gringo, 50 doletas AINDA É caro, mas para os padrões deles.

É como dizer que eles pagam ”mais caro” em uma miojo que custa 1,30 dolar enquanto pagamos 1 real, e dizer que eles pagam mais ”caro”. Só que, afinal, para os padrões DELES isso não é caro, seria caro se viesse esses 1,30 para cá, capiche o que quero dizer?
(Não sei se a miojo lá custa isso mesmo, foi só uma comparação para vocês entenderem)

Agora vamos ver mais problemas quanto a isso.
Pra começar, eu acho que essa iniciativa vai pelo lado errado: Não se deve abaixar os impostos SOMENTE, deve-se mudar a mentalidade de brasileiro quando ao incentivo de compras de produtos tecnológicos originais. Um produto não é caro somente por seu imposto, tem tudo a ver com a oferta e a procura do mercado.
Hoje em dia qualquer jogo de Xbox 360 ou Nintendo Wii pode ser baixado na internet, gravado em uma mídia virgem e rodar no console sem problemas. Ou, pra quem não tiver saco para isso, comprado em qualquer barraca de camelo por, estou chutando alto, 20 reais (e fontes me informam que tem lugares que vende até mais barato). Na minha época de psone eu comprava um jogo por 10 reais.

Então, abaixam-se os impostos, o jogo de 250 reais passa a custar 50/60 reais, ou até mesmo, 100 reais para os mais pessimistas.
Qual é a oferta? Jogo original por esse preço. Falsificado por quase metade do preço. O que as lojas fazem? Mandam tomar no cu a porra do imposto e aumentam o preço do jogo para conseguirem lucrar em cima dele. Ou pior, manterão o preço de 250 reais pra ter um lucro MAIOR em cada jogo vendido. Estou sendo realista, não pessimista.
Ou seja, a menos que um jogo original passe a custar MENOS que 20 reais, esse movimento todo de ”abaixe os impostos já!”, continuará comprando o pirata e dizendo que o preço é abusivo.
O problema não é o imposto, é o brasileiro com sua mentalidade de ”é pirata mas é mais barato!”

Agora, em vez de fazer alarde por algo que vai apenas ajudar o seu egoísmo hipócrita, porque vocês não começam a fazer essa mesma campanha para abaixar imposto de algo que realmente importa. Como acesso a cultura, moradia, alimentação, transporte, lazer, educação e etecetera?
Acredito SIM que reduzir imposto de jogos é importante, mas acredito também que isso deveria ser uma medida para DEPOIS de coisas mais importantes.

Como eu já disse, o problema são as pessoas e não os impostos.

Chegou a hora do Crepúsculo

julho 14, 2010 6 comentários

Eu nunca sei como começar um texto.
Então vou começar com o que sei fazer melhor, xingar.

Puta merda heim, que merda é os livros/filmes de Crepúsculo, heim?
Historinha pra adolescente gorda que não conseguiu ficar com o Quarterback do colégio por ser feia, virou gótica amante de vampiros e achou o romance ideal que descreve todo o seu sonho platônico de romance com alguém. Sério, eu não vou dizer que acho a escritora uma bosta – mesmo já dizendo – porque isso é algo estupidamente relativo de quem lê o livro, afinal, Paulo Coelho ainda faz sucesso.

Mas vamos para história, além do que eu já falei acima de ser romance de guriazinha de 14 anos, ou mulheres mais velhas que ainda esperam por um príncipe encantado, aliás, toda mulher deve sonhar com um príncipe em um cavalo branco. O problema está na forma de romantismo exagerado que é colocado na série. Tanto que chega a me dar nojo de imaginar alguém que realmente queira algo assim. Afinal, todo mundo sabe que mulher é um ser complicado, consegue o príncipe do livro que tanto almeja, depois larga ele por ser romântico de mais e vai ficar com o bad-boy motoqueiro que bate nela 3 vezes por dia, e volta a sonha com o príncipe, vai entender.
Ok, temos vampiros também……..não, algo que dizem ser vampiros, e labradores que dizem ser lobisomens.
E são estupidamente irrelevantes para trama, ao meu ver. Já que o foco todo é num mocinho boa praça, que nem comer a protagonista quer, e uma mulhézinha sem graça que fica indecisa entre dois homens. Poderia muito bem retirar esses dois fatores e fazer a mesma história mudando pra…..sei lá, gangues, o elemento todo serio o mesmo. Vampiros talvez tenha sido somente uma jogada de marketing para conseguir vendas, ou para colocar um suspense a mais em toda a história, mas como eu disse, isso é praticamente segundo plano já que o foco principal é a melação.

Mas, como eu não sou criativo e o que sei fazer de melhor é criticar, selecionei um apanhado de idiotices que escuto em defesa do filme/livro para tornar esse texto decente – alguns deles retirados do Debate Mtv desde terça feira dia 13 de julho.
E olha que vou tentar o máximo possível não falar da viadagem que são os vampiros na série.

Faz sucesso porque é diferente
Não consigo estabelecer uma relação entre diferente e fazer sucesso. O que, o diferencial – que não é o foco – são vampiros românticos que brilham do sol, se for ISSO, até posso fingir que é algo bem argumentado.
Mas eu tenho que discordar, porque não tem nada de tão diferente nesse quesito, que não tinha em Harry Potter, por exemplo. Transformar o que era a encarnação do mal em algo puro e virginal – bruxos e vampiros – a diferença é que a história de Harry Potter ainda tinha um diferencial, não era somente uma historiazinha de romance (como todas outras tantas que saem todo ano) tinha toda uma trama envolvente (não pra mim, aliás, já disse que também não gosto de Harry Potter?) com misterios, filhas da putagem e tudo mais. Em Crepúsculo? Nada, boa parte dos livros são gastos no romance, em cenas de amor, e para quebrar o clichê , botavam uns vampiros jogando baseball ou uns vampiros evils que sem o menor motivo resolviam matar a mina principal – Sério, é tipo vilão dos Power Rangers que sempre ataca a mesma cidade sem o menor motivo. Então o diferencial só pode ser os vampiros wannabe ou a história ser uma merda. Sendo que, de escritos vampirescos estamos cheios – Anne Rice, Bram Stoker e o próprio André Vianco, só para citar alguns.

É sobre a mulher no comando, não o clichê machista
Hmm, ok. Uma mulher que se apaixona, tem que deixar tudo de lado para virar uma vampira para poder ficar com quem ela ama, não pode ser amiga do outro cara que quer comer ela também, precisa a todo o momento do vampiro para ficar viva contra os Vulture (os vampiros evils), só pode amar uma pessoa e tem que ser para sempre, ou seja, se virar vampira vai ter que passar a eternidade vendo a mesma piroca purpurinada, é virgem, vai se casar virgem, foi pedida em casamento pelo homem (aliás, eu nunca vi o contrário)
Ta, não é machista, é apenas o que todo homem espera de uma mulher. Aliás, o que reflete bem a religião da escritora, que é mórmon, conheceu o marido quando pequena e ta casada com ele até hoje. Pra ti ver né? Isso se chama conservadorismo pra mim.

Sem sexo, por isso faz sucesso, adolescente gosta de mistério.
Bom, adolescente gosta de sonhar, e sonhar implica em sexo. A diferença é que eles talvez sonhem isso no sonho acontecendo após o casamento. Porque todo jovem passa pela fase que quer namorar um fulano(a) para sempre e todo o sempre, forever and ever, till the end of times. Já dizia Freud, e a evolução me ajuda nisso, tudo se resume a procriação, procrastinagem, libertinagem, putaria e orgias.
O livro não tem sexo porque a escritora é religiosa. Ponto final.

É transgressor do mito, para o adolescente rebelde
Eu sinceramente não entendi esse argumento, quer dizer, de um lado, o livro se mostra totalmente conservador e veem me dizer que é para a rebeldia? Perae, ta certo que hoje em dia vivemos em uma sociedade onde a sexualidade é muito mais frequente que era antigamente, e essa é a nossa transgressão para com as gerações conservadoras do passado. Mas isso não quer dizer que seja válido em todo lugar do mundo, e , aliás, seria uma regressão a um velho estado. Não vejo isso como transgressão no sentido da trama romântica do filme, e adolescente rebelde, que eu saiba, sempre foi mais de ler autores comunistas do que historias para guriazinhas de 14 anos, a menos que a transgressão dele seja para a pedofilia em querer pegar as fanzetes. E sobre ser do mito, bom , leva-me ao próximo tópico

Vampiros não existem.
Esse eu achei genial, surgiu de todo aquele papo de ”Mas vampiros não são assim!”, para justificar os purpurinados-românticos e aboitolados da série. Certo, vampiros não existem, mas existe toda uma MITOLOGIA em cima dos chupadores de sangue que veem muito antes do filme Nosferatu – de 1920 – ou do Bram’s Stoker – Dracula.
É um mito, é uma cultura, é uma mitologia. Ou vocês gostariam de um remake da Bíblia onde G-Zuis era uma drag-queen?
Vou escrever minha próxima série de livros – ou de textos – e batizalas de: Amputação, Autofagia e Canibalismo. Vai ser sobre o Frankenstein moderno, tendo que viver num mundo capitalista que não aceita a aparência dele até ele entrar no High-School e conhecer uma menininha que gosta dele. Ou eu posso refazer as histórias do Saci, onde ele substituiu a perna pela piroca gigante.
É isso que queremos dizer quando falamos ”Vampiros wannabe”, toda lenda tem sua história própria – fantasmas, boi-da-cara-preta, mitologia nórdica e suas histórias absurdas, mitologia grega e suas orgias com centauros, bruxas, wiccas, deuses serpentes, Huitzlopotchilli, Quetzacolt, e todo o panteão de coisas que vocês dizem ser imaginárias. Uma nova abordagem do mito é bem vinda, claro, mas isso não quer dizer que agrade os fãs da mitologia antiga – que aliás, me encaixo muito bem na parte de fãs de vampiro, pois tenho uma tatuagem sobre os mesmos, e o Crepúsculo me fez querer amputar meu braço – e também não quer dizer que ”Porque não existe, pode ser qualquer coisa”.
Fala isso pra um crente quando você disser que Jesus era uma Drag-queen interspacial que faz sexo com Acho que ta cherando Ashtar Cheram.

Enfim, como em tudo no mundo, você é permitido ao mal gosto, mas por favor, admita o que certas coisas são na verdade. Crepúsculo é um livro para adolescentes virginais na espera do príncipe encantado, escrito por uma mulher conservadora dentro da própria religião, onde muitos aspectos disso são jogados para dentro do livro.
É simplesmente isso, um livro com trama adolescente, para adolescentes.

PS: É incrível, eu passo dias sem escrever nada pro blog, e nego passa dias sem falar comigo no msn. Abre o blog pra escrever, nego vem falar comigo.