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Existe Deus?

Recentemente tive a oportunidade de viver um sonho infantil de andar de “montanha russa” em um parque de São Paulo que ficou conhecido há algum tempo por algumas tragédias resultantes de falta de reparos na estrutura dos brinquedos.

No entanto, mesmo com toda essa má fama, o parque estava tão lotado que a fila para chegar ao “meu brinquedo querido” demoraria mais de uma hora, segundo indicava uma placa.

Com isso, tive tempo para devanear, como de costume quando me vejo em: viagem, ônibus, lavando louça, escutando música… e o tema? Existe Deus?

Fique pensando sobre meus temores e dúvidas que preenchem minha cabeça desde que eu tinha meus 5 anos e chorava quando não conseguia acreditar no que minha mãe dizia: “Você vai pro céu, meu filho, existe algo além”. Pois é, eu já duvidava disso.

Pensei, pensei e tentava não pensar, pois nunca chego a uma explicação que acalente minha desconfiança. Deus seria uma força? Uma energia presente desde os átomos? Seria uma invenção para fazer as crianças – e os adultos – não entrarem em desespero? Um enigma contra o caos na sociedade? O resultado de uma marca constituinte dos primórdios da civilização?

Enfim eu me vejo, depois da fila enorme, subindo na montanha e ainda pensando sobre isso. Quando finalmente chega a hora em que o brinquedo está a um instante de descer a toda velocidade, as seguintes palavras saem da minha boca: “Ai meu Deus do céu!!!!!!!”

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  1. Jonny
    agosto 8, 2011 às 13:33

    Dubito, ergo cogito, ergo sum: “Eu duvido, logo penso, logo existo”.

    As Interjeições e locuções interjetivas expressam emoções, sentimentos, estados de espírito como dúvida, desprezo, alegria, esperança, desespero, surpresa, desânimo, frustração, etc. com conteúdo mais emocional do que racional.

    Primus in orbe deos fecit timor – O temor primitivo criou os deuses na Terra.

    Cada povo tem sua cultura, cada um escolhe o que acha melhor para si… Por isso podemos observar também que quando existe fervor religioso, principalmente por pessoas mais simples de qualquer parte do planeta Terra, a linguagem falada é totalmente dominada por expressões religiosas como: “vá com Deus”, “ide em paz, que Deus vos acompanhe”, “queira Deus que isso aconteça”, “juro pelo céu que estou falando a verdade”, “ô criatura de Deus, por que você fez isso?”, “menino do céu, onde você pensa que vai?” etc.

    Coelo tonantem credidimus Jovem… Só nos lembramos de Deus quando nos sentimos ameaçados.

    As Interjeições e locuções interjetivas revelam estados emocionais ou sensações sem qualquer relação com religiosidade: “meu Deus!”, “meu Deus do céu!”, “santo Deus!”, “Minha Nossa Senhora!”, “virgem Maria!”, “menino Jesus!” “ah! Valha-me Deus!” “se Deus quiser!”, “se Deus ajudar”, “oxalá! queira Deus!”, “graças a Deus!”, “Deus nos acuda!”, “Que os deuses afastem este agouro!”, “Deus, tende compaixão de mim!”, “Deus nos livre!”, “Deus te ajude!”, “Pelo amor do céu!”, “Pelo amor de Deus!”, “Santa paciência!”, “Santo céu!”, “o futuro está nas mãos de Deus!”, “com todos os diabos!” “diabo!”, “A voz do povo é a voz de Deus!”, “Jesus!”, “Santo Deus, como é grande!”etc.

    Até logo!

  2. Tunisio Gomes
    agosto 9, 2011 às 21:38

    Alto lá!

    Em primeiro lugar, a célebre frase de René Descartes, filósofo racionalista francês do século XVII, é “Cogito ergo sum”, e de maneira nenhuma inicia-se com a premissa da dúvida, como é por erro comum algumas vezes repetida, mas sim do pensamento: “Penso, logo existo”.

    Quanto a segunda citação em latim, “Primus in orbe deos fecit timor”, trata-se de uma antiga frase considerável por literatos como lugar-comum dos retóricos. Usada em escrito por Publius Papinius Statius (Públio Papínio Estácio, 45 a 96 D.C), grande poeta Romano, no terceiro livro de sua obra Tebaida, um épico mitológico protagonizado por deuses e mortais, na fala do soberbo gerreiro Capaneus, que no decorrer da trama escalando os muros da cidade de Tebaida, berrou desafiando e ridicularizando os deuses, sendo imediatamente morto por um raio atirado por Jove (Júpiter).

    Capaneus era um enorme e poderoso rei-guerreiro, notório por sua força física, arrogância e um exemplar blasfemo – com blasfêmia entendida como violência direta contra Deus. Em dado momento, de onde se extrai a frase opinada pelo colega, ele está a gritar sobre o rosto do sacerdote do Oráculo de Delfos, Oeclides.

    Este havia acabado de declarar a predição de que seu exército não faria boa campanha se atacasse a Tebaida. Mas o presunçoso Capaneus descarta o presságio do Oráculo bufando com petulância o deboche:

    “Tu proibires os gregos de fazerem a guerra feroz? […]
    Lastimável em verdade são os deuses,
    se eles levarem em conta encantamentos e orações dos homens!
    Por que fazes amedrontar essas mentes lentas?
    Primeiro medo criaram os deuses no mundo!
    Delire, pois, agora o teu cumprimento em segurança,
    mas quando as primeiras trombetas tocarem,
    e estivermos a beber dos nossos elmos as águas hostis […],
    não venha, em seguida, advirto-te ….
    Pois então que seja o agouro!
    E comigo todos os que estão prontos para serem malucos nessa batalha.” (A Tebaida de Estácio, livro III)

    Então Capaneus sustenta seu exército a não ter medo da predição do Oráculo de Delfos, feita por Oeclides: Já que os deuses não passariam de invenção da imaginação dos covardes. Enfim, Capaneus, e todo o seu exército é vencido, e eles acabam morrendo exatamente como havia predito o sacerdote de Delphos.

    Notemos que o então poeta destas palavras, Publius Papinius Statius, ou Estácio, séculos e séculos depois, tornaria-se um importante personagem figurando na Divina Commedia de Dante Alighieri, guiando a Dante e a Virgílio no Purgatório (Purgatorio Canto XXI:1).

    Enquanto que nesta mesma obra do renascentista italiano, o arrogante Capaneus, utilizador daquelas palavras, viria a figurar torturado no Inferno (Inferno Canto XIV:1).

    Apesar de há muito antes vir sendo falado como máxima popular, ao que uma considerável lista de autores interseculares nos corrobora, o adágio “Primus in orbe deos fecit timor”, foi escrito primeiramente por um outro poeta romano, o satírico Titus Petronius (27 a 66 D.C), verificável em sua Satyricon Fragmenta XXII.

    O contexto deixa claro que a idéia se refere à vã supertição humana de divinificar o mundo pelos raios flamejantes que quando caem violentos incendeiam explodindo o chão, a luz do sol de Apolo que atravessa a Terra, Ceres ao ser rogada por boas colheitas, Baco pela embriaguês produzida pelo vinho, Netuno nadando sob as águas, e Pallas protegendo o comércio, quando gananciososos os homens criavam seus próprios deuses… conforme se confirma com clareza no trecho seguinte:

    “Primus in orbe deos fecit timor: ardua coelo
    Fulmina cum caderent, discussaque moenia flammis,
    Atquew ictu flagraret Athos: Mox Phoebus ad ortus,
    Lustrata deiectus humo: Lunaeque senectus,
    Et reparatus honos: Hinc signa effusa per orbem,
    Et permutatis didiunctus mensibus annus
    Proiecit vitium hoc: atque error iussit inanis
    Agricolas primos Cereri dare messis honores:
    Palmitibus plenis Bacchum vincire: Palemque
    Pastorum gaudere manu. Natat obrutus, omni
    Neptunus demersis aqua: Pallasque tabernas
    Vindicat. Et voti reus, et qui vendidit orbem,
    Iam sibi quisque deos auido certamine fingit.” (Pretonius, Fragmenta)

    Agora, da terceira citação, “Coelo tonantem credidimus Jovem”, consiste de frase imortalizada no terceiro livro de Odes do poeta lírico romano Quintus Horatius Flaccus (65 a 8 A.C) ou simplesmente Horácio.

    O que se passa é que, em realidade, a tradução colada no comentário anterior está espantosamente equivocada. De fato, não é uma tradução. Constatemos a seguir.

    A minha tradução pessoal da frase “Coelo tonantem credidimus Jovem” é: “Nós acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu!”. Repare na diferença.

    Os livros de Odes de Horácio, são de um poema que só seria possível compreender junto ao contexto humano histórico e pelo conteúdo nele versado, onde se faz afirmar as crenças representáveis no recém ascendido primeiro Imperador, Augustus (63 A.C a 14 D.C), conclamando o povo a retomar aos valores eternos e à confiança original.

  3. Jonny
    agosto 9, 2011 às 22:21

    Dubito, ergo cogito, ergo sum: “Eu duvido, logo penso, logo existo”.

    Cogito ergo sum

    René Descartes (1596 – 1650)

    Cogito, ergo sum significa “penso, logo existo”; ou ainda Dubito, ergo cogito, ergo sum: “Eu duvido, logo penso, logo existo”, (em latim, quando não funciona como verbo de ligação, o verbo sum – ser/estar – pode ser traduzido como ‘haver’, ou ‘existir’, com um sentido aproximado da sua ocorrência na construção “Era uma vez uma princesa…”, equivalente aproximada de “Existiu, certa vez, uma princesa…”).

    A frase é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcançada após duvidar da sua própria existência, mas comprovada ao ver que pode pensar e, desta forma, conquanto sujeito, ou seja, conquanto ser pensante, existe indubitavelmente. Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais).

    Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceito como correto e verdadeiro (utilizando-se assim do ceticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição cética). Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que, então, julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava. Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, logo existo). Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes então concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.

    A frase “Cogito, ergo sum” aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, Discours de la Méthode (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde. O trecho original era “Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe” e, em outro momento, “je pense, donc je suis”. Apesar de Descartes ter usado o vocábulo “logo” (donc), e portanto um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a idéia de Descartes era anunciar a verdade primeira “eu existo” de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.

  4. Jonny
    agosto 9, 2011 às 23:06

    Primus in orbe deos fecit timor – O temor primitivo criou os deuses na Terra.

    “Primus in orbe deos fecit Timor – O temor primitivo criou os deuses na Terra” (Theb., III, 66l), Hobbes afirmava que a principal causa do aparecimento da religião é o temor que nasce da incerteza do futuro: “Por ser inegável que existem causas para todas as coisas que existem ou existirão, é impossível, para o homem que tenta prevenir-se contra os males que teme e obter os bens que deseja, deixar de viver em contínua preocupação com o porvir, de tal maneira que todos os homens, sobretudo os mais previdentes, vivem num estado semelhante ao de Prometeu.”

    É desse estado de temor, bem como da esperança de garantir os bens de que necessita e do desejo de atingir um conhecimento completo do mundo, que, segundo Hobbes, nasce a religião (Leviath., I, 12). Doutrina análoga, mas exposta de maneira mais pormenorizada, foi reapresentada por Hume era História natural da religião (1757).

    A religião não surge da contemplação, mas do interesse do homem pelos acontecimentos da vida e, portanto, das esperanças e dos temores incessantes que o agitam. Suspenso entre a vida e a morte, entre a saúde e a doença, entre a abundância e a privação, o homem atribui a causas secretas e desconhecidas os bens de que frui e os males pelos quais é continuamente ameaçado (Natural History of Religion, II, em Essays, II, p. 316).

    Voltaire expunha da seguinte maneira esse mesmo conceito: “É natural que um povo, assustado com o trovão, afligido pela perda de suas colheitas, maltratado pelo povo vizinho, sentindo todos os dias a sua fraqueza, sentindo por todos os lados um poder invisível, tenha finalmente dito: ‘Há algum ser superior a nós que nos faz bem e mal'” (Dictionnaire philosophique, 1764, v. Religion, II).

  5. Jonny
    agosto 10, 2011 às 01:17

    “O que se passa é que, em realidade, a tradução colada no comentário anterior está espantosamente equivocada. De fato, não é uma tradução. Constatemos a seguir.

    A minha tradução pessoal da frase “Coelo tonantem credidimus Jovem” é: “Nós acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu!”. Repare na diferença.”

    ___________________________________________________________________

    Alto lá, digo eu senhor Tunisio Gomes!
    Espantosamente equivocado está você!

    O latim não está restrito ao proveito que traz ao português mais sim, em todos os seguimentos da vida. Abrindo portas ao raciocínio lógico, intelectual e espiritual.
    O latim continua vivo, apesar de o considerem uma língua morta, mesmo após ter sido abolida das escolas, pela reforma do ensino brasileiro no ano de mil novecentos e sessenta e quatro.

    1 – Coelo tonantem credidimus Jovem

    Acreditamos em Júpiter quando ele troveja no céu. Frase de Horácio (Odes, III, 5, 1).
    Só nos lembramos de Deus quando nos sentimos ameaçados.

    2 – Caelo tonantem credidimus iovem regnare – Creímos que reinaba Júpiter en el cielo al oírle tronar.

    (Término Eclesiástico – Todos somos creyentes cuando suena el trueno. Es éste el principio de una oda de Quinto Horacio Flaco. Reconocemos el poder por los golpes que da. )

    3 – Caelo tonantem credidimus Iovem regnare

    La locuzione latina Caelo tonantem credidimus Iovem regnare, tradotta letteralmente, significa abbiamo creduto che Giove regnava in cielo quando lo abbiamo sentito tuonare (Orazio, Odi, III, 5, 1).

    La massima si applica a coloro che diventano religiosi solo quando si trovano in qualche necessità, come si dice dei marinai che fanno voti durante la burrasca: promesse da marinaio!

    4 – Coelo tonantem. Horace (Odes, Bk. iii. 5), in praise of Augustus. – Coelo tonantem credidimus Jovem Regnare.

    The quotation is put into the mouth of the humanist Pope to indicate that even God and His ministers are most revered when they inspire terror.

    5 – Caelo tonantem credimus jovem regnare.

    Acreditamos que Júpiter governa o mundo quando ouvimos o céu trovejar.

    Segundo uma antiga tradição, o Zeus grego, assim como o Júpiter latino, seria um deus do raio e do trovão. Por diversas vezes, na mitologia grega, vemos Zeus fazer uso de seus raios contra os seus inimigos; assim, nas tempestades quando ribombava o trovão e o raio rasgava o manto escuro de nuvens, os antigos acreditavam que o Grande Deus exercia seu poder.

    Tunisio Gomes, quando o senhor escreveu no comentário: “A minha tradução pessoal da frase “Coelo tonantem credidimus Jovem” é: “Nós acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu! Repare na diferença…”, o que o senhor entende de tradução pessoal? Onde está a diferença do que eu comentei?

    Senhor Tunisio Gomes, sugiro que da próxima vez, antes de você tecer qualquer tipo de comentário, se atente somente ao contexto do post.

    Intra tuam pelliculam te continue!

  6. Jonny
    agosto 10, 2011 às 01:38

    Senhor Tunisio Gomes, reenvio a frase “Intra tuam pelliculam te contine” com o acerto do meu grave erro ortográfico,

    Eu acredito que agora o comentário será enviado com a palavra com o devido e respeitoso acerto.

    Desculpe-me por isso.

  7. Jonny
    agosto 10, 2011 às 13:01

    Aos que me lerem dou-lhes o que tenho de mais precioso: meu tempo.
    Enquanto falamos, o tempo está fugindo de nós…

    Eu aceito as complicações naturais da vida sem me conflitar com elas. Procuro recebê-las com inteligência, não com teimosia, arrogância e brigas.

    Cada um é livre para ter a sua opinião. A opinião do outro é direito do outro. O que me interessa é o que eu penso, falo, sinto e o que é meu.
    Nada… Absolutamente nada está errado, tudo está no seu caminho…
    Tudo em nossa Vida é funcional… Cometer “erros” é funcional… Mas o mais importante na Vida é a serenidade.

    Serenidade é acreditar que as coisas podem ser feitas pelo bem. Sem guerra e sem luta. E, sim, pela inteligência.

    Há pouco a dizer ou acrescentar tendo em vista o que já expus acima, mas devo ainda dizer que me encanta a poesia lírica de todos os poetas que falam diretamente conosco, representando nossos sentimentos, estado de espírito e nossas percepções. A poesia lírica é profunda, bela, emociona e toca a sensibilidade.

    Horácio é um artista das palavras no que tange às Odes. A forma com que escolheu o vocabulário e as estruturas oracionais construindo as estrofes, trabalhando metáforas, entrelaçando a moral com a estética de modo a se fundirem numa única perspectiva de um lirismo intenso e humano, acima de tudo faz de Horácio um representante ilustre da poesia lírica romana, especialmente no período literário da época de Augusto.

    Augusto e seu ministro Mecenas forneceram recursos a Horácio para poder exercer a sua arte uma vez que estimulavam a cultura. A literatura latina adquiriu independência e se tornou uma das mais brilhantes do mundo ocidental. Em Roma, o poema é de origem grega e a sua latinização deve-se a Horácio, o introdutor e principal seguidor da ode latina, sendo a ode horaciana a mais importante de toda a literatura romana.

    Horácio, em sua obra, deixou bastante claro o seu posicionamento ético e moral com os quais decidira viver, e com os quais fora desde cedo educado: a “aurea mediocritas”, e o “carpe diem”.

    Definitivamente, Horácio não é apenas mais um poeta latino, tampouco sua obra se limita a figurar numa lista cronológica da literatura latina. Não. A lírica horaciana é um modelo original, de uma temática comum, mas elaborada.

    A obra de Horácio pode ser dividida em quatro gêneros: os Epodos ou Iambos um livro somente, com 17 pequenos poemas líricos escritos na adolescência sobre assuntos de Roma, as Sátiras ou Sermones baseados em assuntos literários ou morais, discutindo questões éticas, as Odes ou Carminas sobre assuntos diversos, geralmente sobre mitologia, e as Epístolas ou Cartas: dois livros feitos de coleções de cartas sobre vários assuntos que foram publicados devido a seu interesse histórico, literário, institucional ou documental.

    As Odes de Horácio são muitas, e uma só ao mesmo tempo. Há, no entanto, unidade, harmonia temática em seus textos, sejam eles as Sátiras ou sermones, sátiras, as odes, epodos ou as cartas. Filosofia e uma visão antropológica, síntese poética de estados diversos de alma. Horácio é um filósofo poeta. Ou um poeta filósofo?

    Deixo de comentar neste post na data de hoje da mesma forma que deixo o passado passar para me sentir leve. Desapego-me totalmente visto que só existe o agora!

    Eu colho o dia, confio o mínimo no amanhã.
    Eu apenas lido com o que cruza o meu caminho.
    Eu posso sempre ser melhor. Basta que eu pense melhor.

  8. Tunisio Gomes
    agosto 10, 2011 às 16:22

    Desculpar você pelo que?

    Se for pela sua falta de educação, estamos entendidos, não só te perdôo como também te corrijo!

    “Intra tuam pelliculam te contine” – Tenho que te puxar a orelha que isso foi muito mal-educado de sua parte, não faça mais isso não, menino, olha, para que tanta agressividade?

    “Senhor Tunisio Gomes, sugiro que da próxima vez, antes de você tecer qualquer tipo de comentário, se atente somente ao contexto do post.”

    Sugiro você que se eduque mais e pare de recortar e colar textos que não são seus, e aprenda o contexto original dos adágios latinos, antes de usá-los.

    Se quiser usar um texto de outrem que você cite as autorias, e não o coloque como se fosse seu, mesclando-o no seu próprio texto, indiscriminadamente.

    Se quiser usar máximas em latim, poste traduções fidedignas, mas não interpretações incoerentes que se fazem passar por traduções, só porque você quer.

    Se quiser colar conteúdo de wikipedia, aprenda a conferir sua autenticidade antes de ficar desculpando pelas bobagens que veio a postar.

    “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

  9. Tunisio Gomes
    agosto 10, 2011 às 16:23

    Apenas gostava de apontar dois enganos, que me motivaram o primeiro comentário:

    Em primeiro lugar, a célebre frase de René Descartes, filósofo racionalista francês do século XVII, é “Cogito ergo sum”, e de maneira nenhuma inicia-se com a premissa da dúvida, como é por erro comum algumas vezes repetida, mas sim do pensamento: “Penso, logo existo”.

    e assim, consequentemente fica invalidado o seu post #3.

    o outro é:

    Agora, da terceira citação, “Coelo tonantem credidimus Jovem”, consiste de frase imortalizada no terceiro livro de Odes do poeta lírico romano Quintus Horatius Flaccus (65 a 8 A.C) ou simplesmente Horácio.

    O que se passa é que, em realidade, a tradução colada no comentário anterior está espantosamente equivocada. De fato, não é uma tradução. Constatemos a seguir.

    A sua foi: [c. #1]

    Coelo tonantem credidimus Jovem… Só nos lembramos de Deus quando nos sentimos ameaçados.

    Porém a verdadeira é:

    A minha tradução pessoal da frase “Coelo tonantem credidimus Jovem” é: “Nós acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu!”

    ou “Acreditamos em Júpiter quando ele troveja no céu.”,

    ou “Júpiter reina nos céus, seus trovões demonstram.” –

    ou “Acreditamos em que Júpiter trovoante legisla o céu.”

    Repare na diferença.

    Um abraço!

  10. Jonny
    agosto 10, 2011 às 21:10

    Senhor Tunisio Gomes,

    Possivelmente o senhor sabe ler e escrever, mas apresentou dificuldades para compreender ínfimos comentários e localizar informações, inclusive as que estão explícitas, por isso eu recomendo que o senhor peça outra pessoa para fazer a gentileza de dispor de alguns momentos para ler os comentários que fiz, pelo menos uma única vez, para perceber tudo o que foi dito.

    Eu leciono Filosofia, Sociologia e Antropologia. Eu tenho o privilégio de lecionar e conviver com alfabetizados de nível pleno, que lamentavelmente são apenas um terço da população nesse país, mas ainda tenho que aprender a coexistir com a triste condição da população brasileira que não apresenta habilidade e competência para ler, escrever e fazer cálculos, ou seja, estou aprendendo a conviver com os analfabetos funcionais e analfabetos absolutos.

    “Amicitia tibe junge pares”.

  11. agosto 11, 2011 às 02:14

    É bacana quando os comentários são muito mais interessantes do que o que eu escrevi! hehehe
    Valeu!

  12. Tunisio Gomes
    agosto 11, 2011 às 05:14

    Olá amigas e amigos do blog,

    Peço ao colega Jonny que leciona Filosofia, Sociologia e Antropologia, que nos indique onde exatamente que eu apresentei “dificuldades para compreender ínfimos comentários e localizar informações, inclusive as que estão explícitas” e como ele pode se valer disso.

    Colega Jonny, uma coisa é você lecionar Filosofia. Outra coisa é você colar o artigo Cogito ergo sum da Wikipedia aqui e dizer que leciona Filosofia.

    Mais outra coisa, completamente diferente, sou eu vir e dizer aqui que o artigo da Wikipedia que na íntegra você copiou e colou aqui está equivocado…

    ____________

    “Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe.”

    A frase Dubito, ergo cogito, ergo sum, não é de Descartes, mas sim de um anônimo que escreveu uma larguíssima introdução ao Discurso do Método do filósofo, quase do tamanho do próprio livro, e assinou simplesmente como Thomas, homenageando seguramente o nome do apóstolo cético de Jesus, em português Tomé, o inteligente São Tomé que teve que ver e tocar para crer.

    ____________

  13. Tunisio Gomes
    agosto 11, 2011 às 13:23

    Olá mais uma vez amigas e amigos do blog,

    Em vista as circunstâncias, respondo.

    [ “ Dubito, ergo cogito, ergo sum: “Eu duvido, logo penso, logo existo”. ” ]

    Trata-se de frase de um anônimo que assinou como Thomas a introdução escrita em 1765 para a obra Discurso do Método do filósofo racionalista francês René Descartes, mas em contrário do que afirma até hoje (11/08/2011) a própria Wikipedia em Pt., René Descartes jamais escreveu tal pensamento, e eu Tunisio Gomes apontei tal equívoco, dentre outros.

    [ “ As Interjeições e locuções interjetivas expressam emoções, sentimentos, estados de espírito como dúvida, desprezo, alegria, esperança, desespero, surpresa, desânimo, frustração, etc. com conteúdo mais emocional do que racional. ” ]

    Curioso encontrar figurando em primeiro da lista de “emoções, sentimentos, estados de espírito”, a dúvida. Se a máxima anterior, inclusive título do comentário, sustentou como a premissa direta da razão, a dúvida: Dubito, ergo cogito, ergo sum. Eu duvido, logo penso… Porém aqui o comentarista já afirma a dúvida como uma emoção.

    [ “ Primus in orbe deos fecit timor – O temor primitivo criou os deuses na Terra. ” ]

    Trata-se de uma antiga frase considerável por literatos como lugar-comum dos retóricos. Usada em escrito por Publius Papinius Statius (Públio Papínio Estácio, 45 a 96 D.C), grande poeta Romano, no terceiro livro de sua obra Tebaida, um épico mitológico protagonizado por deuses e mortais, na fala do soberbo gerreiro Capaneus, que no decorrer da trama escalando os muros da cidade de Tebaida, berrou desafiando e ridicularizando os deuses, sendo imediatamente morto por um raio atirado por Jove (Júpiter).

    Capaneus era um enorme e poderoso rei-guerreiro, notório por sua força física, arrogância e um exemplar blasfemo – com blasfêmia entendida como violência direta contra Deus. Em dado momento, de onde se extrai a frase opinada pelo colega, ele está a gritar sobre o rosto do sacerdote do Oráculo de Delfos, Oeclides.

    Este havia acabado de declarar a predição de que seu exército não faria boa campanha se atacasse a Tebaida. Mas o presunçoso Capaneus descarta o presságio do Oráculo bufando com petulância o deboche:

    “Tu proibires os gregos de fazerem a guerra feroz? […]
    Lastimável em verdade são os deuses,
    se eles levarem em conta encantamentos e orações dos homens!
    Por que fazes amedrontar essas mentes lentas?
    Primeiro medo criaram os deuses no mundo!
    Delire, pois, agora o teu cumprimento em segurança,
    mas quando as primeiras trombetas tocarem,
    e estivermos a beber dos nossos elmos as águas hostis […],
    não venha, em seguida, advirto-te ….
    Pois então que seja o agouro!
    E comigo todos os que estão prontos para serem malucos nessa batalha.” (A Tebaida de Estácio, livro III)

    Então Capaneus sustenta seu exército a não ter medo da predição do Oráculo de Delfos, feita por Oeclides: Já que os deuses não passariam de invenção da imaginação dos covardes. Enfim, Capaneus, e todo o seu exército é vencido, e eles acabam morrendo exatamente como havia predito o sacerdote de Delphos.

    Notemos que o então poeta destas palavras, Publius Papinius Statius, ou Estácio, séculos e séculos depois, tornaria-se um importante personagem figurando na Divina Commedia de Dante Alighieri, guiando a Dante e a Virgílio no Purgatório (Purgatorio Canto XXI:1).

    Enquanto que nesta mesma obra do renascentista italiano, o arrogante Capaneus, utilizador daquelas palavras, viria a figurar torturado no Inferno, recebendo todavia os choques descarregados pelos raios mandados por Júpiter (Inferno Canto XIV:1).

    Apesar de há muito antes vir sendo falado como máxima popular, ao que uma considerável lista de autores interseculares nos corrobora, o adágio “Primus in orbe deos fecit timor”, foi escrito primeiramente por um outro poeta romano, o satírico Titus Petronius, Petrônio, (27 a 66 D.C), verificável em sua Satyricon Fragmenta XXII.

    O contexto deixa claro que a idéia se refere à vã supertição humana de divinificar o mundo pelos raios flamejantes que quando caem violentos incendeiam explodindo o chão, a luz do sol de Apolo que atravessa a Terra, Ceres ao ser rogada por boas colheitas, Baco pela embriaguês produzida pelo vinho, Netuno nadando sob as águas, e Pallas protegendo o comércio, quando gananciosos os homens criavam seus próprios deuses… conforme se confirma com clareza no trecho seguinte:

    “Primus in orbe deos fecit timor: ardua coelo
    Fulmina cum caderent, discussaque moenia flammis,
    Atquew ictu flagraret Athos: Mox Phoebus ad ortus,
    Lustrata deiectus humo: Lunaeque senectus,
    Et reparatus honos: Hinc signa effusa per orbem,
    Et permutatis didiunctus mensibus annus
    Proiecit vitium hoc: atque error iussit inanis
    Agricolas primos Cereri dare messis honores:
    Palmitibus plenis Bacchum vincire: Palemque
    Pastorum gaudere manu. Natat obrutus, omni
    Neptunus demersis aqua: Pallasque tabernas
    Vindicat. Et voti reus, et qui vendidit orbem,
    Iam sibi quisque deos auido certamine fingit.” (Pretonius, Fragmenta)

    [ “ Cada povo tem sua cultura, cada um escolhe o que acha melhor para si… Por isso podemos observar também que quando existe fervor religioso, principalmente por pessoas mais simples de qualquer parte do planeta Terra, a linguagem falada é totalmente dominada por expressões religiosas como: “vá com Deus”, “ide em paz, que Deus vos acompanhe”, “queira Deus que isso aconteça”, “juro pelo céu que estou falando a verdade”, “ô criatura de Deus, por que você fez isso?”, “menino do céu, onde você pensa que vai?” etc. “ ]

    Há incoerências implícitas… “Cada povo tem sua cultura, cada um escolhe o que acha melhor para si… Por isso […]”, A primeira frase deveria ser causa lógica do que vem depois. Mas não é o que sucede. “Por isso podemos observar […]”, a possibilidade nossa de observar foi questionavelmente subordinada ao fato igualmente questionável de cada povo ter sua cultura e de cada um escolher o que acha melhor para si. Vejamos o que segue. “Por isso podemos observar também que quando existe fervor religioso, […]”, o texto necessariamente indicará algo que acontece quando existe um fervor religioso, “[…] quando existe fervor religioso, principalmente por pessoas mais simples […]”, o comentarista diz que o fervor religioso se dá principalmente por pessoas mais simples, mas não define pessoa simples como pessoa de baixa classe econômica ou extrato social inferior, nem define pessoa simples como pessoa intelectualmente simples ou pessoa iletrada, pouco letrada, pouco educada, sem acesso à educação ou se simples de coração. O comentarista tampouco define pessoa simples de modo algum, ainda que fique uma possível sugestão implícita. Sigamos. “[…] de qualquer parte do planeta,” Nada a acrescentar, sigamos. “[…] a linguagem falada é totalmente dominada por expressões religiosas como: […]“ O comentarista chega ao fim do desencadeamento. Porque (a) cada povo tem sua cultura e cada um escolhe o melhor para si, logo (b) podemos observar que a linguagem falada é totalmente dominada por expressões religiosas como [lista de exemplos], quando (condicional) existe fervor religioso por pessoas mais simples de qualquer lugar. É interessante notar que “[…] a linguagem falada é totalmente dominada […]”, ou seja, devido ao fervor religioso principalmente dos mais simples, a linguagem falada é totalmente dominada [por expressões religiosas]… Note que o comentarista usa uma generalização absoluta que não corresponderá com a realidade sociológica. Prossigamos. “[…] expressões religiosas como: “vá com Deus”, “ide em paz, que Deus vos acompanhe”, “queira Deus que isso aconteça”, “juro pelo céu que estou falando a verdade”, “ô criatura de Deus, por que você fez isso?”, “menino do céu, onde você pensa que vai?”.

    [ “ Coelo tonantem credidimus Jovem… Só nos lembramos de Deus quando nos sentimos ameaçados. ” ]

    “Caelo tonantem credidimus Jovem”, consiste de frase imortalizada no terceiro livro de Odes do poeta lírico romano Quintus Horatius Flaccus (65 a 8 A.C) ou simplesmente Horácio.

    O que se passa é que, em realidade, a tradução colada pelo comentarista está espantosamente equivocada. De fato, não é uma tradução. Constatemos a seguir.

    A minha tradução pessoal da frase “Caelo tonantem credidimus Jovem” é: “Nós acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu!”. Repare na diferença.

    Os livros de Odes de Horácio são de um poema que só seria possível compreender junto ao contexto humano histórico e pelo conteúdo nele versado, onde se faz afirmar as crenças representáveis no recém ascendido primeiro Imperador, Augustus (63 A.C a 14 D.C), conclamando o povo a retomar aos valores eternos e à confiança original.

    Em contexto a análise de caso simplificada aos amigos a quem interessa o latim, e os significados:

    Caelo – Substantivo singular neutro. – Céu, Céus, Abóbada Celestial.

    Tonantem – Verbo em 3ª pessoa masculino do singular, tempo presente, modo infinito particípio e voz ativa. – Fazer um grande barulho, retumbar, trovejar.

    Credidimus – Verbo em 1ª pessoa do plural, perfectum passado perfeito, modo finito indicativo e a voz é ativa. – dar crédito, acreditar.

    Jovem ou melhor Iovem – Substantivo singular masculino – Júpiter, Jove, o Máximo dos deuses, o Deus do céu.

    Regnare – Verbo no infectum presente, 3ª pessoa do singular, voz ativa. – Mandar, reinar, ter poder Royal, ser o Rei.

    Outras traduções também possíveis ao português são:

    “Acreditamos em Júpiter quando ele troveja no céu.”,

    ou “Júpiter reina nos céus, seus trovões demonstram.”

    ou “Acreditamos que Júpiter trovejante reina no céu.” – Caelo tonantem credidimus Iovem regnare.

    Deixo aqui a Poesia V do livro III de Odes de Horácio, na íntegra, em homenagem ao comentarista, Jonny (Bárbara, o “muleque” retardado).

    Caelo tonantem credidimus Iovem
    regnare; praesens divus habebitur
    Augustus adiectis Britannis
    imperio gravibusque Persis.

    milesne Crassi coniuge barbara
    turpis maritus vixit et hostium,
    pro curia inversique mores!
    consenuit socerorum in armis

    sub rege Medo Marsus et Apulus,
    anciliorum et nominis et togae
    oblitus aeternaeque Vestae,
    incolumi Iove et urbe Roma?

    hoc caverat mens provida Reguli
    dissentientis condicionibus
    foedis et exemplo trahentis
    perniciem veniens in aevum,

    si non periret inmiserabilis
    captiva pubes. “signa ego Punicis
    adfixa delubris et arma
    militibus sine caede” dixit

    “derepta vidi, vidi ego civium
    retorta tergo bracchia libero
    portasque non clausas et arva
    Marte coli populata nostro.

    auro repensus scilicet acrior
    miles redibit: flagitio additis
    damnum; neque amissos colores
    lana refert medicata fuco

    nec vera virtus, cum semel excidit,
    curat reponi deterioribus.
    si pugnat extricata densis
    cerva plagis, erit ille fortis

    qui perfidis se credidit hostibus
    et Marte Poenos proteret altero;
    qui lora restrictis lacertis
    sensit iners timuitque mortem,

    hic, unde vitam sumeret inscius,
    pacem duello miscuit. o pudor!
    o magna Carthago, probrosis
    altior Italiae ruinis!”

    fertur pudicae coniugis osculum
    parvosque natos ut capitis minor
    ab se removisse et virilem
    torvus humi posuisse voltum,

    donec labantis consilio patres
    firmaret auctor numquam alias dato
    interque maerentis amicos
    egregius properaret exul.

    atqui sciebat, quae sibi barbarus
    tortor pararet: non aliter tamen
    dimovit obstantis propinquos
    et populum reditus morantem

    quam si clientum longa negotia
    diiudicata lite relinqueret
    tendens Venafranos in agros
    aut Lacedaemonium Tarentum. (Horatius)

    E a minha tradução pessoal.

    Acreditamos em Júpiter, pelo trovão do céu
    Reina; Assim como ganha Augustus a Terra
    O presente deus dela inimiza a’ora os Bretões
    E Persas se curvam diante de Seu trono.

    Tem os soldados de Crasso tomado por esposa
    Uma base bárbara, e aí cresceram cinzas
    (Ai, pela podre vida de uma nação!)
    Ganhando o pago de seus inimigos-parentes,

    Seu rei, em verdade, um Medo, seu pai
    Um Marciano? Pode ele nome esquecer,
    Toga, escudo sagrado, fogo imortal,
    E estão Júpiter e Roma ainda de pé?

    Foi isto que Régulo previu,
    Que o tempo ele desdenhou a desgraça idiota
    Da Paz, da qual o precedente desenharia
    Destruição em uma raça não nascida.

    Deveria tudo menos matar a corrente do prisioneiro
    Des-rebitada. “Eu tenho visto”, disse ele,
    “A águia de Roma em um santuário Cartaginês,
    E armadura, nunca num alpendre de derramar sangue,

    Despojado do soldado; Eu tenho visto.
    Livres filhos de Roma com braços rápidos atados;
    Os campos que estragamos com milho são verdes,
    E Cártago abre seus largos portais.

    O guerreiro, com certeza, redimido pelo ouro,
    Lutará contra os mais ousados! Sim, você pilha
    Sobre a perda de baixeza. Os tons da idade
    Revisita não a lã que embebemos;

    E valor genuíno, expelimos por temor,
    Não retorna ao escravo sem valor.
    Quebrar senão as malhas dela, vai o veado
    Assaltar você? então vai ele ser valente

    Que uma vez para inimigos sem fé ajoelhou-se;
    Sim, Cártago ainda vai sua lança voar,
    Quem com os braços atou o cordão sentiu,
    O covarde, e tem temido morrer.

    Ele não sabe, ele, como a vida é ganha;
    Acha que a guerra, como a paz, é uma coisa de comércio!
    Grandiosa tua arte, oh Cártago! companheira do sol,
    Enquanto Itália no pó é deitada! ”

    O Puro beijo de sua esposa, ele acenou de lado,
    E os meninos tagarelas, como alguém desgraçado,
    Eles dizem a nós, e com bastante orgulho
    Traseiro no chão sua fisionomia é colocada.

    Com o conselheiro assim nunca mais consulta
    Ele nervoso fica com a fraca intenção dos pais,
    E, cingida por amigos que enlutaram a ele, correu
    Em banimento ilustre.

    Bem notando que a arte do torturador
    Desenhou ele, com gostosa indiferença,
    A prensa dos parentes que ele empurrou além
    E as multidões a onerar seu retorno,

    Como se, alguns tediosos negócios acabados
    De clientes do tribunal, a sua jornada deita
    Para piso gramado de Venafro,
    Ou como Esparta construída da baía de Tarento. (Horácio, traduzido por Tunisio Gomes)

    [ “ As Interjeições e locuções interjetivas revelam estados emocionais ou sensações sem qualquer relação com religiosidade: “meu Deus!”, “meu Deus do céu!”, “santo Deus!”, “Minha Nossa Senhora!”, “virgem Maria!”, “menino Jesus!” “ah! Valha-me Deus!” “se Deus quiser!”, “se Deus ajudar”, “oxalá! queira Deus!”, “graças a Deus!”, “Deus nos acuda!”, “Que os deuses afastem este agouro!”, “Deus, tende compaixão de mim!”, “Deus nos livre!”, “Deus te ajude!”, “Pelo amor do céu!”, “Pelo amor de Deus!”, “Santa paciência!”, “Santo céu!”, “o futuro está nas mãos de Deus!”, “com todos os diabos!” “diabo!”, “A voz do povo é a voz de Deus!”, “Jesus!”, “Santo Deus, como é grande!”etc. “ ]

    A segunda contradição surge. “As Interjeições e locuções interjetivas revelam estados emocionais ou sensações […]”, isto é tão-somente a repetição do que já tinha se dito quando da primeira contradição. “[…] sem qualquer relação com religiosidade: […]”, o comentarista enfatiza que as interjeições e locuções interjetivas revelam estados emocionais ou sensações e não possuem qualquer relação com religiosidade, e isto estaria correto não fosse o fenômeno literário e gramatical das Interjeições Religiosas e Locuções Interjetivas Religiosas por si só. Fica difícil de entender como uma Interjeição que diga “santo Deus!” não tenha qualquer relação com religiosidade. O que se supõe que o colega quis exprimir é que antropologicamente a expressão não demanda o seu conteúdo pelo contexto da situação real em que é dita. Tomemos o exemplo bem elaborado do post do colega bacchiniam. O medo no momento de despencamento do carrinho na montanha russa provocou a Interjeição como expressão em palavras da fortíssima emoção. Se “o temor primitivo criou os deuses na Terra”, logo o medo primitivo está intrinsecamente associado com o nascimento radical da religiosidade humana. Veja aí como o comentarista entra em contradição. A expressão da Interjeição de palavras religiosas para exprimir sentimentos como de pavor, jamais poderia ser de todo independente da origem antropológica da religiosidade. Neste jeito, assim que um ser humano sente qualquer emoção extrema, a própria emoção extrema semelhante ao temor primitivo pode ser evocada, remontando assim à apelação dos deuses na Terra, a origem mesma da religiosidade.

    Note que não é essa a minha interpretação teológica da frase “Primus in orbe deos fecit timor”. Não me refiro ao contexto tecido por Estácio que empresta à voz soberba de Capaneus o velho adágio, mas ao contexto mais antropomórfico elaborado por Petrônio.

  14. Tunisio Gomes
    agosto 11, 2011 às 17:50

    “Le doute est une démangeaison de la raison.”

    René Descartes, filósofo racionalista francês, em 11 de Agosto de 2011.

    O René Descartes em espírito está materializado aqui na minha sala. Transbordante de um ótimo humor, me cumprimentou com aperto de mão, tomou assento, mas recusou o suco de amora que ofereci cordialmente.

    Aqui está pedindo a mim, Tunisio Gomes, que redate estas palavras e o favor de postar o pensamento mais novo dele, que lhe ocorreu enquanto lia este blog conectado desde o Purgatório e me observava. Frase que ele me repete rindo uma melodia e que lhes comunico agora.

    Calma René já vou postar!

    “Le doute est une démangeaison de la raison.”

  15. rodrigonunesouza
    agosto 20, 2011 às 12:08

    Eu boto feh que ambientalista tem mais eh que se fuder mesmo, sou totalmente a favor da usina no xingu.

  16. rodrigonunesouza
    agosto 20, 2011 às 12:30

    O fato da cultura humana criar deuses, nao faz com que uma realidade transcedental seja opçao exclusa.

    Vejamos com carinho o fato de que, mesmo que a ótica humana fosse incapaz de alcançar tamanho vislumbre. O fato é que algo desconhecido existe, e a trascedentalidade justamente se liga ao desconhecido.

    Embora a iconoclastia, a literatura, os processos miméticos e catárticos entre os povos, e reproduções semióticas de tamanhas envergaduras tentem restaurar o conceito que por si só já se basta. Não procedem argumentos nem favoráveis nem contrários que vislumbrem o campo fisico da existencia, tampouco a realidade material, todo debate discutido dentro dessa limitaçao conceitual, serå reduzido a insignificancia humana.

    Precisamos entender que sobre esse assunto nada podemos entender. O importante é que a realidade fisica sim, essa eh explicável, como a gramatica gerativa de Chomsky explica a matemática da comunicação humana. No entanto ali nao se da enfoque na semantica, e eis o paragidma atual.

    A parte que tange o assunto da trancedentalidade, da espiritualidade humana, não se encontra nessa área de discursos objetivos, e inclusive, dentro dela, não passa mesmo de uma balela.

    Eu falo justamente daquilo que nenhum de nos pobres mortais tem a menor autoridade pra falar.

    A existencia pode ser analisada em seu campo material praticamente como por um todo, des do começo da existencia do universo até além dos confins das probabilidades futuras, no entanto, embora tenhamos inumeras lacunas inexplicadas no presente, temos uma visao do todo bem completa, que nos permite uma serie de virtuosismo para toda noça especie humana.

    De qualquer forma, nao sabemos nada alem da forma. Sober o conteudo nao temos instrumento de percepçao, senao nossa individualidade.

    A solidao é a resposta. Deus nâo se encontra atraves do cerebro, eu creio que atraves do intestino mesmo… O frio na barriga, a cólica, e que deus me perdoe se isso for pecado, é só uma metáfora, e através do peido.

    A questao eh… se Deus existe, ele provavelmente nao possui caracteristicas que os humanos lhe atribuem.

    Nao sabemos nada, somos pura ignorancia sobre assuntos espirituais, as palavras nao mantem qualquer contato como o mundo trasncedental.

    Logo, só atraves do poder da oraçao podemos alcançar a Deus.

    Portanto, Deus nao fez o homem pra preservar mosquitos e selvagens e sim pra ele erguer templos de pedra em seu nome… Façamos logo mil hidroeletricas na amazonia, vamos aproveitar nosso potencial energetico, e vamos invadir a bolivia tb !

    Chega de ideologia comunista nesse pais !

  17. rodrigonunessouza
    agosto 20, 2011 às 20:57

    nao viaja imbecil ta tudo fora de contexto

  18. raphaelqueirox
    agosto 21, 2011 às 01:55
  19. raphaelzaratustro
    agosto 22, 2011 às 14:57

    Alguem de muita ma qualidade e anti-etico, bandalheiro e de ma fe escreveu este post anterior – #18 – usando meu avatar, com a unica razao de querer me prejudicar.

    Porem, seja voce que for, e alguns de nos devem saber quem eh, eu so tenho uma coisa pra te dizer:

    Alguem te pagou pra fazer propaganda do meu blog?

  20. rodrigonunesouza
    agosto 24, 2011 às 08:01

    Seja como for… espero que nao perca no argumento, passe novamente a baixaria, e venha depois me implorar pra apagar seus topicos senhor gafanhoto.

    O senhor e suas crendices fantasiosas sempre serao benvindos nesse espaço de escarnio.

    pelo que andei lendo, agora o senhor tambem acredita em unicornios do futuro e lhe deu asas ainda, pois informo-lhe que quem tem asa sao os pegasus.

  21. rodrigonunesouza
    agosto 24, 2011 às 08:02

    O argumento apresentado no blog, eh de que nao existe a mentira… Logico com um argumento todo mentiroso. Logo, provou nao soh que deus nao existe como que eh o senhor gafanhoto um belo dum mentiroso.

  22. raphaelzaratustro
    agosto 25, 2011 às 03:18

    Mentiroso eh o senhor e voce sabe muito bem que mentes, sofismas e falacias.

    Quanto ao pegasus, agradeco a informacao, so que eu apenas disse no post do meu blog unicornio com asas, porem o pegasus normalmente nao tem chifre.

    E a mostra do jeito que voce funciona, eh que o senhor sabe muito bem que eu te pedi para apagar – tao somente – meu nome completo de um (1) comentario meu que achei descabido ter colocado (meu nome completo), e voce disse que nao era “Deus” – referindo-se a seus privilegios de editor.

    Dois minutos depois voce disse que sim e ia produzir um Apocalipse. Passa a noite e acabou apagando, nao sabemos por que complexo, todos os meus comentarios – menos certos 3.

    Deformou todo o post.

    Entao aproveito o ensejo a pedir ao senhor, que escolheu deixar isto publico, que honrasse a si e voltasse meus 50 comentarios muito sem facilidade escritos!

    E pena que meu teclado nao ta funcionando o acento.

  23. Jonny
    agosto 25, 2011 às 14:14

    High quality music video of Enigma’s Return to Innocence.

    Love – Devotion
    Feeling – Emotion

    Don’t be afraid to be weak
    Don’t be too proud to be strong
    Just look into your heart my friend
    That will be the return to yourself
    The return to innocence.

    If you want, then start to laugh
    If you must, then start to cry
    Be yourself don’t hide
    Just believe in destiny.

    Don’t care what people say
    Just follow your own way
    Don’t give up and use the chance
    To return to innocence

    That’s not the beginning of the end
    That’s the return to yourself
    The return to innocence

  24. rodrigonunesouza
    agosto 29, 2011 às 01:50

    ahuahuahuahuahuahauhauhauahuahuahauhauahuahuahuahauhauhauahuahuahauhauhauhauahuahuahuahauhauahuahuahuahuahuahuahauhauahuahuahuahauhauhauahuahuahauhauhauahuahuahauhauhauahuahuahauhauhauhauahuahuahuahuahuahauhauhauahuahuahuahua huahauhauha uha uha uah uah auh auh auha uh uahuahuahuahua hu ahu ahua hua ha uhuh aha uah uah uah auhauha uah uah uah uah uah au

  25. rodrigonunesouza
    agosto 29, 2011 às 02:40

    Só mesmo a gargalhada e o escárnio podem responder vossa inocente chacota. No que tornamos o humor desta desgraça senão em um reflexo de nossa realidade psicológica, e não tratemos de simplesmente crer que se trata de uma piada.

    Agora, vem o senhor novamente, mentir. Mentir publicamente, caluniar, difamar, denegrir. Propor o desvio do debate, do tema central, onde gentilmente os dois colegas de comentários aprofundavam nossa erudição com clássicos gregos traduzidos, mas vossa senhoria assume em seus artigos, a leitura não foi a base pra chegar nessa sua conclusão que o senhor denomina lógica.

    Vosso blog foi lido atentamente, e de nada posso tirar proveito pra nada, e de nada valeria a pena gastar nosso tempo ridicularizando o ridículo.

    Assuntos teológicos, transcendentais, espirituais, pelo pouco que sei deles, merecem um pouco mais de seriedade do que o senhor vem usando em seus termos e exemplos, muitas vezes inadequados e tendenciosos a uma ideologia contaminada de esquerdísmos, como é típico nos jovens de vossa faixa etária no continente latino.

    Sim, o que nos restaria ? O escárnio.

    Porque deveríamos então debochar impunemente de vossa inocente visão da realidade ? Me diga, quando penso que o senhor está, e se não está por esse tempo todo, que genial humorista és (EIN EIN !?), mas e se de fato, estiver mesmo o senhor falando a verdade, que realmente acredita em tudo isso que diz acreditar, e que realmente o senhor conhece (veja só que intelecto privilegiado do nosso amigo, que frisa vangloriar isso mesmo sem muita leitura) os segredos do universo, o mistério da vida, e o sentido da morte.

    O que diabos podemos esperar de um sujeito com tamanha pretensão ? Um sujeito que agride nossa integridade moral, pois se pra ele ser chamado de mentiroso é uma praxe, pra mim que sempre lutei em defesa da verdade, da honra, da moral e dos bons costumes da familia brasileira isso me parece uma declaração imediata de desrespeito quanto a minha condição de cidadão digno.

    A mentira essa sim é vossa aliada, ela sim é o sobrenome que carregas.

    Mas eis porque pergunto, porque será que mentes, pois se for por inocencia, como provavelmente me parece, acho uma imprudente covardia zombar da sua visao fantasiosa do mundo.

    Do que adianta o sujeito falar de Deus, ou melhor, usar o seu SANTO NOME em vão, sendo que o seu comportamento na vida pública está longe de ser cristão. Sua postura é a de um crápula oportunista, vejam meus caros amigos leitores, que curiosa situação aproveitou-se este senhor justificando como lhe bem adjetivei; Crápula Oportunista.

    O senhor pediu que eu excluí-se todo o tópico, ao menos que prove o contrário. Ao certo, lembro-me com muito gosto ainda o modo como o senhor me agradeceu com muita alegria eu ter feito isso, e ainda quando comentei que ficaria parecendo um tópico incompleto o senhor bem que fez pouco caso do assunto.

    De tal forma, me parece que pedir pra resgatar vossos textos é não só um desespero de um homem que tentou lograr em um debate racional, sem raciocinar o mínimo sobre sua condição de desconhecimento de causa.

    No que poderia resultar essa aventura de nosso nobre colega ? Em ofensas gratuitas aos nossos convidados de blog, e em fraqueza emocional, sobretudo quando suas teses infundadas eram contestadas e ele ficava sem argumentação além da ofensa difamação e mentira.

    Devemos cuspir na cara dessa imbecilidade, porque não há de se aceitar que alguém venha tentar dar outro golpe conta a inteligencia dos atentos.

    Se vossa crença é tão racional e justificável como o senhor mente, recomendo que pare de infantilmente utilizar seu brilhantismo intelectual neste humilde blog, e procure as maiores instituições de pesquisa do mundo, e ganhe o nobel.

    Não perca mais vosso tempo com a inutil pretenção de achar que vossa visao de mundo corresponde com a realidade, sem ter boas provas disso.

    No mais, economize de tomar sempre cada vez mais, esporros públicos, os quais são extremamente necessários na medida que o senhor se comporta como um menino de calças curtas, um fanfarrão.

    Poupe o leitor desses desagradáveis tormentos, e das mentiras que o senhor lança, recolha-se ao vosso fracasso, enterre-se na sua própria miséria, e invente um Deus (e acredite desesperadamente nele mais do que tudo) isso pode reduzir vossa insignificancia perante a realida, realidade essa, que o senhor prefere criar uma visão de mundo paralela e própria, basicamente sem critérios objetivos ou claros, e deseja ainda impor tal paradigma pessoal a toda condiçao semiológica universal, o que nos parece piada e motivo de chacota, e lhe renderá eternas humilhações repetidas.

    Já não mencionamos isso mesmo tantas vezes antes ?

    Pois bem, meus caros amigos, lhe basta criar e apegar-se a essa questáo, de que existe esse Deus e de que é mais importante brigar na internet pelo nome dele, mesmo que se portando de maneira baixa e contraria aos mandamentos da propria lenda desse Deus, do que levar uma vida digna e exemplar.

    Vosso cristianismo é o mais covarde e mentiroso possivel, em termos de cristianismo e de comportamento cristão nada mais que o senhor faz é ridicularizar toda categoria simplesmente pelo fato de a estar representando.

    Por ter já claramente manifestado vossa homofobia e etnocentrismo nesse espaço.

    Nenhum dos outros frequentadores aqui, mesmo os que creem em suas próprias divindades, se porta de maneira tão agressiva, arrogante e covarde como o senhor, que faz da sua vida uma mentira. Que prefere se esconder atrás dessa questão.

    Como quisesse pular a cerca do vizinho e garantir que ele leia vossa poesia e goste, olha o que penso do mundo é isso, sou o dono da verdade, e todos estão errados, e o sentido da vida é que a vida é um vestibular que Deus criou pra escolher qual alma é boa e qual alma é má e assim eu explico porque existem supernovas explodindo enquanto o senhor mente.

    Bem, só posso rir. Só a gargalhada respode o valor insignificante da sua bandeira maior, a bandeira da mentira.

    Eu como sou a verdade, e a verdade vos digo, sou o caminho da paz e a salvação, lhes digo, Cristo fala por mim.

    Amemos o nosso irmao, o nosso proximo e o nosso inimigo. Perdoa a quem te ofende e ama a quem te agride,

    MAS NAO TE CURVA DIANTE DA MENTIRA, E LUTA CONTRA O MAU CARATER.

    Condene o pecado mas ame o pecador.

    Entao gafanhoto, o senhor esta perdoado, meu riso ira perdoar vossa inocencia, vossa imprudencia, e minha gargalhada colocará uma lápide feliz no seu epitáfio nesse blog.

    E tente nao mais mentir.

    Boa Semana a todos !

  26. Tunisio Gomes
    agosto 30, 2011 às 13:39

    A retórica depende muito do estilo de cada um, posto que não é outra coisa que a presença da própria pessoa na palavra: a personalidade se reflete no modo de apresentar-se, na elegância, no que o sujeito diz e como diz.

    Desgraçadamente, sim, desgraçadamente, cabe um uso despótico da retórica, quando com ela se trata de deformar a conduta do outro segundo meu interesse e conveniência, e sem que ao outro se advirta. A esta retórica falsa chamaremos sofística, que é “a arte de fazer verossimil a mentira”.

    O uso sofístico da linguagem não respeita a verdade: nela tem como primícia a deformação da conduta alheia, e para conseguí-la o sofista não duvida em apresentar as coisas “maquiadas”, aumentando-as ou diminuindo-as, adulterando-as, enfim.

    A sofística é a perversão da verdadeira comunicação. A linguagem dos políticos, dos publicitários, dos jornalistas, tem o risco de perder de vista o respeito e o testemunho que devem à verdade e ao interlocutor.

    A sofística utiliza com frequência truques efeitistas, dirigidos ao sentimento do ouvinte e destinados a impressioná-lo, intimidá-lo, convencê-lo, ou simplesmente fazer-se rir de assunto sério, trazendo ao reino do lúdico algo que não caberia. O sofista é um ator e, às vezes, cínico.

    A sofística é o sistema de comunicação mais em consoância com os procedimentos despóticos, e por isso, quando fracassa, tende a transformar-se em violência tirânica e descarada.

  27. rodrigonunesouza
    setembro 5, 2011 às 15:18

    Pode crer… vai ser meu novo texto do Blog, com vossa permissao nobre colega, isso responde a tudo na vida do senhor Gafanhoto.
    DESMASCARAMO-TE SOFISTA !

    Espero que os demais leitores, e comentaristas aqui desse celebre post do nosso amigo Bachinian, n se importem em saber o historico do gafanhoto, com minha pessoa. Somos muito amigos, e faz anos que n vejo o sujeito. O cara eh muito gente fina, e des da oitava serie, incentivados por um professor de religiao estupido que apareceu pela escola evangelica onde eramos doutrinados(Ele deve se recordar da Gina, professora que sempre orava com a turma antes das provas) a crer no que hoje não creio.

    O professorzinho substituiu um pastor que ja tomava conta da Primeira Igreja Batista da Praia da Costa, o qual, nao me recordo e nem me dou o trabalho de pesquisar o nome, foi para os estados unidos aprofundar o seu estudo em, não é piada, juro, criacionismo biblico.

    Foi fundamentar como o velho testamento e a geologia terrestre batem 100 por cento com a realidade material do universo.

    bem, mais de 15 anos que n tenho noticias do sujeito que por pura ironia do destino eh exatamente igual ao pastor do seriado SIMPSONS.

    No lugar dele, veio um jovem professor que foi missionário na áfrica e outras coisas, e na minha turma, que era diferente da do Gafanhoto, mas assim como na dele tinha muita chacota e baderna, e porque não confessar, uma faculdade de sofistica.

    Eduardo Vaz, que seja lembrado, nosso celebre companheiro que Deus o tenha, nunca mais falei com o dudu, discutia em chacota sobre o sexo dos anjos, e que n acreditava em deus, mas sim em BUBU, que era justamente o cara que criou Deus.

    O professor, ainda questionou inutilmente, quem havia criado BUBU, e lógico, Dudu respondeu sem titubear, BABA

    Des de entao respondidos todos problemas do universo, pus me a pensar pela primeira vez em algo que tinha inclusive medo de pensar.

    Espero que o leitor n se canse pois alongarei minhas reflexões, pois acabo de perceber que preciso escrever isso para lembrar-me, com precisão os fatos, para entendermos o porque do comportamento do senhor Gafanhoto ter se tornado tao esdrúxulo.

    Se ele busca o caminho da sofistica, lhes trarei a pura verdade do meu relato, que se for falho, eh porque ele eh tão suscetível a falha quanto minha condição de ser humano imperfeito que pode deduzir que exista ou não deuses, de maneira fatuamente errônea.

    De tal modo, durante esse período, eu tinha um grupo de rock, com alguns amigos, e o gafanhoto gostava de compor e cantar suas musicas, muito legais por sinal, e tinhamos muitos amigos, e juntos alugamos o casarão, onde ensaiávamos e ficavamos na praia.

    O casarão simplesmente n tinha porta, tinha um pitbull branco amarrado numa pilastra, as paredes pixadas, os banheiros sem condiçao de uso, em obras, e quebrados, sem iluminaçao… uma ruina aos pedaços que ficave de frente pra o mar, com umas belissimas pedras no quintal… Ali ficamos por cerca de 4 ou 5 meses.

    O pessoal, acabava que ia pra la, como um ponto de encontro, ja que a maioria dos jovens moravam com os pais e n podiam fumar maconha em casa, ae como eram universitarios calouros, e vestibulandos, no geral, acabava que se gostava de no efeito da droga, empolgar-se em discussoes.

    Por exemplo, o 11 de setembro, ocorreu nesse período, e discutimos muito sobre o fim do mundo e outras possibilidades que n ocorreram. N lembro de ninguém prever que os eua invadiria o iraque ou que teria um presidente negro, nem cogitávamos que o Lula venceria a eleiçao.

    Os jovens, davam a discutir sobre tudo, sobre o que sabiam e o que nao sabiam. Muitos livros ali disponiveis, e muitos estudantes de muitas areas, confabulando teorias, conjecturando utopias, e especulando.

    O tema da existencia de Deus nao poderia tardar a despertar no meio de um circulo de amizades tao astuto, e ateh onde sei, o unico que manifestava argumento favoravel a existencia de deus, era o senhor gafnhoto, embora muitos outros acreditassem num proposito transcedental, mas nao quererem entrar NO MERITO DA DISCUSSAO.

    E ai esta a chave do nosso misterio, como bem explicado pelo colega comentarista, porque, quem acredita n discute.

    Muito estranho parece, alguem querer discutir algo tao obvio, que eh a crença em Deus, algo que por si soh ja impede qualquer reflexao. A reflexao sobre a existencia eh invalida, tido que ela deve ser uma certeza tao forte que tem nome especifico, fé.

    Nao existe crença em Deus, nem A EXISTENCIA DE DEUS, sem a fé.

    A existencia de deus depende completamente da existencia da fe e da crença.

    O senhor que busca, arquitetar uma justificiatia RACIONALISTA para a fé, que busca interpretar os avançøs da ciencia em favor da sua ideologia, e que usa isso como propaganda de confronto ideologico.

    Simplesmente somos contemporaneos o suficiente pra convivermos com diferentes tipos de visoes de mundo, inclusive dos que creem no deus do elefante e nos que nao creem em nada e se suicidam.

    O que nos é suspeito, é o sujeito querer buscar mascarar a verdade, com teorias conspiratorias, com a intençao de provar o improvavel.

    Os fatos indicam, que o universo nao eh regido por uma inteligencia cosmica bondosa, eterna e perfeita, mas algo muito diferente disso… por leis fisicas e condiçoes materiais existencialistas independentes de reflexao ou consciencia. A hipotese cientifica do universo ser regido por algo com as caracteristicas de um DEUS, sao nulas. Cientificamente falando.

    O que nao quer dizer nada.

    A ciencia nao eh a dona da verdade, ela eh um tipo de modo de se interpretar a realidade, um sistema de regras que geram conhecimento e progresso e que funciona e sempre funcionou muito bem e tem trazido melhoras significantes na vida da humanidade.

    Mesmo assim, os homens ainda buscam responder suas questoes primordiais, de porque existir, ou de onde viemos, e para onde vamos… e a ciencia, nao tem materiais de analise para tanto, e sim para nos explicar a materia. Sobre a materia ela nos diz que ela eh livre de uma consciencia, nas condiçoes do conceito que temos de consciencia cognitiva, e que ela eh limitada.

    O nosso universo nao eh bom o suficiente pra superar Deus, infelizmente, e eu repito, infelizmente, porque eu tenho a firme noçao de que tudo que precisamos os humanos eh de um deus, mesmo que inventemos um deus que n exista e obriguemos ele existir.

    Logico, que um deus do amor, da paz, da familia, da amizade, da vida eterna, eh uma proposta encantadora, maravilhosa, nao tenho nada contra ela… infelizmente, a ciencia nao conseguira comprovar que assim funciona o universo, que os seres vivos que precisam se comer entre si pra sobreviverem, necessariamente todos os dias, num matar ou morrer, seriam criados por um deus bondoso.

    O universo possui um silencio muito mais sinistro do que qualquer resposta, o enigma da nossa existencia nao permite respostas, quando deus pretende ser uma resposta para esse enigma, simplesmente, acho que o silencio permanece e ele nao responde nada.

    A humanidade precisa de mais amor, e compaixao, precisa olhar mais pra criança, pra o idoso, pro pobre e pro miseravel,—- tenhamos isso como um fim.

    A caridade, eh a forma de vida mais plena, e o perdao eh a forma de iniciativa da caridade.

    Nao preciso crer em Deus pra concordar com isso, mas poderia respeitar quem discorde. quem ache que o melhor eh explorarmos o mais fraco, para tirarmos vantagem e vivermos melhor o quanto pudermos, ja que nosso fim eh certo e misterioso.

    Construir em cima de uma verdade ideologica, toda uma visao de mundo da realidade, e lutar teoricamente, usando-se de falacias, silogismos e mentiras, com afinco, e quando nao a ofensas pessoais (Se perco tempo escrevendo isso eh pra explicar minha defesa sobre eu ser mentiroso), e vejam so, o senhor nao conseguiu ainda o intento inicial que nunca conseguira.; PROVAR A EXISTENCIA DE DEUS.

    E fazem mais de 15 anos que o senhor tenta.

    O que posso fazer, é esperar novos posts divertidos, e torcer que o corinthians perca sempre.

    Deus eh algo maior que a propria realidade, e com ela nem gosta muito de dialogo, tenho a autoridade espiritual de uma alma viva, pra lhes falar, que recebo aqui com honestidade essas mensagens do alem;

    O mundo da materia, ta aqui soh enfeitando, e servindo de licao pro mundo do infinito. esse mundo do infinito, nao eh novo, nem eh diferente de tudo o que ja conhecemos, na verdade, a unica coisa que conhecemos eh o reino do infinito, que eh de onde viemos, e pra onde voltaremos.

    Tente recuperar suas lembranças de antes, antes, antes de tudo… o vazio, o enigma do universo, o misterio, o silencio.

    Eh isso, vamos todos morrer mesmo uma hora, com dor ou sem dor, todos temos de cagar todos os dias, somos humanos, devemos encarar isso.

    Deus, eh uma possibilidade, eh uma opcao pessoal, eh uma forma de ver o mundo e uma escolha de como viver a vida.

    A ciencia, eh um mecanismo objetivo e nao se mistura com deus.

    O sujeito que tenta usar ciencia, argumento, teorias, e ideologias, pra explicar deus, ta justamente fazendo como os faristeus que jesus, na lenda biblica questionava.

    No mais, a origem disso, eh o puro desconhecimento da propria fé, porque nunca vi grandes teologos, nem grandes ateus ficarem debatendo o que nao se debate, por serem de naturezas e criterios distintos e impares por si soh…

    Acho que senhores nao nos resta mais nenhuma duvida, a nao ser, a propria duvida.

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