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E hoje, qual sua programação?

Que a televisão parece questionar nosso bom gosto, já não é novidade. Mas acho mais interessante ainda isso perdurar tanto! Falo especialmente de novelas, shows da vida íntima, programas de humor barato, etc. Comparando com uma situação corriqueira, seria como se eu telefonasse todas as noites da minha vida pra uma pessoa que eu não gosto e ficasse escutando ela falar por duas horas sobre assuntos que não me acrescentariam em nada, ou se acrescentassem, não precisariam tomar tanto tempo assim.

Várias questões poderiam surgir nessa minha afirmação: mas a TV me faz companhia; a TV é de graça e o telefone não; se eu não assistir novela, o que eu vou ver? Sobre o que eu vou conversar depois com as pessoas na rua?

Acho que a resposta pra tudo isso é o hábito. E tem coisas muito importantes nele.

Pensemos…

A TV ganha dinheiro com propaganda e audiência, pois um produto paga mais para aparecer quando o programa é bem assistido. O canal não é assistido por que tem “boa programação”, mas por fatores como: freqüência de exibição no cotidiano, qualidade do sinal, recompensas “historicamente” relevantes (dinheiro, glamour, sexo, etc.). Ou seja, é uma bola de neve que acredito poder ser mudada – lembro que mesmo o Chico Buarque admite ter pagado “charque” para que as rádios tocassem “Construção”, uma obra prima sua.

Nesse ponto de vista, justifica alguém dizer que não escuta outras músicas, não vê outros canais por que não conhece? É, talvez todos estejam acostumados a uma “osmose cultural” provocada pela cultura de massa… vai saber.

O que interessa nessa discussão é que você escolhe sim o que quer ver e ouvir, desde que questione essa vontade e não apenas ligue a TV e deixe tudo onde está.  Você pode escolher que existam outras músicas tocando, programas que falem de temas educativos, discussões pertinentes para sua vida – economia, direito, etc – em horários e canais maiores.

Ainda, pra finalizar, poderiam dizer: “Ah, mas isso é muito chato e sem graça”. Só essa frase aqui, já daria uma discussão enorme, então eu digo somente algumas palavras sobre os programas legais: Estar animado, como em uma “micareta”, não significa alegria, satisfação. Assim como ouvir ou ver algo que te cause desânimo pode te dar um sentimento de felicidade enorme.

Como eu sempre digo: Músicas tristes me deixam profundamente feliz!

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  1. Bruno Dorneles
    fevereiro 4, 2011 às 12:03

    Ótimo texto!

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