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Educar para a paz.

 

Esse aqui é o mapa da violencia no Brasil. Coletânea de pesquisas realizadas recentemente.

“Também no Brasil a problemática juvenil aparece em primeiro plano, quando falamos de violência
homicida. O brutal crescimento nas últimas décadas do número e dos índices de homicídio
pode ser explicado, de forma exclusiva, pelo aumento dos homicídios no setor jovem de sua sociedade.
No Capítulo 8, foi possível evidenciar que, a partir da década de 80, o aumento da violência
homicida no país foi causado, em realidade, pelo crescimento descontrolado dos homicídios entre
os jovens. Entre 1980 e 2007, fora da faixa dos 15 aos 24 anos de idade, os índices de homicídio
permaneceram estagnados ou até caíram levemente. Em 1980, as taxas de homicídio não jovem
foram de 21,1 a cada 100 mil; já em 2007, essa taxa cai para 19,8 em 100 mil. Mas, entre os jovens
de 15 a 24 anos de idade, se em 1980 a taxa de homicídios foi de 30 em 100 mil jovens, passou
para 50,1 em 2007, o que revela, de forma inequívoca, a exclusiva participação juvenil no drama
do crescimento da violência letal do país. Assim, pode-se afirmar que a história recente de sua
violência homicida é a história do desenvolvimento de sua questão juvenil e que uma não terá
solução sem a outra.”  (p.143)

Outro trecho que merece destaque é ;

“Índices de
Vitimização Juvenil do Brasil são anormalmente elevados, considerando o contexto internacional:
morrem, aqui, por homicídio, proporcionalmente, 2,6 jovens para cada não jovem, índice pouco
comum no mundo.”

Pois acreditem, nem a Ditadura Militar,nem possivelmente a do Estado Novo, devem ter dados tão especiais para suas juventudes. Incrível,mas são os números.

Agora um dado curioso;

“Com isso podemos concluir que, mais do que a pobreza absoluta ou generalizada, é a pobreza
dentro da riqueza, são os contrastes entre ambas, com sua sequela de maximização e visibilidade
das diferenças, a que teria maior poder de determinação dos níveis de homicídio de um país.”

E a constatação do óbvio;

“Existe no Brasil farta bibliografia indicando a estreita relação entre concentração de renda e
educação.”

Bem, esses são alguns dados sobre a Criminalidade no Brasil, para começar a falar sobre um outro tema; EDUCAÇÃO.

A causa do problema em si, de ambos, tanto da alta criminalidade quanto do alto índice de envolvimento de jovens é o reflexo do abandono do Estado Brasileiro de algumas õbrigações básicas de serviço ao cidadão garantidos em CONSTITUIÇÃO.

O Estado não faz sua obrigação, e não oferece uma infraestrutura de qualidade, para uma economia de porte tão avantajado e para uma população tão heterogenea culturalmente.

O Estado não faz em nada suas obrigações básicas, e não é em si por falta de verba. Onde naturalmente é a causa do problema. O que se verifica é que essa verba chega, e é repassada, e que os impostos todos são pagos e o dinheiro arrecadado do governo percorre um longo processo de corredores num labirinto burocráticos de repasses baseados em negociatas e concordatas, acordões, alianças e trocas de influências das mais diversas origens.

De qualquer forma, o dinheiro existe, a população brasileira, os credores internacionais (Os tais capitalistas estrangeiros comedores de criancinhas) , a industria nacional e o comércio, são quem diretamente, pagam por isso.

Pagam, como já foi muito repetido em triplo. Porque paga o imposto,mas o estado oferece um serviço precário, então paga pelo serviço particular, que também é taxado de maneiras indiretas. Por exemplo; Quem paga plano de saude tem isenção tributaria. Mas ai o Governo mete o valor da isenção no preço do medicamento, e o plano mete isso no valor da sua fatura. No fim das contas, como o governo é tão incompetente do ponto de vista estrutural, acaba-se que nem o sistema particular funciona adequadamente. Já que o estado nem pra exigir isso presta.

Mesmo assim, podemos verificar, que com essa alta carga tributária que atormenta a economia brasileira, e com o fluxo imenso do orçamento da união, mesmo assim, ainda temos rombos que não vemos horizonte.

Se o governo se vangloria de ter pago a divida externa é porque é mentiroso e se aproveita da má educação que oferece ao seu povo. Dizer que a divida externa do governo brasileiro está diminuida é uma blasfemia, que precisa de no mínimo boas estatisticas.

O fato que foi noticiado, é que havia um acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional, no qual o Brasil pagaria adiantado, uma divida que estava calculada pra ser paga em mais de 15 anos. Acontece que do ponto de vista economico, isso não é vantajoso, já que a taxa de juros é baixissima, e a tendencia do real é valorizar ao longo do tempo, o que reduz o valor da dívida paga. Lembrando que a dívida com o FMI, não é a dívida externa, ou sequer boa parte dela.

A divida com o FMI foi contraída justamente para saldar credores internacionais, e negociar dividas contraídas no período da Ditadura Militar. Assim, Fizemos uma Dívida pra pagar outra. Mas com o FMI, só conseguimos o suficiente pra negociar a divida e continuar pagando. O que o Governo fez, foi voltar atrás de um ato que já tinha se direcionado. Quando o governo negociou a divida pra 20 anos, é que assim, teria as melhores condições depagar e estar em situação legal e de credibilidade diante de todo o mundo.

Dando exemplo de ser um país que cumpre com o que assina.

O governo ainda, emprestou dinheiro ao FMI na época da crise. O que foi uma atitude positiva, mas ao mesmo tempo, má intencionada, que mais tem caracteristica política do que técnica.

A dívida externa ainda existe, e antes tinhamos um plano para paga-la, agora não faço idéia do que farão nos próximos decênios, e pra que governo isso vai enfim estourar essa bomba, junto com a bomba do estado inflacionário.

E mesmo assim, com um estado que movimenta tanta verba, que move montanhas, que muda os rios de lugar, mesmo assim, nas escolas dos bairros pobres meninos de 13 anos estupram, roubam e matam.

O estado não é capaz de se estruturar no que é o fundamento básico de formação do seu cidadão. Assim, fica essa situação apontada nas estatisticas.

O problema não é haverem pobres. Porque outros países são mais pobres que o nosso. O problema é haverem pobres tão próximos de ricos. O governo por sua vez, é um cafetão dos ricos, lhe cobra altos impostos, e lhe oferece uma justiça lenta e ineficaz, e uma infra-estrutura medieval, um sistema politico completamente corrupto.

Não existe solução técnica pra problemas politicos.

WIKIPEDIA DIZ ; “A educação brasileira é regulamentada pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação, que define os princípios orientadores da organização de programas educacionais. Os governos locais são responsáveis por estabelecer programas educacionais estaduais e seguir as orientações utilizando os financiamentos oferecidos pelo Governo Federal. As crianças brasileiras têm que freqüentar a escola no mínimo por 9 anos, porém a escolaridade é normalmente insuficiente.”

“A Constituição Brasileira de 1988 estabelece que “educação” é “um direito para todos, um dever do Estado e da família, e está a ser promovida com a colaboração da sociedade, com o objetivo de desenvolver plenamente o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação nos trabalhos com vista ao bem-estar comum;

“Como um grande país de rendimento médio, o Brasil ainda possui várias regiões subdesenvolvidas. Seu sistema de educação está em conformidade e muitas deficiências atormentada pelas disparidades regionais e raciais.”

“Segundo dados de 2007:

  • Taxas de alfabetização de 90% para pessoas com 15 anos ou mais de idade
  • 6,9 anos de educação formal, em média. (Nos EUA são 12 anos, 11 na Coréia do Sul e na Argentina 8 anos de educação)”

“A nação investe 4,3% do PIB em Educação – o governo federal pretende aumentar progressivamente esse número para 7%.”

“Em 26 de outubro de 2006, a Unesco publicou o relatório anual “Educação para Todos” colocou o país na 72º posição, em um ranking de 125 países. Com a velocidade de desenvolvimento atual, o país só atingiria o estágio presente de qualidade dos países mais avançados em 2036.”

“O grau de educacional da população brasileira é ínfimo perto dos outros países latino-americanos, bem como de outras economias emergentes. Enquanto que a escolaridade média do brasileiro é de 6,9 anos, a dos Argentinos é de 8,8 anos. O ensino médio completo no país atinge apenas 22% da população, contra 55% na Argentina e 82% na Coréia do Sul.[14]

“De acordo com o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), o Brasil está sempre em último lugar em leitura, matemática e ciências.”

“Estudos da Fundação Getúlio Vargas afirmam que 35% das desigualdades sociais brasileiras podem ser explicadas pela desigualdade no ensino. Há hoje no Brasil mais de 97% crianças de sete a 17 anos matriculadas no ensino fundamental.[15]

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