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Soneto do autoconhecimento.

Sou o que faço, mas faço o que posso,
Não posso, mas tento, o intento é escasso,
O vento e o espaço, O traço no esboço,
Sou o que sonho, vivo o que durmo.

Estou a um passo, diante de um fosso.
Preso a um laço, um nó de descaso.
Um fardo, um marco, sou um bom moço.
Fracasso com esforço e forço meu rumo.

Covarde e atento morro sem hora,
Vivo sem tempo, sinto o agora.
Tateio no vácuo as lágrimas do tempo.

Arde o momento, corro pra fora,
Preso onde dentro, minha alma mora
Encontro em mim toda rima que falta.

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