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Por favores, calem as bocas. (Versão pluralizante)

Não me importam que vocês ignoram Machado,
Ou tropecem sobre Caetâneos;
Cagam e andam para o modernismo alemão,
Vamos absorever esses modismos errôneos.

(Até pq caetâneo que ficou um som muito maneiro não ia rimar com hipócrita.)

E para quantas onças vocês tenham nas mãos; (- Mais vale uma onça na mão do que duas voando ? Onças nem cabe nas mãos nem voam.)

Vocês vão morrer entendendo as Amys,
apreciando Degas
e vendo o que vocês já virão; ( Mesmice é uma merda mesmo)

Não vão sentir pena, (Coração de pedra)
Vão afirmar,
Morrer por cima das carnes secas; (Ou de baixo das linguiças.)

Fodam-se as tuas contemporaneidades,(Que coisa ultrapassada criticar o presente)
Os teus Greenpeaces,(E como são tantos os ausentes)
As tuas humanidades(A maioria é foda sempre, mesmo singular a maioria é plural, ou são plurais)

e os teus sensos do que são verdades; (Lugares comuns)
Vamos pararmos por aqueles,
Sabemos que estão ocupados,
Vamos ler os Coelhos
e enfiaremos os Paulos nos cus.

Nunos Rosas

e são tudos que temos a dizermos por hojes ….(Com alguns parenteses explicativos).

Rodrigo Nunes.

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  1. rodrigonunesouza
    fevereiro 18, 2010 às 00:34

    Po ae Rosa, só joguei tudo pro plural que ficou irado.

    Uma homenagem a o pessoal que comenta lá no teu post do Michael Jackson hostilizando vossa pessoa.

    Aquele abraço !

  2. Nuno Rosa
    fevereiro 18, 2010 às 08:34

    “E para quantas onças vocês tenham nas mãos; (- Mais vale uma onça na mão do que duas voando ? Onças nem cabe nas mãos nem voam.)”

    lembre-se, pequenho gafanhoto, do animal que habita a nota de cinquenta da nossa moeda …

  3. fevereiro 18, 2010 às 09:24

    “Fodam-se as tuas contemporaneidades,(Que coisa ultrapassada criticar o presente)”

    como citei Degas, contemporaneidade se refere à arte contemporânea, não a contemporaneidade de tudo.

  4. rodrigonunesouza
    fevereiro 18, 2010 às 22:40

    “lembre-se, pequenho gafanhoto” O gafanhoto é o outro membro, eu sou o Bode. Prazer em conhece-lo.

    “do animal que habita a nota de cinquenta da nossa moeda …”– Pois é, lembre-sedo ditado que diz que é melhor um passaro na mão do que dois voando, o nome do que empregueifoi um trocadalho do carilho.
    “como citei Degas, contemporaneidade se refere à arte contemporânea, não a contemporaneidade de tudo.”—Pois é, quando eu pluralizo, eu classifico o gosto da maioria da massa alienada como o corriqueiro, minha idéia foi justamente transformar o que você falou no que virou. Aos poucos você vai melhorando a interpretação dos textos.

    Ah sim, eu obedeci suas ordens e estou escrevendo tudo como sempre escrevi:- De boca calada.

    Mas essa nossa parceria poderá ainda render muitos frutos. Adoro que alimentem minha criatividade.

    Aquele abraço, vou escrever o post de hoje.

  5. rodrigonunesouza
    fevereiro 18, 2010 às 23:56

    Ixi, o Nm já escreveu… mas andei pensando sobre um post em homenagem ao seu do Michael Jackson; A foto do cadáver do Michael.

  6. fevereiro 19, 2010 às 00:48

    uma dica, quando você for explicitar os trocadilhos de alguém, lembre-se de não fazer disso um trocadilho … pois parece bem estúpido. É como ser cínico… se as pessoas não entenderem, o idiota será você.

  7. rodrigonunesouza
    fevereiro 19, 2010 às 01:44

    Ou não. Os idiotas são a massa, mesmo que não sejam capazes de entender os reais motivos.

  8. fevereiro 19, 2010 às 06:17

    ser ou não idiota não depende de suas atitudes, e sim da maneira como a massa vai enxergar ela. Quer um belo exemplo? o otário, no brasil, é aquele que não se corrompe, que não acha bonito passar a perna nos outros.

    a massa é idiota, e você é idiota para a massa a partir de certo ponto.

    não estou dizendo que você precisa agradar a massa, só digo que subversão tem limite hauehouaheouahoeua

  9. rodrigonunesouza
    fevereiro 19, 2010 às 14:31

    O Idiota é o príncipe Míchkin, do romance de Dostoiévski, que basicamente é um pouco do que você exemplificou.

    O personagem é basicamente uma mistura de Dom Quixote com Jesus Cristo.

    Muito Bom o livro, mas acho que a Amy não ia curtir muito.

    A idéia do meu poema, foi só pluralizar o que estava individualizado. Se você critica o comportamento singular, eu critico o comportamento tão plural e corriqueiro que opta por uma aversão automática pela erudição.

    Pluralizar, porque naturalmente a maioria não é lá muito apegada à erudição, e com certeza até tem um certo asco em relação a ela.

    Achei que não seria necessário a explicação, mas parece que é. Dediquei o poema aos que comentam defendendo o Michael com insultos, até porque, por mais que eu seja um perfeito idiota para eles como bem sugeres, é a mesma forma como se adequam ao que tem real valor.

    O fato de a massa pensar que é idiota algo que tem valor artístico, é semelhante ao livro de Dostoiévski, isso é, os idiotas são todos e não somente o principe,isso é, somos nós e o povo.

    O ser humano é um idiota sempre que pode.

    E mais idiota é um poeta que tem de explicar o seu poema. Mas continuemos de boca calada e de dedos acelerados.

    Não se trata de subversão em ponto algum, só de inversão de ponto de vista. A burrice do povo é muito bela e muitas vezes sábia.

  10. fevereiro 19, 2010 às 17:27

    no final das contas, acabamos empatados ….

  11. rodrigonunesouza
    fevereiro 19, 2010 às 22:47

    Como dois idiotas.

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