Início > Que porra é essa? > Interpretando Coisas #01

Interpretando Coisas #01

Então gentalha, a novidade é muito simples. Espero que todos entendam. Uma vez por mês, ou em períodos muito pouco aleatórios, um de nós vai sugerir um trecho de alguma poesia/livro/novela/lema de sistema político totalitário/música/filme da xuxa … enfim, qualquer coisa que contenha uma informação interessante, e que pelo menos dois membros concordem com isso, e cada um de nós vai escrever uma crítica, um “eu acho” sobre o trecho. Não se preocupem, será uma leitura rápida, onde cada colaborador terá até dez linhas para dizer o que pensa sobre o trecho, e caso ele ache pouco, poderá se sentir a vontade para fazer um texto inteiro sobre o assunto depois.

Achou complicado? Mula!

Resumindo: pegamos qualquer coisa, jogamos em um post e cada colaborador vai escrever, em até dez linhas, o que pensa sobre o assunto

Mas óbvio que pedimos a vocês, leitores (se vocês existirem mesmo) que também deixem comentários sobre o trecho, ou xingando algum de nós sobre o que falamos, afinal de conta adoramos confirmar a teoria universal de que gente burra só sabe xingar e escrever MUITO errado

Raduan Nassar – Um Copo De Cólera

trecho extraído:

[…] já foi o tempo em que se via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo em que reconhecia a existência escandalosa de imaginados valores, coluna vertebral de toda ‘ordem’; mas não tive sequer o sopro necessário, e, negado o respiro, me foi imposto o sufoco; é esta consciência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agora minhas preocupações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio – definitivamente fora de foco – cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você que vive paparicando as ciências humanas, nem suspeita que paparica uma piada; impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi conscientemente que escolhi o exílio, me bastando hoje o cinismo dos grandes indiferentes […].

Bem, que tristeza do sujeito ein… eu recomendo alguma atividade de lazer, essa depressão ai nem fossa desentope, só religião pra curar. Isso ai pode ser crise existencial de quem exagera se masturbando com pornografia.

—Rodrigo Nunes

Foda-se

—NM

É pra falar alguma coisa aqui né. Pois bem: Esse texto é tenso, sendo bem escrito, acaba até bonito nas palavras, nada perfeito, tenro, carismático, e identificável pq sei como o brasileiro sofre. Bem brasileiro. É um clima brasileiro na linguagem, independentemente da ação ou conteúdo. Isso mermo. Não me agrada muito. Reconheço seu valor como médio ou medíocre. Na moral, apesar do orgulho nacional.

—Raphael Zaratrusto

Niilista? sim! verdadeiro? também. Mas não é incrível como esse texto pode ser aplicado nos dias de hoje? como foi aplicado na época da ditadura? Gosto de textos “adaptáveis” assim, o ruim é saber que só são “adaptáveis” pois o país não mudou o quanto deveria ter mudado. O Brasil é uma merda que, com o cú já sujo, tu percebe o rolo vazio de papel higiênico.

—Nuno Rosa

Anúncios
Categorias:Que porra é essa?
  1. raphaelzaratustro
    dezembro 14, 2009 às 17:31

    Po medíocre nada, li de novo e é bem escrito pra caralho. ;D

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: