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Informações sobre a origem de comentários ínfelizes no blog.

Um Troll , na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars.
O comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas. Perante as provocações insistentes, as vítimas podem (ou não) perder a conduta civilizada e envolver-se em agressões pessoais.
Há trolls de todo tipo, desde o mais ignorante e rude que xinga e provoca floods, até o mais apto intelectualmente que discursa com o objetivo de desestabilizar o interlocutor e levá-lo a fúria para depois desqualificá-lo, matando seu argumento e abalando sua reputação num forum. Para o troll, a reação a um comentário polêmico é considerada uma diversão, uma forma de extrair prazer na indignação das pessoas e observar seu desequilíbrio emocional e mental.
Há várias sistemáticas desenvolvidas por trolls para actuar num fórum de Internet, entre elas:
Jogar a isca e sair correndo: consiste em postar uma mensagem de polêmica muito grande já esperando uma grande reação de cadeia e flame war. Porém o troll não se envolve mais na discussão ele some após a mensagem post original e se diverte com a repercussão. Uma forma mais branda é postar noticias polêmicas só para observar a reação da comunidade.
Induzir a baixar o nível: alguns trolls testam a paciência dos interlocutores, induzem e persuadem a pessoa a perder o bom senso na discussão e apelar para baixaria e xingamentos. Com isso, o troll “queima o filme”, consegue que a pessoa se auto-difame na comunidade por ter descido a um nível tão baixo.
Repetência de falácias: outro método usado que induz ao cansaço, aqui o troll repete seu conjunto de falácias até que leve seu interlocutor à exaustão, vencendo a discussão por abandono do oponente.
Desfile intelectual: um troll pode ter bom nível intelectual, vocabulário sofisticado diante dos outros discursantes, desfilar referências e contradizer os argumentos dos rivais por conhecimento e pesquisa, muitas vezes os expondo ao ridículo e questionando sua formação educacional.
Transpor autoria: é muito comum também um troll acusar sua vítima de ser um troll para tirar de si a identificação como tal, abrindo caminho para alternativas anteriores.

O que motiva um troll a agir geralmente são: auto-afirmação, ideologia, fanatismo, sacanagem ou simplesmente ociosidade. Em entrevistas na Usenet, trolls famosos confessaram que buscavam apenas um pouco de atenção e combater o tédio do cotidiano. A maioria deles também portava alguma característica mal-resolvida de personalidade, como trauma, fracasso financeiro e amoroso e até diagnósticos psiquiátricos.
Alguns trolls simpatizantes por determinado assunto agem em grupo, muitas vezes numerosos. Dentro desse grupo alguns tem papel na argumentação, outros na ridicularização e outros apenas na concordância, intimidando o adversário emocionalmente e quase sempre o levando a abandonar a discussão. É muito difícil combater trolls em grupo, sendo um Moderador necessário para banir todos em caso de persistência.
Em certos fóruns esses indivíduos podem ser forjados por uma única pessoa, respondendo por várias pessoas virtuais diferentes para embasar sua própria opinião. Esse recurso é conhecido como clone e sua eficácia depende da eficiência do Moderador de um forum que pode facilmente identificar clones por números IP.
Há casos de um moderador se aliar a um grupo de trolls e atraírem vítimas a expor a sua opnião e discordância aos temas debatidos mas que logo em seguida são massacrados por todos. Isso gera o sentimento de satisfação a todos da comunidade. Esse fenómeno é recente e actualmente observado em blogs e comunidades do Orkut, onde os moderadores/autores actuam por meio da intolerância, preconceito e provocação (disfarçados de opinião) e junto formam um elo comunitário de auto-afirmação.
Para combater trolls de forma eficiente, aos usuários e frequentadores de comunidades apenas uma grande eficiente regra: Não alimente os trolls. (do inglês Don’t feed the trolls). Significa ignorar completamente alguém que se comporta como troll mesmo que a vontade de responder seja grande. Um troll não tem nada a perder, ele sempre vai voltar e incomodar – ele precisa de atenção para obter prazer e ser bem sucedido. Ignorando um troll os usuários não apenas intimidam seu ato como também provocam profundo desgosto e frustração nele. Isso nem sempre é fácil e exige às vezes muito esforço da comunidade por meses mas o metódo é eficiente. Se ninguém absolutamente dá atenção ao troll, ele desiste de actuar por desgosto de não conseguir resposta às suas provocações.
No caso de blogs e comunidades, apenas ignorar e evitar a frequência ao local. Por mais que sejam revolvantes em conteúdo, a presença apenas por trolls uns concordando com outros põe em xeque a credibilidade do blog/comunidade e este não mais é levado a sério. No orkut convém também denunciar a comunidade à equipe do site.
Aos moderadores de comunidades, existem meios de evitar que um troll provoque estragos, as recomendações são as seguintes:
Estabelecer regras rígidas de comportamento e respeito a outros usuários, vigiar todo o conteúdo das mensagens para se certificar que nenhum direito está sendo violado.
Cortar pela raiz comentários provocativos, banindo temporária ou permanentemente os autores e aqueles que replicarem.
Ignorar ameaças (morte, processo) agir friamente em face de um clima desestabilizado.
Não deixar se envolver ideologicamente contra a opinião do troll, isso leva à geração de novos trolls que discordam do anterior e tem respaldo do Moderador. Isso abala a credibilidade do próprio forum.
Fazer checagem de IP sempre para certificar-se que não há clones. Dar um ultimato a um grupo de opinião troll quando esses começarem a passar dos limites e não hesitar de banir todos eles se o caso for de persistência.
Deletar todas as mensagens do troll a ponto de que ele tenha todos os seus comentários deletados, gerando cansaço e desistência. Esta regra é um tanto invasiva, não tão bem vinda e muito perigosa, pois pode afastar contribuidores legítimos apenas levantando pontos de polêmica na comunidade. É também usada como meio de ferramenta de um moderador censor/troll, o que pode arruinar a comunidade e sua reputação.
Há muitos temas que são campo de atuação de trolls. No início do fenômeno na Usenet era observado embates de opinião sobre tecnologia: computadores, sistemas operacionais e empresas de tecnologia e até hoje esse é um grande motivador aos nerds e geeks que habitam comunidades. O termo nasceu nesse meio e ainda é mais conhecido e propagado nele.
Em fóruns mais generalistas, a discussão política e de temas polêmicos é muito grande movimentando grande números de pessoas e opiniões. Atualmente o fenômeno pode ser constatado no Orkut em comunidades de Neoliberalismo e Marxismo. Há também um fenômeno de trolls que se unem em ideologias condenáveis e criminosas, como suporte ao nazismo, racismo, homofobia, abuso sexual de menores e difamação à mulher.
Há também em menor quantidade movimentos trolls de religião, medicina, cinema e música (mais especificamente Rock).
A par da evolução das técnicas de trolling, também as contra-medidas evoluiram.
Usenet – uma forma típica é o spam ou crossposting. Aqui o troll desrespeita regras de etiqueta importantes do grupo de discussão, sejam elas quais forem. De facto, existem grupos onde medidas drásticas tiveram que ser tomadas para limitar estes abusos;
Lista de discussão (a.k.a. mailing list) – facilmente controlável, uma vez que são administradas e o troll pode ser banido (bloqueado);
Fóruns – locais de discussão, por vezes intensa (sem necessariamente envolver trolls), é possível em alguns sistemas moderar o troll através do trabalho eficiente da moderação. Geralmente em fóruns são facilmente reconhecidos por suas atitudes, entre elas podemos citar: Uma de suas características em discussões em fóruns e postar ofendendo pessoas que ele não conhece, falando coisas do tipo “quem usa Sistema operacional XXX é bixa escrota” ou “essa música é de viaddos escrotos” e ainda “tem que ser um um doente retardado para comprar um placa de vídeo de não sei quantos mil reais”. Esses são alguns exemplos entre outros arroubos de recalque extremo. Em fóruns onde existe pontuação de usuários geralmente eles tem poucos pontos. ;
Wikis – espaços de edição colaborativa, onde por vezes surgem conflitos difíceis de detectar: se um dos intervenientes é um troll ou se tem apenas uma opinião divergente. Nestes sistemas, o troll tende a tentar desacreditar a cadeia de poder (administradores, por exemplo), e posteriormente fazer-se de vítima, quando desmascarado;
Weblogs – nestes locais de livre expressão de opinião, o troll costuma deixar mensagens provocadoras, ou difamatórias. A facilidade da interligação entre diferentes weblogs contribui para o crescimento do troll. Num fenômeno mais recente, existem agora Blogs Trolls onde os autores atiçam desconhecidos a opinar e os massacram com sua comunidade de apoio (outros comentaristas).
IRC – outro meio de comunicação antigo, onde o troll se diverte através de uma grande variedade de técnicas, a desrespeitar as regras de etiqueta pré-estabelecidas. Neste meio pode ser banido ou expulso do canal (sala), ou mesmo do servidor, em casos mais graves.
Orkut – Através da criação de perfil falso, o troll semeia o caos e a discórdia nas comunidades, quebrando toda e qualquer etiqueta. Só resta então à moderação expulsá-lo. Os trolls que usam perfis verdadeiros geralmente atraem muito ódio em seus perfis e passam a ser difamados na rede. Existem alguns grupos de Trolls, como o antigo grupo “The invaders” e os “homens de bem”, que têm várias comunidades polêmicas. Outros atacam comunidades relacionadas a religião, desrespeitando seus membros.
Last.fm – Nesse site o troll costuma zombar das pessoas que ele considera que não tem um “bom gosto” musical ou escrevem coisas que a seu ponto de vista são “embaraçosas”, atacando nas páginas dos artistas ou perfis pessoais. Geralmente, a moderação costuma banir casos mais extremos.
Público (jornal) – Na versão online do jornal público a maioria dos comentários são feitos por “trolls” que deturpam a notícia de acordo com a sua visão distorcida da realidade. Uma das características mais interessantes dos trolls do jornal público é o facto de a noticia não ser relevante para o seu comentário, sendo que inevitavelmente acabam por falar sobre ortografia, comunismo, fascismo, racismo.
Arca de Noé (forum) – No forum de discussão sobre animais Arca de Noé existem comentário feitos por trolls fanáticos dos direitos dos animais que costumam transformar “posts” sobre
adopção ou aquisição de animais de raça em batalhas sobre os direitos dos animais. Os trolls podem também transformar “posts” sobre namoro ou acasalamento em batalhas sobre adopção de gatos abandonados sem qualquer respeito pelo objectivo inicial do tópico.

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  1. NM
    dezembro 8, 2009 às 20:49

    ­”Em certos fóruns esses indivíduos podem ser forjados por uma única pessoa, respondendo por várias pessoas virtuais diferentes para embasar sua própria opinião. Esse recurso é conhecido como clone e sua eficácia depende da eficiência do Moderador de um forum que pode facilmente identificar clones por números IP.’

    Oonde que eu vi isso hoje, mesmo?

  2. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 20:51

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Vc viu em http://WWW.wikipedia.com

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 21:36

    Por isso que eu gosto desse blog!

  4. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 21:42

    Se decidissem pelo meu exílio, isto renderia um bom chororô. Seria uma pena mui dura. Se bem que nosso mentor Sr. Euríclides Beníssimo já havia nos precavido quanto às perseguições inevitáveis. Ele deixou publicar na internet desde que fosse no DefeitoColateral, blog o qual, ele encontrou graça.

  5. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 21:43

    Graças a Deus que tudo terminou em Paz.

  6. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 21:46

    Mas esse nosso mestre não se furtou em nos treinar para injustiça, o que ainda assim seria uma grande perda.

  7. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 21:49

    A injustiça constrói pirâmides, ou é a religião ?
    Fiquei em dúvida.

    Acho que é a religião que constrói injustiça, ou pelo menos absolve a injustiça obrigando a aceitação da massa.

  8. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 21:51

    As pirâmides são a glória dos homens. Injustiça seria não poder exercê-la.

    A glória é direito de quem pode.

    Além disso está a massa.

  9. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 22:01

    Se o senhor quiser realmente aprofundar a discução: religião é instituição de homens: para que servem, objetivamente? Sr, Bode.

  10. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 22:02

    Premissa falsa, nem toda religião é insituição.

  11. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 22:02

    Servem objetivamente pra nada, a não ser enganar otário.

  12. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 22:04

    enganar otário é um fim em si mesmo ou é um meio para algançar algo distinto, e se sim o que?

  13. raphaelzaratustro
    dezembro 8, 2009 às 22:11

    (não falei que TODA religião é instituição, o que só comprova sua miopia endêmica, em varredura de falácias, falaciosamente.)

  14. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 23:00

    Poder.

    religião é instituição de homens: —– E não é.

    Algumas religiões, a minoria delas, se transformam depois em instituição.

    Não há miopia endêmica alguma, você fez uma premissa falsa, que como é incapaz de justificá-la, ataca a minha visão, que não é mesmo das melhores.

    Meu raciocinio continua intacto e o seu permanece falacioso.

    Dificilmente qualquer situação mudará essa realidade.

  15. rodrigonunesouza
    dezembro 8, 2009 às 23:02

    “Num fenômeno mais recente, existem agora Blogs Trolls onde os autores atiçam desconhecidos a opinar e os massacram com sua comunidade de apoio (outros comentaristas).”
    Bela filosofia de vida essa.

  16. raphaelzaratustro
    dezembro 9, 2009 às 00:30

    Poder né.

    Então religião não é instituição de homens.

    Seria de animais né bundunguina?

    Religião é instituição de todos os animais autores da História das Ciências Humanas e Sociais. E Deus o coelho que esses cães competem ilusioriamente para alcançar e que nunca conseguirão agarrar. Não é Bundunguinha?

    vai lá Mr. Premissas Falsas:

    “Instituições são organizações ou mecanismos sociais que controlam o funcionamento da sociedade e, por conseguinte, dos indivíduos, mostram-se de interesse social, uma vez que refletem experiências quantitativas e qualitativas dos processos socioeconômicos. Organizadas sob o escopo de regras e normas, visam à ordenação das interações entre os indivíduos e entre estes e suas respectivas formas organizacionais.”

    Se tu se restringiu endemicamente (como de costume) à Instituição Jurídica ou registrada em cartório, o senhor está coerente dentro de sua configuração de pensamento própria.

    Porém se tratamos de Instituição Lato Senso, mais uma vez é uma fálacia dizer que a afirmação “religião é uma instituição de homens” seria uma “premissa falsa”.

    Tu que aprecias o debulhar das idéias e argumentações, e que defende a PROVA pelo RIGOR CIENTÍFICO com suas UNHAS E DENTES tal como um romântico impetuoso veemente, prove que “religião é instituição de homens” é falso.

  17. Nuno Rosa
    dezembro 9, 2009 às 00:36

    deus do céu, fico doze horas sem entrar no blog e vejo texto novo com 16 comentários, pensei que tinhamos estreiado propaganda no G1 O_O

  18. rodrigonunesouza
    dezembro 9, 2009 às 04:34

    Simples, Basta notarmos que existem religiões não institucionais. O dominio público por exemplo, e outras formas de crença sobrenatural não institucionalizadas.

    Qual é o instituto da macumba com farinha e galinha preta ? Realmente se existir, ele terá ainda de aceitar que existem outras correntes não instituidas coletivamente, mas de abrangencia subjetiva e pessoal do indviduo que pira na sua própria piração.

  19. rodrigonunesouza
    dezembro 9, 2009 às 04:38

    Qual o instituto que trata das crenças mortas ? Aonde moram os deuses que não são mais adorados ?

    Existem em algum lugar do imaginário humano, um museu de DEUSES.

    Imagino um dia construir, de tudo que já foi visto como DEUS.

    Como ECO fez o seu história da Beleza, porque não fazermos, a HISTÓRIA DOS DEUSES.

    Alguém é capaz de provar que A BELEZA EXISTE ?

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