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Death Note e a Literatura Clássica.

Desculpem leitores minhas duas semanas sem posts , pois eu estava em vias de mudança de  conexão (de rádio para ADSL mais precisamente) e não encontrei outra formas para postagem de textos e graças ao misericordioso Senhor (NM) eu poderei regularizar minha situação.

Espero que o texto esteja de bom grado.

Death Note, obra nipônica de muita polêmica e discussões pelo mundo todo foi o destaque de minha semana, pois ao começar a vê-la muitas referências me vieram á cabeça e todas elas de cunhos intelectuais clássicos.

Tais idéias são oriundas de mitos como o Fausto de Goethe e o toque de Midas, sendo assim, foram motivo para uma profunda reflexão sobre similaridades entre estes citados e o caderno cujo possuidor ao colocar o nome de qualquer pessoa que ele tenha em mente quem seja de uma forma ou de outra falecerá.

Fausto conta a história do protagonista homônimo que faz um pacto com o “coisa ruim” (ou coisa boa para quem prefere…) para obter todo um triunfo imediato sem que sejam necessários quaisquer esforços para se chegar ao ônus, o preço obviamente sendo a alma do pobre coitado que só visava o material. A semelhança na qual percebi é que Raito assim como Fausto ao colocar as mãos em um produto vindo das trevas sente-se um passo á frente do que toda humanidade, quase como um sentimento de onipotência sobre o poder que á ele foi concebido de poder julgar como bem entende o destino daqueles chamados de criminosos pelo código de leis do mundo e assim quando e como morreriam. Além disso, ambos mexem com práticas do ocultismo das quais eles não possuem o mínimo discernimento á cerca do assunto, enquanto seus tutores trevosos dão toques relacionados ao mal que eles podem estar afrontando levianamente e nem ouvidos estão sendo dados aos conselhos passados por autoridades do burlesco e soturno “outro mundo”.

O toque de Midas está no fato de que muito ambicionar um poder sem prever suas consequências pode acarretar em finais dramáticos e infelizes, como o do Rei que ganhou o poder de converter tudo que tocasse em ouro, no qual á extremos em que não tinha mais controle sobre aquilo e acabou ele próprio transformando-se em material para ourives cuidarem, e Raito por sua vez de tanto matar pessoas com tal instrumento acabou morrendo pelo mesmo meio afirmando uma das frases que nunca sairão do hall de grandes ditados: “Quem com o ferro fere com o ferro será ferido”.

Isso mostra que o clássico ainda mantém seus traços no contemporâneo, atravessando eras e mantendo-se firme e forte afirmando sua eterna utilidade para a cultura e comportamento do ser humano. Por isso que o ler e pesquisar são tão importantes, pois nunca se sabe quando uma boa informação pode ser necessária. Então não tenham vergonha e nem preguiça de ouvir qualquer idéia que tem um cunho verosímil.

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  1. Bixcoito!
    junho 15, 2009 às 17:53

    Faz sentido, muito legal o texto, abriu a minha mente não só em relação ao Death Note mas como outros assuntos tão comentados, é bom pesquisar antes de pensar “nossa, isso é algo sem igual”. Cool!
    Mas Death Note rulezzzzzzz

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