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Hedonismo – vamos gozar a (na) vida

Esses dias eu estava voltando do trabalho, escutando meu MP3 e decidi, só para variar um pouco, prestar atenção nas músicas que eu escutava. Me surpreendi tanto que achei até um motivo para um texto.
Sempre admirei Cazuza, mas não o Cazuza músico, e sim o Cazuza poeta. Suas letras são carregadas de sentimentos, de expressividade, e isso faz com que as letras que Cazuza compunha sejam de um teor “verdade” incrível. Se vocês nunca reparam na poesia das letras, devo avisar-lhes que estão perdendo um dos maiores poetas modernos que o Brasil já teve.          A música em questão é “vida louca vida breve”, que diz “vida louca, vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve”. O significado é óbvio: se não podemos com ela (vida), junte-se à ela, desfrute o máximo possível, se deixe levar pelo viver. Não lembro quem uma vez disse que “viver é algo raro, a maioria das pessoas apenas existe”(Edit BY NM: Oscar Wilde, e puta que pariu, cuida os erros de português antes de postar), e sabe que isso é a mais pura verdade? Se vocês ainda não captaram, hoje vamos prosar sobre “Hedonismo – join the party”.
Já cansamos de dizer aqui no blog como anda nossa pequena e “civilizada” sociedade. Estamos mergulhados em um consumo exorbitante, nos é exigido cada vez mais um trabalho repetitivo e nada artesanal, nos ensinam que o certo é pensar como a massa, que o certo é agir como a massa, e assim vamos apenas existindo, sem ter um real sentido para isso. Sei que parece muito niilista, mas a grande verdade é que o grande público é extremamente niilista, só que não sabem. Estamos vivendo um momento que a cada passo que damos à frente, damos dois para trás em termos de “humanidade”, estamos perdendo uma boa parte do nosso cérebro, e nem nos importamos com isso, por que em troca de alguns bifes de material incéfalo, você consegue dinheiro, que você troca por algo que almeja consumir. Você esta certo em fazer isso? É óbvio que sim! E é aqui que eu me ferro, por que ser hedonista, como eu mesmo admito ser, significa aproveitar todos prazeres da vida, e sabemos que a grande maioria dos prazeres da vida custam caro (se não são todos eles). Deveríamos aprender a aproveitar coisas que são de graça, como uma boa caminhada por um bosque ou aproveitar a visão de um campo coberto por névoa. Sei que tudo isso parece bichice, mas é verdade! Esquecemos de admirar coisas tão bonitas que hoje em dia é muito mais comum achar algo feio do que achar algo bonito. Nos acostumamos com uma ideia de cinza e asfalto que o mais comum se tornou admirarmos coisas feias, nos prendemos admirando a podridão, isso é um horror … foi assim que nasceu a arte contemporânea, mas enfim, o assunto é outro.
Voltando à Cazuza, até que ponto ele esta certo? Não deveríamos simplesmente ligar o “foda-se” e deixar acontecer para ver onde vai dar? As pessoas precisam aprender a jogar um pouco as coisas para o alto, mandar o mundo a merda bem mandado. A vida tende a ser muito objetiva conosco, prova disso é que nós vivemos e morremos, não existe um meio termo para isso, e acabamos complicando tudo. Cazuza esta certo em nos dizer para viver (só não se esqueçam que foi vivendo que ele contraiu HIV e morreu), mas, como a maioria das pessoas, ele não sabia medir as coisas, e acabava vivendo em um mundo fantasiado, acabou vivendo e morrendo no Rio de Janeiro dos anos 80, sendo mais uma vítima de uma geração que vivia até DEMAIS.
Mais vale vinte e quatro anos bem vividos? Ou uma vida inteira cheia de lamentações e arrependimentos? As pessoas que se consideram hedonistas, acreditam apenas nas formas de prazer, e para elas, viver é o que importa, independente de quanto tempo, aproveitar o agora, esse momento, é o que importa de verdade. Seguir apenas as emoções tende a ser muito mais prazeroso do que se prender à razão, e obviamente muito mais perigoso Mas do que é feita a vida se não de riscos, sorte e azar? Ela acaba se tornando um jogo onde você não aposta por medo de perder, e acaba assim tendo a mesma mão de cartas que você tem desde o começo do jogo. A maioria das pessoas se suicidam ao se darem conta disso, e eu apoio sua decisão … afinal de contas, não há nada mais radical para acontecer na vida do que …. morrer. Acho que para responder a pergunta que fiz no começo do capítulo, é preciso que cada um pense no que lhe satisfaz, e, em uma realidade pessoal, o que é possível fazer para ser feliz.
Se nem todos somos hedonistas, acho que devemos todos nos tornarmos. Se existe alguma coisa nessa merda de vida que devemos fazer, é fazer de tudo para conseguirmos sorrir SEMPRE. Acho que a verdadeira felicidade é aquela pessoa que sorri mediante o abismo, e não o faz apenas por desespero, e sim por … por ser uma pessoa que achou o significado de “felicidade”. O único caminho da vida é esse, e espero que todos vocês que esteja lendo isso cheguem a essa mesma conclusão: don’t worry, be happy.
Se eu pudesse escolher uma maneira de morrer, digo com toda certeza que eu adoraria morrer de rir.

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  1. kevin
    maio 11, 2009 às 13:36

    hoje eu vi a redença coberta por nevoa indo pra aula :D
    ninguem me perguntou mas que se foda eu sou feliz

    e pra não perder o costume de velho reclamão:
    vão tomar no cu se não gostaram, bichonas!ò.ó

  2. César
    maio 12, 2009 às 02:01

    Meu sonho é morrer caindo das alturas. Hahaha…
    Ah, onipotência…

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