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Eu odeio criar títulos

Eu costumo definir o ser humano como hipócrita por natureza. Não existe alguém que não seja hipócrita, existem os que não vêem.

Mas a questão que quero colocar, talvez não tenha nada a ver com o título ou com esse pequeno mini paragrafo (Minha professora da oitava série, dizia que isso em uma dissertação se chamava ”tópico frasal” ou sei lá. Algo assim. Letristas de plantão, corrijam-me. Ok, voltando pro texto).
O que eu quero falar exatamente são sobre modas, ou se você preferir, e com certeza é o termo que melhor se encaixa, tribos urbanas.
Aprume-se na cadeira, e acompanhe meu raciocino tortuoso que em meses eu não consegui dar fim, e sim, eu não consigo me concentrar em apenas uma coisa para escrever. Mas então, você, jovem desocupado entre seus 15 e 20 e tanto anos, já deve sair de casa com uma certa frequência, ir para lugares longe sem a presença dos pais, e se depara com tudo quanto é tipo de gente, e tudo quanto é tipo de tendência que parece ser impossível existir tantas.
Existem de pagodeiros a metaleiros, de funkeiros a clubbers, de emos a indies, até as pessoas que querem ser indiferentes a isso tudo podem ser enquadrados dentro de um conceito definido. Existe definição para tudo hoje. Menos para o que diabos servem logaritmos.

O que cada tribo tem em comum? O hábito de odiar as outras, não sei direito até que ponto isso se torna prejudicial, de imaginar que uma pessoa é inferior a você só porque ela é um idiota (no seu ponto de vista).
Agora acho que consigo falar de hipocrisia.
Mas então, o que eu vejo de mais comum são pessoas de DENTRO dessas tendências odiando pessoa que se enquadram nela. Exatamente isso, eu estive por alguns meses tentando entender porque isso acontece, pessoas relativamente comuns são muito fáceis de se entender e explicar.
Acontece o seguinte: O ser humano gosta de aparecer. Vão tomar no meio do cu de vocês que ele GOSTA sim. Por isso você usa uma roupa de marca, ou aquela roupa que é muito bonita (que bonita sua roupa, que roupinha mutcho louca.) ou seja lá o diabos de motivo que você usa seus trapos. Sei que vão existir pessoas que ao lerem algo desse tipo vão pensar ”Mas eu não me importo, e não me visto para aparecer e mimimi”, bom, se tu não se importasse tu andava ou pelado ou como um mendigo. Tu faz isso? Não. E dai vem aquele outro mimimi ”Ai, mas eu gosto de me vestir bem”, então tu se importa em NÃO se vestir mal e em NÃO parecer com um mendigo. Percebe isso? Mesmo inconscientemente tu quer chamar a atenção com a sua roupa.

Isso me leva a outro ponto: Não é só querer aparecer. Ora, quer algo que seja mais chamativo que ser diferente? Vai dizer que você não olha quando passa uma pessoa manca, vesga, com duas cabeças ou três pernas? O diferente chama a atenção. Só que no momento que isso entra na moda, o diferente NÃO É mais diferente. Passa a ser somente, comum. Por isso que pessoas dentro das mesmas tribos costumam falar mal uma das outras: Querem exclusividade, querem ser legais e descolados. Mas tu não pode ser descolado e chamar a atenção daquela guriazinha se existem outros QUINHENTOS que se vestem exatamente como você para chamar a atenção da mesma guriazinha.
Oh, ai vem a doce e bela hipocrisia, apelam para coisas do tipo ”Ai, mas eu me visto assim faz tanto tempo, ele começou a usar a roupa ontem”. E dai? Tu já teve um ontem, seu monte de merda! Tu não é diferente porque começou a mais tempo, só mostra que aos seus vinte e tantos anos você ainda é um completo débil mental por se preocupar com coisas tão pequenas! Você que inventou a tendência? A menos que você costume enfiar potes de pepino no rabo, cê não inventou merda nenhuma. Provavelmente se baseou em alguma foto da internet. Ta que você pode ser criativo, mas e dai? Existem milhares de gente MAIS criativa que você ao redor do mundo.

Sejam francos: Todo mundo pode ser rotulado com algo, todo mundo tem a tendência natural de querer chamar a atenção, seja com qualidades estéticas, dotes artisticos, QI, Play 3, o diabo que seja. Vivemos em um mundo que somente os melhores se destacam. É por isso que vemos todos os dias jovens a todo o custo tentando parecer único. Os motivos não importam: Está lá. E pode ser compreendido.

Ah caralho, mais um texto que totalmente sem nexo meu. Foda-se, a partir de hoje me intitulo dadaísta.

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  1. César
    abril 16, 2009 às 01:05

    Jovens… Jovens… Que classe mais deprimente. Hoje na época do “não bato em meu filho pois posso traumatiza-lo” a coisa tá meio… Complicada. Os “jovens” (que na verdade são animais) estão cada vez mais… Vulgares. Garotinhas dando o brioquinho, menininho ficando bêbado, menininho DANDO o brioquinho, fumando, cheirando, achando que mandam.

    Não levei tanta paulada quando pequeno, mas acho que foi o suficiente para eu me dar conta que… Não sou melhor que ninguém pelo simples fato de eu ser isto, ou pensar aquilo…

    (se bem que com o passar dos anos me tornei um megalomaníaco que… Céus. O megalomaníaco com a menor auto-estima do mundo! :P)

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