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David Bowie e a primeira reutilização de textos

Então, sábado é meu dia de postar texto, e eu não fiz nenhum (sim … sem comentários) então vou reutilizar um texto meu feito prum sitezinho por aí … um lugar cheio de punheteiros e gente que adora dar F5 no Omelete.

Roqueiro, bissexual, esquizofrênico, drogado, compulsivo e magricelo. Assim é David Bowie, um dos astros do rock dos anos setenta/oitenta, e um dos poucos representantes do glamour rock, que, diferente do emo, usava maquiagem para se travestir, e não para ficar com cara de mau.
Dia oito de janeiro de 1947 nasceu, em Londres, David Robert Jones, o que seria um dos astros do rock mais glamuroso que já viveu ou vai viver (mais glamuroso até que new york dolls…). Ele seria um menino normal, teria a pupila esquerda paralisada por causa de uma briga de colégio, usaria muitas drogas, dividiria apartamento com Iggy Pop e daria algumas voltas nas telas do cinema.
David Bowie começou a carreira como cantor folk, em 66, gravou alguns compactos sem muito sucessso. Diante do fracasso com algumas das primeiras bandas, com as quais usava ainda o verdadeiro nome, o camaleão do rock criou Major Tom, um astronauta que ficava perdido no espaço, em 1969, e o astronauta, la no espaço, viu sua música ficar no top das cinco melhores músicas da Inglaterra. Três anos se passaram sem que Bowie desse satisfações sobre sua carreira musical, e em 1972 começou a pegar interesse em roupas coladas, cabelos com laquê e batom, e perdeu o interesse por mulheres e por uma vida politicamente correta. E, uma cheirada aqui, outra picada ali, nasceu um mundo destinado a acabar em cinco anos e Ziggy Stardust, o último rock star andrógino , que acabou, além de morto por seus fãs, julgado como o melhor disco dos anos 70. O albúm também marca o iníco das turnês de Bowie, e as turnês marcam a produção das letras das músicas de seu próximo disco, Aladdin Sane.

let's dance, put your red shoes and dance the blues ...

let's dance, put your red shoes and dance the blues ...

Depois do grande sucesso de The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars, Bowie fica fora dos olofotes para voltar e lançar Diamond Dogs, produto de uma idéia de uma cidade num selvagem futuro apocalíptico, que ele escreveu para ser um filme, mas a idéia não seguiu muito adiante e ele transformou suas idéias em letras e melodias. O disco foi feito em 1974, quando Bowie estava obcecado por ritmos como o Soul e o R&B. A grande turnê que fez nos Estados Unidos foi marcada por efeitos especiais teatrais e por suas coreografias, o que chamou muito a atenção do público, que ficou abismado de ver tanto frescura em um show de rock (mas estamos falando de David Bowie, então …). Essa turnê rendeu um documentário, filmando seus momentos fora e dentro do palco, o que acabou levando ao conhecimento do público o abuso com as drogas, em especial a cocaína. E nesse período de sua vida seu estado psicológico entrou em colapso, sua esquizofrênia decidiu aparecer e isso rendeu seu disco David Live, que era um compacto com músicas ao vivo, e também servia para dizer que ele estava vivo, e o LP ganhou um segundo nome: David Bowie Is Alive and Well and Living Only In Theory. Estava feito o barraco, a vida do Astro havia ficado publicamente explicita e ele tira umas férias na Filadélfia, onde produz novo material, consome mais drogas pesadas e se prepara psicológicamente para a volta da turnê.
Interessado no cenário da música germânica, em meados dos anos 80, Bowie se muda para Berlim, onde divide apartamento com Iggy Pop, grava um compacto no mesmo tempo do também ídolo pop (candy candy candy i can’t let you go) e se livra de vez das drogas … de todas elas, inclusive a sua mais recente amiga heroína. Na Alemanha ele cria três álbuns de sucesso, que ficariam conhecidos como “Berlim Trilogy”. Low foi o primeiro, em 1977, e serviu para provar que Bowie não precisava de cocaína ou heroína para compôr porcaria nenhuma. No mesmo ano Bowie voltou, e lançou o LP chamado “heroes”, com a clássica música que definiria seu mais novo estado emocional: ele se deparou com a insignificância da vida,e quase voltou para as drogas. E o último disco da trilogia, Lodger, seria o final se sua estadia na cidade do Muro de Berlim (de acordo com alguns, a sétima maravilha do mundo …).
Depois daí Bowie lançou mais diversos discos, entre eles Scary Monsters, com seu hit Ashes to ashes, que ganhou alguns prêmios e alguns meses nas paradas dos Estados Unidos. Ele mudou de estilo, de cabelo e de pensamentos a cada novo disco, sempre acompanhando o estilo musical que o agradava, sem nunca esquecer suas raízes e matrizes, e sem nunca esquecer que estilo se tem … e nunca se compra.
Mas não só de música vive esse simpático artista multimídia. Bowie fez alguns filmes, nos quais participou tendo papeis de destaque ou tendo papéis secundários.Sua primeira aparição de destaque no cinema foi em o homem que caiu na terra, interpretando um alieníngena que veio a terra em busca de água, e vende sua tecnologia avançada para conseguir dinheiro. Teve papéis secundários e sem muita importância em filmes da vanguarda dos anos 60, e sua carreira se tornou esporádica, fazendo pontas em filmes clássicos como Criatiane F. (quem não concorda que a melhor parte do filme é quando ela vai até o palco para ver ele, ou quando a música de fundo é “heroes”?) e filmes mais novos, como Zoolander, onde interpreta um juiz de desfile de moda, e O grande truque, no papel de um cientista que inventa um tipo de máquina que duplica qualquer tipo de matéria.
Não há dúvidas de que, depois de Michael Jackson, David Bowie brilhou no mundo todo. Fez muito sucesso, tomou muitas drogas e soube quando parar. Não restam dúvidas que esse velho camaleão do rock foi o primeiro homem a tentar difundir a moda de saia masculina, de maquiagem, de andrôginia e de todo o tipo de coisas afetadinhas.

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