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A epopéia do Videogame [1]

Foi mais ou menos pelo dia 14/16 de janeiro, que eu em uma monótona divertida tarde de passeio por um shopping com a mulher, que eu me deparei com a seguinte oferta: ”Xbox 360, 1800 reais, ou 10x de 180”.
Confesso que a mais de uns dois anos eu namorava qualquer xbox 360 que eu visse em uma vitrine ou na casa de um amigo meu. Era realmente meu ”sonho de consumo do mercado videogamistico”, e sim, foda-se o PS3.

Ao ver o dito cujo do anúncio, comecei a fazer um cálculo mental e pensei ”Taquepariu, ESSE eu posso pagar!”, e assim sendo, comecei a longa dor de cabeça de tentar conseguir um produto com uma renda de 3 dígitos que mal me alimenta durante um mês, claro, havia uma saída, eu podia convencer o grande sábio que tudo nega, vulgo meu pai, a pagar metade da porra, assim eu não gastava muito e não ficava sem cigarros. Que? Comida? Comer que se foda, prefiro morrer de fome do que morrer de abstinência do meu maravilhoso vício.

Mas, como um dia você se foda, e no outro comem seu cu sem vaselina, convencer meu pai de que isso realmente era um bom negócio, se tornou mais díficil do que eu imaginei. Negócio é o seguindo, o grande sábio que tudo nega ainda me culpa por eu ter vendido meu PSONE, até explicar pra ele que entre um e outro tem uma distância tão grande quanto daqui a Urano, eu já teria escutado uma equivalência de palavras ”não”, que se fossem unidas em uma só palavra, criariam uma força cinética suficiente para explodir a Lua.

Mas não desisti, eu estava certo que ia comprar o Xbox, usei de todas as artimanhas possíveis para convencer O Grande Sábio do Não. Até que o venci pelo cansaço, claro, ponto para o time dos homens.

O quê logo me levou ao problema dois: Como diabos eu iria comprar a porra? Meu trabalho não é de carteira assinada, e nem tenho como comprovar renda de que posso pagar, mas tudo bem, o primeiro passo foi dado, O Sábio do Não já aceitou, tudo que tenho que fazer é esperar a boa vontade dele de vir para cá e comprar (o que, se minhas previsões estivessem corretas, aconteceria cerca de 5 anos após a volta de Jesus Cristo. Ainda bem que errei a previsão)

Mais cedo do que eu esperava, o véio veio (?) para minha maravilhosa cidade onde se frita ovos no asfalto (e se coze dentro das calças, rá, como sou engraçadão), para de uma vez por todas por fim nessa história e não querer ouvir minha voz pelos próximos 300 milénios. Enquanto esperava com ansiedade a chegada do Homem, Knorr, meu companheiro de aventuras, me ligou todo serelepe

– Fazer o que hoje?
– Sei lá, vou ir comprar meu Xbox. Quer ir junto?
– Bora.

Eu não sei qual é a emoção de uma pessoa ir as compras com outra, e ele veio a, provavelmente, se arrepender dessa decisão.
O Homem chegou mais cedo do que eu esperava, o Knorr ainda não havia chego, por sorte, o Homem tinha que falar com a Senhoria do muquifo em que vivo.
Enquanto esperava o Knorr, já namorava mentalmente meu Xbox, e os minutos pareciam horas, o tempo que o Véio demorou para sair foi quase equivalente a criação da terra. Por sorte, Knorr já havia chego, e ficamos na rua conversando sobre besteiras do tipo.

– O que vamos fazer hoje a noite?
– A mesma coisa que todas as noites, Pinky Knorr, tentar comprar um Xbox!

E por ai vai, conversa totalmente inútil em meio a um cigarro ou outro que eu acendia. Até que finalmente, O Sábio do Não sai de seu covil e diz:

– É muito longe?
– Mais ou menos, da para ir a pé.
– Ah, vamos de taxi.
– Se tu pagar, vamos

E assim fomos em direção ao nosso destino, ouvindo bobagens de dois velhos babões da casa dos 50 anos (O Sábio e o Taxista), provavelmente eles já não sabem o que é ”Sexo” a uns bons milénios. Ao menos pude zoar o sábio dizendo que ele já se encontrava na idade dos metais (Prata no cabelo, cobre no bolso e chumbo no cacete).

Chegando no Shopping de ricos chamado ”Moinhos”, adentramos fundo em suas entranhas para achar o que a frase do Knorr completa com precisão:

– Meu Deus, loja de pobre em shopping de ricos!

Sim, era uma das lojas Americanas, onde meu Xbox me aguardava em ecstase (?). Direto fui a atendente para pedir o primeiro que ela encontrasse, enquanto o Sábio se dirigia ao caixa para fazer toda a transação burocratica chata e…

…Continua no próximo episódio que já to cansado de escrever

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  1. fevereiro 19, 2009 às 03:07

    Fiquei curioso.
    Eu sempre quando ia comprar alguns brinquedo que tanto queria com minha mae,sempre ancioso,nunca tinha,estava em falta,o preço havia aumentado,enfim,dava merda sempre.Logo imaginei que contigo aconteceu o mesmo..vamos ver..

  2. fevereiro 19, 2009 às 03:09

    .

  1. março 4, 2009 às 13:09

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