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A idiotice de ser igual

Esse texto, diferente dos meus outros textos, merece começar com uma grande gargalhada, por que eu decidi escrevê-lo depois de constatar que é muito mais dificil fazer um texto sem ódio no coração, e percebi isso logo depois que desisti de escrever um texto sobre a visão, a fotografia e os desejos vouyer do ser humano, por que o texto estava ficando um grande texto de duas páginas de porcarias e frases curtíssimas com afirmações óbvias do tipo “a visão é importante”, “a fotografia serve como prova concreta de coisas” e “o ser humano gosta de sexo” … por isso vamos falar sobre: O ESTERIÓTIPO DE BELEZA E “NORMALIDADE”… você também deve odiar, não é? … Sério gente … me sinto muito melhor por conseguir me lembrar de algo que odeio para servir de inspiração …

Desde os primórdios, até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu nã … bom … o resto da letra não nos interessa, mas esse começo sim. Sempre existiu um esteriótipo de beleza na nossa sociedade. Na época medieval, mulheres extremamente brancas e “gordinhas” eram as mais desejadas por que essas características eram sinais de que ela não ia para a lavoura, não trabalhava debaixo do sol, e comia bem … por isso os quilinhos a mais. Muitos espécimes no mundo animal escolhem seus parceiros por serem mais frondosos, mais esbeltos e bonitos, como o pavão. É a boa e velha lei de Darwin se aplicando até mesmo no mundo da moda, somente os mais aptos sobrevivem. Estética e beleza é algo inerente do ser humano, algo que todos desejam já que ao mesmo tempo todos desejam ser desejados (espero que você tenha entendido).

Outra coisa extremamente normal do ser humano é determinar se tal coisa é “boa” ou “ruim”, se é “bonito” ou se é “feio”, mas isso não nos interessa tanto, basta entendermos que esse é o veículo que as pessoas usam para avaliar os outros. Não quero vir aqui e dizer que isso é errado, que não se deve julgar os outros e mimimi … falar isso seria errado, seria hipocrisia, já que eu mesmo, assim como você, julgo as pessoas, digo se elas são baixas demais, gordas demais, com gostos muito ruins … e sei que ninguém vai ter cara de pau de falar que passa os dias sem julgar ninguém. Vamos lidar com os fatos: as pessoas julgam, existe um esteriótipo de beleza, existem pessoas que rejeitam isso e existem as que fazem de tripa coração para estarem dentro desse mundinho.

Hoje em dia é “bonito”, é “certo” ser magro, andar vestindo roupas da moda, com pontos a mais se for de marca, homen ter cabelo curto, mulher alisado … ou seja, fazer de tudo para passar despercebido em público, sem ser notado, sem ninguém dizer que você é gordo demais ou bonito demais. Seguimos esse esteriótipo por causa, óbviamente, da mídia, que afirma que uma pessoa magra é, obrigatóriamente, uma pessoa saudável, seja fumante, seja alcoólatra ou seja o que diabos for … se for magro e tiver um rosto bonitinho “tá dentro”, não interessa o que você é, interessa o que você aparenta ser.

Geralmente são pessoas com mentes fracas, com conciência de plástico, que se acham muito bonitas para ter uma opinião formada de fato sobre alguma coisa que fuja seu próprio mundo privativo. Essas pessoas se refugiam em lugares onde existem pessoas como ela, que não discutem coisas que não lhes diz respeito, ou que pelo menos pensam assim. São seres humanos sem fundamento, com razões fracas, que fazem tudo que a sociedade exige, tudo que a sociedade acha certo … ou seja, são zés ninguém.

Do outro lado da balança, lá em cima, existe um número ainda mínimo de pessoas que não se interessam por aparências. Existem pessoas que julgam as outras, porém julgam com razões que não são puramente estéticas, julgam a ignorância, repudiam os esteriótipos por que sabem que cada um é um, que o mágico de viver em sociedade é não conhecer a pessoa com um simples “oi” e sim com convivência. Essas pessoas geralmente são julgadas por diversos motivos, sejam por que são gordos ou gordas que se sentem bem consigo mesmos e adoram ser como são (como eu), sejam pessoas bastante tatuadas que precisam aturar a cara de repúdio das pessoas na rua, sejam grafiteiros, por serem confundidos com marginais, sejam roqueiros, por serem comparados a punks fanfarrões … geralmente são pessoas com conteúdo, que sabem que sua imagem esta fora dos padrões de beleza, mas que cagam e andam para a opinião alheia sobre seu estilo, que não se importam por que sabem que estão em um patamar mais acima das aparências, por que sabem que são capazes de conquistar a admiração de qualquer pessoa que seja, por mais que prefira manter no seu círculo social pessoas que pensem como ela, já que é natural querer conviver com pessoas que te entendam melhor, afinal de contas, eu não entenderia o que tem de tão ruim andar de ônibus, a não ser que eu tivesse carro a vida inteira.

Para finalizar, eu grande TOMÁ NO CÚ para os que se acham superiores por ter uma casca mais bonita. Não é recalque, é revolta por que eu tenho certeza que sou MUITO melhor do que vocês, e muito mais bonito … claro.

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  1. novembro 21, 2008 às 04:59

    issae,belo texto!
    Falaste muito bem,existe essa divisão,mesmo.É como dividir o curso de artes e de ed.fisica.euheuehauheuhee

  2. Rita Fric
    dezembro 4, 2008 às 17:39

    Mazááá!!!

    Muitas pessoas vivem apenas por um “rótulo”, que no final das contas meu amigo….não serve para porcaria alguma!!!

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