Monotonia Divina

Enquanto milhões de pessoas ficam pensando sobre as maravilhas que Deus criou na terra, tudo de bom que ele fez por nós e todas essas outras babaquices que cristãos em geral devem pensar. Ninguém, ou pelo menos, não muitos, devem pensar no quanto é chato possuir um status divino como do nosso senhor bom Deus. Vejam isso não como um texto de um ateu criticando Deus, vejam isso como algo verdadeiro.

Parem para pensar, Deus é um ser solitário e perfeito. Não seria pois, de uma mente solitária que tudo pode, a idéia de criar seres imperfeitos e jogar em um pedaço de terra finito no meio de um espaço tão infinito quanto sua mente patética possa imaginar. Não seriamos muito diferentes daquelas fazendas de formigas que tantos já devem ter imaginado. Algo o qual não se pode brincar, somente ficar apreciando enquanto elas trabalham, morrem, reproduzem-se e obedecem a um ser superior que dita suas vidas e profissões. Deus seria como a formiga-rainha. Dele se derivou tudo, e o único trabalho que ele tem é ficar sentado dando um norte para as outras formigas enquanto arrota vários ovos para nascerem mais formiguinhas.
Não, ele não seria a Rainha. Isso seriam nossos governantes que apenas se importam em comer e ganhar em cima de um bem coletivo de proletáriados.
Deus seria o dono qual que observa a fazenda incansavelmente, esperando algum acontecimento totalmente inovador e inesperado. E jogando uma folha de grama vez que outra, até achar isso estupido e apagar todo e qualquer sinal da ajuda divina.

Não teria graça fazer uma raça igualmente perfeita ao criador. A monotonia continuaria. Podemos ao menos ver as formigas se matando, quando a fazenda ficar grande e cheia o suficiente de formigas, para que algumas mudanças fisiologicas aparecam, para quando alguma outra rainha impor sua supremacia sobre a outra, e tudo virar uma bela e maravilhosa guerra onde nada se entende, parecido com a televisão com chuviscos pretos e brancos. Imperfeitos e falhos, o tédio continua. Deus é perfeito o suficiente para saber quando nós vamos fazer algum erro que marcara com um nome a história, então o tédio e monotonia continuam, como um brinquedo que é inovador quando você ganha, e perde a graça se não logo em seguida, semanas depois. E fica abandonado ser saber realmente da sua própria existência em meio a tantos outros brinquedos criados antes que não tem serventia , até onde os olhos com lentes conseguirem enchergar e não encontrar mais nada que tenha vida. Nenhum sinal, apenas o vazio da caixa preta. Consumindo-se com o passar do tempo até a inevitável morte.

Somos apenas o porre do fim de semana, o vomito que vai para o vaso e é jogado descarga abaixo como um filho indesejado, a graça estava no começo da beberragem, quando isso passa, a única coisa que resta é a interminável dor de cabeça pela cagada que fez. E o vomito descarga abaixo.

Realmente solitário estar parado em limites perfeitos, onde nada pode mudar, tudo segue sua rotina e nada é inovador.
É, deve ser chato ser Deus.

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