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Essa merda chamada amor

Defeito Colateral acaba de entrar em um momento mais …. romântico, digamos. Porém esse texto não se trata de eufemismos baratos que falam sobre o amor etérno, nem ao menos serve como auto-ajuda. Aqui nós vamos fazer um pequeno estudo sobre essa coisa da qual todos nós pensamos ser capazes de fugir, e pela qual todos nós vamos passar diversas vezes na vida.

Não é de hoje que chegamos a essa conclusão. Em um contexto histórico/cultural, amor sempre foi alvo de grandes filosofias e pensamentos. Sócrates pensava que o amor éra o único assunto do qual ele entendia por conhecimento de causa. Platão dizia que o amante buscava no amado alguma idéia, alguma verdade que não possuia … enfim … antes de continuarmos, precisamos chegar a mesma conclusão: amor é algo natural e extremamente complicado.

No começo da puberdade, meninos e meninas começam a conhecer algo mais que o amor philos, e começam a sentir atração sexual por pessoas do sexo oposto ( em muitos casos, cada vez mais comuns nos dias de hoje, pelo mesmo sexo também ). Esses primeiros contatos com o amor variam de pessoa para pessoa, porém, não adianta tentar entender o amor nessa fase da vida, por que aqui, em mais do que qualquer outra fase, o amor não é nada além de paixão. Com a chegada da adolescência, na casa dos dezesseis, mais precócemente aos quinze, o amor já não é algo tão impossível, e as consequências disso são traumáticas, por que aqui o amor existe, e aqui as decepções são sempre muito mais turbulentas. Então entramos numa fase mais adulta da vida, onde cada ser humano já deve ter amado alguém pelo menos UMA vez na vida, e já deve ter se decepcionado DIVERSAS vezes nessa mesma e fodida vida.

Vamos a um exemplo, e esse é para cada um dos que entram e lêem esse blog (pfff….não haverá exemplo): Você conhece uma pessoa, vocês se conheceram naquele lugarzinho bacana que tu freqüênta a algum tempo, naquela noite você conversou com essa pessoa, talvez tenha até a levado para cama. Vocês se encontram algumas vezes depois, afinal de contas, os dois gostaram da ultima noite. Vocês se divertem feito coelhos, entre orgasmos, risadas e brincadeiras. Cada um tem seu canto, cada um tem sua privacidade e sua vida. Aparece essa coisa, ela vem por um lado que você não esperava, e não adianta se defender, ela vai entrar em você ( não, não estou falando obscenidades, vocês que pensam sujo ). A pessoa com quem até então você se divertia começa a tomar a forma de algo muito superior, e tu começa a projetar coisas naquela pessoa, pensando consigo mesmo como seria perfeito se isso, se aquilo. O ciúmes aparece, antes você não se importava com o que essa pessoa fazia ou deixava de fazer, mas agora ignorar seria como ter certeza de estar sendo traído ( antigamente seria: quem liga? ). Esse amor Agape começa a se moldar, e uma pequena ponte de interesses é construída entre você e essa pessoa, nesse momento erros são admissíveis, defeitos são reparáveis e sexo é algo maravilhoso, não podendo existir desempenho melhor. Depois de algum tempo aparéce o tão desejado e futuro enjoado “eu te amo”, dito entre beijos e abraços, aqui os erros são admissíveis ( mas só depois de aturar horas de cara emburrada ), defeitos já deveriam estar começando a desaparecer e o sexo continua bom, por mais que você admita que já houve melhores. Depois de um tempo, digamos, um ano e meio, vocês se gostam, vocês conhecem um ao outro, sabem de manias, de gostos de comida, ponto do churrasco “bem passado meu bem?” (reparem que o antigo ‘…meu amor’ é substítuido por ‘meu bem’), conhecem familiares (pessoas excelentes … eles moram lá, e eu aqui…) e ainda dormem de conchinha. Erros, só se forem novos, por que os velhos são inadmissíveis, defeitos já deveriam ter desaparecido a tempos, eles estão começando a cansar e sexo … bom, digamos que sua vida sexual vai ficar um pouco mais fria e solitária.

O amor sempre foi motivo de castigos, sempre foi explicação para erros e tragédias. Helena de Tróia foi a última gota d’água que precisava para desencadear uma guerra entre gregos e troianos, Caim amava tanto o irmão, que o deu como sacrifício a Deus, Édipo amava tanto sua mãe a ponto de casar-se com a própria, e ter quatro filhos com ela, até descobrir seu parentesco com a mulher e furar seus olhos como castigo. O amor é culpado de grande parte dos sofrimentos do mundo em que vivemos. Não existe ninguém nesse mundo quem já tenha amado e não tenha saído ferido das garras dessa coisa vil e silenciosa. Essa coisa imprevista que chega quando a gente menos espéra.

Mas não tenham medo de amar pessoas. è maravilhoso. O ruim é que quando amamos esquecemos que tudo tem um fim, e que o sofrimento faz parte da nossa vida, nos faz ver coisas que o amor esconde. Por isso, sejam felizes. Beijem, tranzem, gozem, se divirtam.

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  1. apaixonada
    outubro 16, 2009 às 18:37

    o amor … parece ter alma propria pois comanda a vida … ninguem é feliz sem amar seja de que forma for … amor entre pais e filhos ,,, amor entre amigos .. amor entre casais ,,, etc … mas todo o amor acarreta sofrimento quando nao é correspondido com a mesma intensidade ou quando as pessoas alvo do nosso amor sofrem …. mas sem amor a vida nao anda e seria muito pior …

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