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Archive for the ‘Que porra é essa?’ Category

Evolução e as crendices.

Dezembro 21, 2009 rodrigonunesouza 5 comentários

Amigão, sua interpretação não sei se de boa fé ou de má fé, me parece muito pervertida e tendenciosa a seder a quem lhe paga o salário em vossa escola católica.(Quero mandar um salve pra escolástica medieval e pra turma da palmatória da pedofilia pornográfica) Realmente, é oportuno usar da autoridade de professor de BIOLOGIA para dar o atestado de que SIM, DEUS existe, afinal; Se Darwin foi sempre delicado em não entrar direto no assunto, o senhor já fez questão aparentemente de fazer o contrário, de impor sua autoridade pra afirmar que é possível proceder com o raciocínio religioso como coerente dentro dos limites de um ceticismo científico. De qualquer modo, parece-nos que desfilas falácias acerca do assunto,e as tratarei de enumerar.
Começa, com o texto citado de Darwin, que você interpreta de maneira deturpada.
1- Veja bem; “”Quanto aos meus sentimentos religiosos acerca dos quais tantas vezes me tem perguntado considero-os como assunto que a niguem possa interessar senão a mim mesmo,”—- Bem, aqui é o ponto básico. Opiniões pessoais não interessam ao método científico. Viviam os ignorantes perguntando pra tal autoridade, existe ou não existe, vai ! diga na bucha, ! Sem rodeios! … e ele detestava esse tipo de sensasionalisto barato, ao qual o bom senhor se refere com farpas águdas.

Pois se o que DARWIN pensa sobre isso nada interessa porque diabos me interessa O QUE VOCÊ PENSA. O que Darwin quis dizer, não é que o pensamento religioso encaixa e se completa com a pesquisa evolucionista, como bem pareces querer iludir vosso interlocutor, já que sabemos que o que ele diz, é que o que penso não é mais do que os fatos que aglomerei, os fatos falam por si só. A vida é explicada naturalmente, a ciência está fincada na máxima de Tales de Mileto; “As leis naturais se explicam por leis Naturais.”
O sobrenatural não procede de acordo com a evolução, já que ela é toda naturalista por excelência. A VOSSA OPINIÃO SEM EVIDÊNCIAS VALE MENOS QUE A DE DARWIN CHEIO DE EVIDÊNCIAS, e a dele, ele diz que não vale nada, então explique, já que não tem EVIDÊNCIAS pra AFIRMAR o que afirma. Veremos melhor adiante o desenvolver do caso.

“Posso adiantar porem que não me parece haver qualquer incompactibilidade entre a aceitação da teoria evlucionista e a crença em Deus.” —Me soa quase como um desabafo de um velho que só quer paz, mas não quer ser desonesto intelectual ao ponto de legitimar com sua pesquisa a fé. No popular, ele TIROU O CU DA RETA.

Veja que interpretação profundamente equivocada. Parece que ignoramos a pressão que Darwin vivia e todo o contexto histórico do evento. Uma declaração ao estilo Caetano Veloso poderia não ser proveitável a vida de tão brilhante e suscedido intelecto, porque não optar por ser polido. Eu opto por ser assim, por achar que é o nível que merece tal ridiculo pensamento que parece querer chamar de imbecil o ouvinte. Eu sou alguem que escuta oque dizes, mas que responde. Não há incompactibilidade afinal, a crença em Deus não obedece base científica, então qualquer crença não se relaciona com os fatos. Os fatos constituem a realidade, as crenças um bem imaterial que é o da tradição literária, no qual está inserida a tradição mitológica e religiosa. Como diria o grande filosofo Schopenhauer; “Mitologia é a religião dos outros.”
O sujeito quer ludibriar o interlocutor de que isso é o mesmo do que Darwin dizer, que a Origem das Espécies assina em baixo das crenças e com elas compactua como íntegras.

Resumindo, Darwin diz, Crenças são só crenças e nem as discuto, nem as suas e nem as minhas… A evolução sim é um fato, cheio e evidências, e não é um apanhado de opiniões pessoais, essas sim não se discutem. E não de que o sobrenaturalismo seja possível. DARWIN SEMPRE CONDENOU A IDÉIA DO SOBRENATURAL PARA EXPLICAR EVENTOS NATURAIS.

Crenças pessoais, suas explicações e causas, Freud muito bem esclarece em O mau estar da civilização ocidental, contra o qual imagino que seja completamente incapaz de traçar qualquer argumento.

Podes ainda conseguir sucesso de mercado, carecem de autoridades ditas CIENTÍFICAS pra escrever livros de auto-ajuda sobre religião e blá blá blá.

Já que vimos, que o senhor não sabe interpretar textos, ou os deturpa de extrema má fé. Vamos nos divertir agora, com os vossos argumentos sem evidências.

2- “A teoria da evolução não nega a criação divina. Não há um confronto entre criação divina e a teoria da evolução biológica, não há. Em nenhum momento a teoria da evolução não nega a criação, simples. —-Existe um confronto entre o naturalismo e a crendice… O que se pode dizer é que a evolução não compactua que nada no UNIVERSO seja explicado por eventos SOBRENATURAIS, a menos é claro que se tenha suficientes EVIDÊNCIAS para tal. A teoria da evolução em si não nega porque nada cientificamente foi afirmado para ser negado, e sabemos que o senhor parece querer lograr com a mais barata das falácias da inversão de ônus da prova. Ele não nega igualmente que o Papai noel ou a fada madrinha existam…

3- “Eu posso dizer que as leis quimicas e físicas desse universo permitiram o surgimento e a evolução da vida “—Claro, temos evidências, a comunidade internacional concorda, premissa verdadeira.

“mas ainda você pode argumentar”—Eu jamais argumentaria algo tão ridículo com todo respeito. Porque não fala por você mesmo, fala pelo outro. Diga assim, EU VOU ARGUMENTAR QUE ; “que quem criou as leis da física e da química foi deus,”—-Pronto, não diga que eu posso dizer isso que eu não posso… Só posso fazer piada disso, dessa fuga de realidade.

4- “Mas voce pode argumentar que quem fez o big bang foi Deus. “—- Eu não posso argumentar isso, pois não tenho evidências, você pode argumentar isso ? Cientificamente ? Voce pode convencer a si pela sua fé, mas não a comunidade internacional, sequer a aceitar que essa questão seja POSSÍVEL.

Espero que não me leve ao mau bom professor, isso aqui é pura arte. Agora eu quero esperar a fila de idiotas postando besteira, que responder eles vai ser demais…
Você diz ainda que nenhum cientista pode negar a existencia, e se engana… existem muitos ateus publicamente, inclusive, a teoria de freud explica oque é DEUS para o homem… E é tão natural quanto a origem da vida.

Racismo

Dezembro 17, 2009 rodrigonunesouza 3 comentários

A origem diretamente atrelada a uma colonização religiosa etnocentrica.


O Brazil não conhece o Brasil. Mas o nosso PIB Cresce.


A idéia é muito antiga, e os modernistas de 30 já alertavam pra situação. Homenagem a Jorge Amado, o homem que melhor defendeu a miscigenação de nosso povo como um lábaro ostentado estrelado.

Bem, se é pra ser doutrinado, não é melhor seguir a opinião de quem tem opinião coerente.
Minha opinião já era a opinião do caetano antes dele a pronunciar,mas se tornou mais minha ainda em sua voz;

A namorada do Gafanhoto é PRETA e existe. O PRETO VELHO existia no brasil quando foi marginalizado pelo tal do DEUS, e se transformou em encosto de meia tigela, ou satanazinho de favores amorosos…
Ora, é uma falta de respeito do caralho, já que qualquer um aqui sabe que o PRETO VELHO é muito mais importante pra cultura brasileira que o DEUS ISRAELITA PERVERTIDO PELA TRADIÇÃO ROMANA E POSTERIORMENTE BURGUESA.

—- Falou bonito, poucos irão entender o que realmente significa tal gesto. É um direito de afirmar, por afirmar, a religião. De tal modo, sou religioso mas não sigo nenhuma religião, e afirmo; Sou um fumador de paradoxos.

Ultimato – Álvaro de Campos

Dezembro 16, 2009 rodrigonunesouza 2 comentários

«Ultimatum» de Álvaro de Campos
Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora.
Fora tu, Anatole-France, Epicuro de farmacopeia-homeopática, ténia-Jaurès do
Ancien-Régime, salada de Renan-Flaubert em louça do século dezassete,
falsificada!
Fora tu, Maurice-Barrès, feminista da Acção, Chateaubriand de paredes nuas,
alcoviteiro de palco da pátria de cartaz, bolor da Lorena, algibebe dos mortos dos
outros, vestindo do seu comércio!
Fora tu, Bourget das almas, lamparineiro das partículas alheias, psicólogo de
tampa de brasão, reles snob plebeu, sublinhando a régua de lascas os
mandamentos da lei da Igreja!
Fora tu, mercadoria Kipling, homem-prático do verso, imperialista das sucatas,
épico para Majuba e Colenso, Empire-Day do calão das fardas, tramp-steamer da
baixa imortalidade!
Fora! Fora!
Fora tu, George-Bernard-Shaw, vegetariano do paradoxo, charlatão da sinceridade,
tumor frio do ibsenismo, arranjista da intelectualidade inesperada, Kilkenny-Cat de
ti próprio, Irish-Melody calvinista com letra da Origem-das-Espécies!
Fora tu, H. G. Wells, ideativo de gesso, saca-rolhas de papelão para a garrafa da
Complexidade!
Fora tu, G. K. Chesterton, cristianismo para uso de prestidigitadores, barril de
cerveja ao pé do altar, adiposidade da dialéctica cockney com o horror ao sabão
influindo na limpeza dos raciocínios!
Fora tu, Yeats da céltica-bruma à roda de poste sem indicações, saco de podres
que veio à praia do naufrágio do simbolismo inglês!
Fora! Fora!
Fora tu, Rapagnetta-Annunzio, banalidade em caracteres gregos, «D. Juan em
Pathmos» (solo de trombone)!
E tu, Maeterlinck, fogão do Mistério apagado!
E tu Loti, sopa salgada fria!
E finalmente tu, Rostand-tand-tand-tand-tand-tand-tand-tand!
Fora! Fora! Fora!
E se houver outros que faltem, procurem-nos por aí pra um canto!
Tirem isso tudo da minha frente!
Fora com isso tudo! Fora!
Ai! que fazes tu na celebridade, Guilherme-Segundo da Alemanha, canhoto maneta
do braço esquerdo, Bismarck sem tampa a estorvar o lume?!
Quem és tu, tu da juba socialista, David-Lloyd-George, bobo de barrete frígio feito
de Union Jacks?!
E tu, Venizelos, fatia de Péricles com manteiga, caída no chão de manteiga para
baixo?
E tu, qualquer outro, todos os outros, açorda Briand-Dato. Boselli da incompetência
ante os factos todos os estadistas pão-de-guerra que datam de muito antes da
guerra! Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem
intelectual!
E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para
baixo à porta da Insuficiência da Época!
Tirem isso tudo da minha frente!
Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!
Senão querem sair, fiquem e lavem-se.
Falência geral de tudo por causa de todos!
Falência geral de todos por causa de tudo!
Falência dos povos e dos destinos — falência total!
Desfile das nações para o meu Desprezo!
Tu, ambição italiana, cão de colo chamado César!
Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem
muita corda senão parte-se!)
Tu, organização britânica, com Kitchener no fundo do mar mesmo desde o princípio
da guerra!
(It ’s a long, long way to Tipperary and a jolly sight longer way to Berlin!)
Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de
nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo
engatado!
Tu, Áustria-súbdita, mistura de sub-raças, batente de porta tipo K!
Tu, Von Bélgica, heróica à força, limpa a mão à parede que foste!
Tu, escravatura russa, Europa de malaios, libertação de mola desoprimida porque
se partiu!
Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas
almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!
Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda
transatlântica nasal do modernismo inestético!
E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extremaunção-
enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas
naturais em África!
E tu, Brasil, «república irmã», blague de Pedro-Álvares-Cabral, que nem te queria
descobrir!
Ponham-me um pano por cima de tudo isso!
Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!
Onde estão os antigos, as forças, os homens, os guias, os guardas?
Vão aos cemitérios, que hoje são só nomes nas lápides!
Agora a filosofia é o ter morrido Fouillée!
Agora a arte é o ter ficado Rodin!
Agora a literatura é Barrès significar!
Agora a crítica é haver bestas que não chamam besta ao Bourget!
Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
Agora a religião é o catolicismo militante dos taberneiros da fé, o entusiasmo
cozinha-francesa dos Maurras de razão-descascada, é a espectaculite dos
pragmatistas cristãos, dos intuicionistas católicos, dos ritualistas nirvânicos,
angariadores de anúncios para Deus!
Agora é a guerra, jogo do empurra do lado de cá e jogo de porta do lado de lá!
Sufoco de ter só isto à minha volta!
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas!
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo!

Feliz Natal

Dezembro 15, 2009 NM 1 comentário

Adiantado, mas azar.

Interpretando Coisas #01

Dezembro 14, 2009 Nuno Rosa 1 comentário

Então gentalha, a novidade é muito simples. Espero que todos entendam. Uma vez por mês, ou em períodos muito pouco aleatórios, um de nós vai sugerir um trecho de alguma poesia/livro/novela/lema de sistema político totalitário/música/filme da xuxa … enfim, qualquer coisa que contenha uma informação interessante, e que pelo menos dois membros concordem com isso, e cada um de nós vai escrever uma crítica, um “eu acho” sobre o trecho. Não se preocupem, será uma leitura rápida, onde cada colaborador terá até dez linhas para dizer o que pensa sobre o trecho, e caso ele ache pouco, poderá se sentir a vontade para fazer um texto inteiro sobre o assunto depois.

Achou complicado? Mula!

Resumindo: pegamos qualquer coisa, jogamos em um post e cada colaborador vai escrever, em até dez linhas, o que pensa sobre o assunto

Mas óbvio que pedimos a vocês, leitores (se vocês existirem mesmo) que também deixem comentários sobre o trecho, ou xingando algum de nós sobre o que falamos, afinal de conta adoramos confirmar a teoria universal de que gente burra só sabe xingar e escrever MUITO errado

Raduan Nassar – Um Copo De Cólera

trecho extraído:

[...] já foi o tempo em que se via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo em que reconhecia a existência escandalosa de imaginados valores, coluna vertebral de toda ‘ordem’; mas não tive sequer o sopro necessário, e, negado o respiro, me foi imposto o sufoco; é esta consciência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agora minhas preocupações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio – definitivamente fora de foco – cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você que vive paparicando as ciências humanas, nem suspeita que paparica uma piada; impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi conscientemente que escolhi o exílio, me bastando hoje o cinismo dos grandes indiferentes [...].

Bem, que tristeza do sujeito ein… eu recomendo alguma atividade de lazer, essa depressão ai nem fossa desentope, só religião pra curar. Isso ai pode ser crise existencial de quem exagera se masturbando com pornografia.

—Rodrigo Nunes

Foda-se

—NM

É pra falar alguma coisa aqui né. Pois bem: Esse texto é tenso, sendo bem escrito, acaba até bonito nas palavras, nada perfeito, tenro, carismático, e identificável pq sei como o brasileiro sofre. Bem brasileiro. É um clima brasileiro na linguagem, independentemente da ação ou conteúdo. Isso mermo. Não me agrada muito. Reconheço seu valor como médio ou medíocre. Na moral, apesar do orgulho nacional.

—Raphael Zaratrusto

Niilista? sim! verdadeiro? também. Mas não é incrível como esse texto pode ser aplicado nos dias de hoje? como foi aplicado na época da ditadura? Gosto de textos “adaptáveis” assim, o ruim é saber que só são “adaptáveis” pois o país não mudou o quanto deveria ter mudado. O Brasil é uma merda que, com o cú já sujo, tu percebe o rolo vazio de papel higiênico.

—Nuno Rosa

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