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Archive for Abril, 2009

O pensamento crítico e sua interpretação.

Freqüentemente encontra-se em Paulo Freire o termo pensar certo. O pensar certo que emana uma estratégia crítica de pensamento, um pensamento autônomo, livre, e consciente: “Como manifestação presente à experiência vital, a curiosidade humana vem sendo histórica e socialmente construída e reconstruída. Precisamente porque a promoção da ingenuidade para a criticidade não se dá automaticamente, uma das tarefas precípuas da prática educativo-progressista é exatamente o desenvolvimento da curiosidade crítica, insatisfeita, indócil. Curiosidade com que podemos nos defender de “irracionalismos” decorrentes do ou produzidos por certo excesso de “racionalidade” de nosso tempo altamente tecnológizado. E não vai nesta consideração nenhuma arrancada falsamente humanista de negação da tecnologia e da ciência. Pelo contrário é consideração de quem, de um lado, não diviniza a tecnologia, mas, de outro, não a diaboliza. De quem a olha ou mesmo a espreita de forma criticamente curiosa.” (Freire 1996; p. 32) Bem, o pensamento certo, segundo a ótica freiriana, é um pensamento que demanda reflexão. Curiosidade. Se aliarmos o estudo das máximas, como um estudo de como o pensamento da humanidade se construiu ao longo do tempo, e nem sempre buscarmos nas máximas as verdades que podem trazer(buscamos muito mais as falsas verdades muito mais), mas buscarmos através dela pensar e refletir sobre determinado tema. Pois com a máxima, temos a mais pura reflexão. Se encararmos as máximas, como um fenômeno fechado e verdadeiro, cometemos este pecado para com o pensamento crítico. Quando reconhecendo mecanismos, tentamos inverter as possibilidades de alcance de uma máxima, podemos não apenas ponderar o valor humano da qual é carregada a sentença, mas, sobretudo exercitar a autonomia de escolher no que se acredita, e não simplesmente se render a brilhantismos estéticos. Quando ouvimos um discurso político, dizendo um aforismo cancrizável, podemos perceber que se ele é verdadeiro, é apenas em uma parte. Quando um slogan publicitário parece algo de mais profundo e verdadeiro, a mínima reflexão que cancrizar a sentença reconhecerá uma falácia bem elaborada. A vida exige as vezes que interpretemos situações, já que defendendo nossa autonomia, defendemos nossos direitos. É fácil dizer que devemos interpretar, o mais difícil talvez seja como faze-lo, sobre isso Fiorin se posiciona de maneira clara: “A escola ensina os alunos a ler e a escrever orações e períodos e exige que interpretem e redijam textos. Algumas pessoas poderiam dizer que essa afirmação não é verdadeira, porque hoje todos os professores dão aulas de redação e de interpretação de textos. Mas como é uma aula de redação? O professor põe um tema na lousa, pede que os alunos escrevam sobre ele, corrige os erros localizados na frase. A aula de interpretação de texto consiste em responder a um questionário com perguntas que não representam nenhum desafio intelectual ao aluno e que não contribuem para o entendimento global do texto. Muitas vezes, o professor não se satisfaz com os textos e os roteiros de interpretação dos livros didáticos, seleciona algum texto e faz uma bela interpretação em classe. Se o aluno lhe pergunta como enxergar numa produção discursiva as coisas geniais que ele nela percebeu, costuma apresentar duas respostas: para analisar um texto, é preciso ter sensibilidade; para descobrir os sentidos do texto, é necessário lê-lo uma, duas, três, inúmeras vezes. As duas respostas estão eivadas de ingenuidade. Não basta recomendar que o aluno leia atentamente o texto, muitas vezes, é preciso mostrar o que se deve observar nele. A sensibilidade não é um dom inato, mas algo que se cultiva e se desenvolve.” (Fiorin, 2008. p. 9) Quais então seriam os pontos importantes a serem mostrados na escola ? as verdades acabadas ? ou a reflexão crítica em cima delas ? se aceitamos sem crítica alguma argumentos históricos, sofremos a conseqüência de nos tornarmos presos a uma ideologia, que muitas vezes não condiz com nossa ideologia. Deste modo, quando pensamos em escolher frases vitais que ilustram nossas sociedade, e através dela partirmos para exemplificações, críticas, contra-argumentações, exercitamos assim o maior dos defeitos do brasileiro, uma herança do analfabetismo funcional que cultivamos ao redor da história. Freyre[3](2006) comenta acerca da formação histórica do povo brasileiro. Em uma de suas passagens levanta uma visão que representa a origem histórica de nossa educação, e os mecanismos aos quais subordinadas. Descreve Freyre que não há uma questão de reflexão nacional, mas um modelo sádico que apenas representava institucionalmente a escravidão. As crianças sofriam violências físicas se tentassem por exemplo, inverter uma máxima de Santo Agostinho. Em Hollanda[4]é evidente que no pensamento do autor, uma herança medieval ibérica, herança que não vê no sacrifício do trabalho a legitimidade da moral, mas na facilidade da aristocracia, a verdadeira fonte da virtude. De tal forma, comparando o que foi lido em Raízes do Brasil, com a situação aqui discutida, podemos retirar que essa tradição ainda permanece em grande parte como uma característica do povo brasileiro. A forma aqui, vale mais que o conteúdo, a aparência muito mais do que a essência, o ato do que o espírito. Assim o dever de uma máxima, no que podemos interpretar dos dois importantes homens que trataram de nossa história, é que as máximas são exigidas mais como um intrumento de imposição do que de reflexão crítica. Se estamos aviltados a essa obediência baseada na tradição da força física, não poderemos nos espantar com resultados catastróficos de nossa educação. Há um elo muito estreito entre sociedade e educação, como confirma Rios[5] “Para falar da educação enquanto fenômeno histórico e social, é preciso que se percorra brevemente o caminho de uma reflexão sobre a cultura, na medida em que se pode afirmar – recorrendo-se a uma definição extremamente abrangente- que educação é transmissão de cultura. (…) “A cultura pode ser definida, em primeira instância, como mundo transformado pelos homens. Se vamos partir daí, é preciso fazer referência às relações dos homens com essa realidade que os cerca e da qual eles fazem parte e que se chama mundo.” (Rios; 30) E mais adiante, ainda sobre o mesmo tema: “A relação escola-sociedade deve ser analisada de modo crítico, para que se evidenciem os mecanismos determinantes da prática educativa. A análise crítica nos levará a constatar a existência de posições diferentes no que diz respeito àquela relação.” (Rios 36,37) Até concluir: “Uma vez que a escola não tem sido nem eficiente nem eficaz, é necessário refletir para que se encontrem caminhos para sua transformação. Um deles é a visão crítica do educador sobre seu papel enquanto um dos elementos que constituem o processo educativo. O que se espera, então, do educador ? o que lhe compete, na construção da escola e da sociedade? quais são os traços distintivos da sua competência enquanto profissional da educação? Para responder a estas questões é preciso recorrer à reflexão filosófica, destacando no trabalho dos educadores a dimensão ética como instância de resgate da compreensão do significado político de sua ação.” (Rios; 44) Rios, então nos indica que sem essa visão crítica, de toda a sociedade não poderemos de maneira alguma exercer, uma educação de qualidade. As máximas, aforismo e paradoxos, podem ser um como resolver esse problema, já que vão estar trabalhando com tudo aquilo que foi posto como o grande problema do ensino, ou o problema pai de todos os outros problemas. A não proficiência interpretativa e crítica da língua. FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à pratica educativa- São Paulo : Paz e Terra, 1996. FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. 14. ed. , 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2008. FREYRE, Gilberto; Casa Grande & Senzala: Formação da família brasileira sobre o regime da economia patriarcal-51ª ed. rev. – São Paulo: Global, 2006. [4] HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil- 26. ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 1995. [5]RIOS, Terezinha Azerêdo. Ética e competência. 16. ed – São Paulo, Cortez, 2006.- (Coleção Questões da Nossa Época; v.16)

CategoriasDefeito Colateral

Preconceito (cada um com os seus)

Abril 25, 2009 Nuno Rosa 11 comentários

Primeiro gostaria muito de esclarecer uma coisa, antes de começar o assunto: Pré-conceito é quando você julga algo ou alguém antes de ter experiências pessoais com o mesmo,  ou seja, não se pode basear uma opinião em algo que te disseram. Na minha concepção de preconceito, você não se torna racista ao falar que “tinha que ser negão mesmo” ou “tinha que ser loira mesmo” (aqui abrimos um parentes por que, quando se trata de racismo, parece que só os negros é que entram na categoria…), mas te torna preconceituoso quando você DESMERECE ou destrata alguém se baseando em um sub-julgamento. Sou como a maioria das pessoas nesse quesito: eu brinco, conto piadas de negrão e de loira, mas nunca destratei algum negro/loira por serem o que são, sempre tratei como qualquer outra pessoa, com meu sorriso e educação no rosto, até que eles me provem não serem merecedores dos mesmos.
Muito se fala hoje sobre preconceito, sobre racismo ser crime e blábláblá. Acho que eu já poderia ter processado muitas pessoas por terem me destratado por ser gordo. Ah Não! me esqueci, não tem problema caçoar de mim por eu ser gordo, por que isso é uma condição de escolha pessoal, mas se eu fosse negrão! … ai sim, seria protegido por lei. Grande besteira isso sim! Não sei que mania é essa agora de ficar passando a mão na cabeça de “negrinhos e missionários” (Chaves, do episódio dos leões que comiam os negrinhos e os missionários) e índios e sair dizendo por aí que “a sociedade errou muito com essas pessoas, o que fazemos é nos redimir”. Sou viado, minha raça já foi muito descrimada, muitos são descriminados nas escolas quando pequenos, sofrem de ataques verbais e até mesmo agressões físicas, e nem por isso temos cota para entrar na faculdade! Isso mesmo, agora quero cota para viados, por que não tivemos oportunidade de estudar por termos sido muito descriminados e marginalizados! E também quero cota para gordos, para analfabetos (eles foram tão descriminados que nem COMEÇARAM a estudar), para pessoas feias e para ruivos e para vesgos e pessoas com pêlos nas orelhas. Se você quer dar oportunidade à alguém que teve uma educação inferior aos outros, faça das cotas algo que estude o histórico familiar e econômico de alguém, não olhe sua cor de pele ou seu atestato “estudei todos os anos em escola pública e não aprendi nada”. Mas esse texto não é sobre cotas, é sobre preconceito. Inclusive, tive um pequeno pensamento agora: achar que um branco teve as mesmas oportunidades que todo o resto de brancos não seria um pré – conceito? Acho que sim.
Uma coisa que me deixa muito intrigado sobre o assunto preconceito, é que parece existir uma tabela, do tipo “ser racista é nível dez”, “ser homofóbico é nível quatro”. É como se fosse um sistema métrico entende? Como se o seu preconceito fosse maior que o meu, por que eu não gosto de viado, já você não gosta de negrão. Julgar algo ou alguém sem conhecer é ignorância, e eu não costumo achar uma pessoa “um pouquinho ignorante”. Ou é, ou não é. Então não faz diferença o que você descrimine, se você descrimina, você é preconceituoso, ou seja, é ignorante. E então chegamos a uma conclusão: somos todos ignorantes em alguns assuntos. Detesto marrom, nunca usei e nunca vou usar, se um dia você me ver de marrom, você me interna num hospício, e eu realmente não aconselho e as vezes até ignoro alguém que goste ou esteja vestido com uma roupa marrom. Como diz Christian Pior: A vida já é uma merlin, e tu ainda veste roupa cor de cocô?. Mas então, sou sim preconceituoso quando se trata de marrom, mas e daí? Acha que vou mudar? É o cacete pra vocês … me deixem quieto com meu preconceito, tu também tem o teu! E tu também! E tu também!
Apesar de que muitas vezes me ocorrem pensamentos sociopatas, considero todos os seres humanos iguais, independente do que for, e  ainda não entendo como algumas pessoas podem gostar tanto de separa as coisas se, no fundo, todo mundo tá na mesma merda.  Preconceito é um atraso, sempre foi. Gosto muito de separar muito bem o fato de você não “gostar” de alguma coisa, e ter um “preconceito” sobre a mesma coisa. Como já disse anteriormente, preconceituoso é aquele que descrimina algo ou alguma coisa sem conhecer. Não vão achar que eu tenho preconceito com mondongo, eu já provei aquela lesma de sapato e não gostei, ou seja, o fato de eu dizer que detesto não é pré-conceito, é um opinião baseada em uma experiência própria, mas o problema é que mondogo é mondongo e pronto, não existe mondongo com gosto diferente de gosto de mondongo, já se vamos falar de descriminar alguém, o buraco é bem mais embaixo, por que você jamais pode julgar alguém igual a outra pessoa apenas por ter a mesma cor de pele, de cabelo, de orientação sexual, enfim … cada um é um só, e é único. Se você foi assaltado por um negro, não quer dizer que todo negro seja ladrão (mas não quero entrar nesse detalhe por que vou acabar esbarrando na estatística de que mais da metade dos assaltantes presos no Brasil são negros ou tem algum pezinho na África  morenos).
Olha, posso ser bem sincero? No final das contas meus queridos e queridas … se cada um cuidasse do seu próprio rabo, estava tudo resolvido.

Mamãe eu quero Golden Night!

Eu tenho pouca idade , mas um dos meus objetivos de vida com certeza é ir em “Golden Nights” e dançar todos os estilos que foram febre no passado, pois na minha opinião a galera hoje não dança um ovo que seja (nem de codorna) e poucos sabem curtir uma festa na sua essência e plenitude.

Eu sinto pena dos ouvidos e corpos que mal sabem do bom da vida  e de que o passado não está tão longe quando muitos pensam e um exemplo disso é a soul dance dos anos 70 e o bate-estaca ou rebolation dos tempos atuais , se fomos ver são praticamente avô e neto ou até podemos dizer primos.

 

Acompanhem comigo nos  VTs (SUPERPOP MODE ON) abaixo por favor:

 

 

 

 

 

 

 

Eu tenho um infinidade de outras coisas a comparar mas deixo isso para outro post, mas digo o seguinte como conclusão: tirando o Black Pop(naquelas …) de hoje , onde tem gente que saiba dançar a vera e com atitude por aí?

Eu gostaria muito de saber…

E quem mora na região Sul : onde tem golden nights, alguém sabe aí?

 

Até a próxima postagem e muito groove pra todo mundo.

Susan Boyle

É um fenomeno que descreve a situação da arte contemporânea. Embora possamos agredir carácterísticas rudimentares da cultura popular global de massa, não podemos negar o seu caráter espontâneo. De tal modo, Susan Boyle, se vê em poucos dias, uma celebridade internacional… É até então o vídeo com maior número de visitas da história da Internet. Pois, listarei links a seu respeito, para que tomemos mais informações sobre o evento.

http://oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2009/04/16/susan-boyle-revelacao-de-britain-got-talent-descobre-que-uma-estrela-internacional-755304829.asp

http://musica.uol.com.br/ultnot/ap/2009/04/16/ult5552u38.jhtm

Certamente, o leitor deve ter notado que o caso é a personificação de um mito social conhecido dos protestantes que colonizaram a América, e por isso tem o nome, já tão lugar comum de “Sonho Americano”.
Em que consiste tal mito ? Consiste em realizar histórias de vidas vitoriosas. Consiste em surgir como uma Fênix do infinito do nada. Quando uma pessoa se expõe em publico e antes de ser ouvida já escuta escárnios vindos da platéia, no caso de Susan Boyle, ela calou meia dúzia de patricinhas consumistas que estavam na primeira fileira. No entanto, isso é um mito, que deseja ser vendido e é, como o ideal de vida. Todo e qualquer simples mortal acha que deve ter uma vida fantástica como de um grande homem da história. Muito saudável a crença embora utópica, ou pueril.

Ao certo, a realização do fenômeno Susan Boyle, que mesmo antes de ter acontecido já é um fato. A promoção é o instrumento ideal, e as circunstancias fazem o talento. A voz de Susan é impecável, como são impecáveis milhões de vozes anônimas no planeta. Como existem os artistas mais brilhantes que não foram transformados em produtos de massa e foram esquecidos pela poeira do tempo.

Há então a introdução de um outro mito social de nossa era contemporânea, a do anônimo célebre. Uso o termo anônimo celebre parafraseando o brilhante livro de Inácio Loyola Brandão, sobre esses mesmos temas comuns.

O mito, é aquela pessoa que tem os talentos necessários para lograr, mas por culpa sua ou de fatalidade do destino a pessoa se torna um fracasso infeliz. Para si, e para quem de si toma partido, fica a impressão de vítima do determinismo, a realidade factual é trágica e viver é muito triste, o tempo destrói tudo. Para os em seu redor, claramente o que é a culpa é o comportamento preguiçoso do talentoso, que tinha tudo pra dar certo mas por culpa sua, não deu. A vítima portanto se torna na segunda visão o vilão da não traçada história de vida prometida.

Ambos mitos constituem a característica primordial da humanidade, que é justamente a de galgar rumo ao impossível, se atentarmos ao nosso presente, poderemos verificar que nosso cotidiano é a utopia da história da antiguidade clássica.

Somos projetos do passado que foram realizados. Não projetos concretos, mas somas de sonhos dos que viveram e morreram pela existência. A humanidade se constrói com sangue, carne e sonhos. São os mitos a personificação do humor da humanidade, e assim verificamos como nossa alma se identifica com as trajetória do sucesso e do carisma social.

No mais sincero ceticismo, não pretendo de maneira alguma levantar suspeitas contra o talento e os méritos da cantora, posto indiscutíveis nessa abordagem social e antropológica nessa abordagem que situo. Mas, devemos notar que a edição em torno da apresentação é absolutamente sugestiva. Parece ao certo, que já era sabido o que aconteceria. Sim, pois não sabem como são os programas de auditório ? Aplaudem quando aparece acessa uma sinalização “aplausos”; Pois sim, não seria sugestão da produção um comportamento de agressividade com a cantora.

Só há o espanto, em relação, pois houve uma expectativa muito grande, em função inclusive do que geralmente se vê, de sair uma catástrofe. Então se monta nos primeiros minutos do quadro, uma ilusão de que seria uma catástrofe.

Quando a Susan rebola, certamente, se não foi escrito por um roteirista, é porque a inteligência de um homem não chegaria a tanto, e isso é uma vantagem do formato reality show, ele é vivo e melhor que qualquer roteirista e isso faz com que o público se apaixone. Mas aquela rebolada, faz com que o espectador tenha uma visão tosca do que virá; Passada a primeira audição ela parece aquela sabedoria popular dos tolos envergonhando os “sábios”.

Pois é essa mudança de posicionamento social, de o anonimato se tornar célebre, de a realidade ser melhor do que a falsidade coorporativa, é o que faz com que a opinião pública se sustente diante da comunicação de massa.

Alegam os que não sabem o que falam que a mídia é quem coordena o comportamento da população, e quisera ter a mídia esse mérito. Seria um poder tão danoso para a própria mídia que viraria escrava de sua decisões.

Egoísmo não consiste em viver como nos parece melhor, mas em exigir que os outros vivam como nos parece melhor. É egoísmo exigir liberdade ao povo iraniano ? Não sei até em que ponto. Há no interior do Irã alguma cantora capaz de ser adorada por toda a nação internacional islâmica e não foi descoberta ? é a mesma certeza de que existe petróleo em baixo da terra, sem que tenhamos cavado.

No caso, a mensagem de acreditar nos sonhos, não é difundida só pela rede globo, é uma idéia dos veículos de comunicação de massa. E é uma estratégia que busca coordenar um comportamento, e como prova de como isso é tarefa árdua, praticamente fracassa.

O jornalismo, parece voltado para dois lados generalizando o tema. O jornalismo engajado, que luta contra a má administração pública ou privada, através de informar a opinião pública sobre os fatos; e o jornalismo sensacionalista, que vive de vender notícia e criar polemicas.

Por isso, podemos dizer, que ali há um caráter sobretudo sensacionalista, por isso tenhamos uma cantora sensacional. A produção é toda voltada não a enfatização da cobertura de um concurso, mas sim a uma novela editada com evento real. Movimentação de câmeras, a cobertura dos repórteres em tom humorado, os bastidores, enfim, o formato entretenimento popular, já mundialmente conhecido, diferente de um documentário artístico, por exemplo rude.

Por fim, a sociedade é quem molda a mídia, a política e as artes. A humanidade continuará sendo feita pelo sangue e pelos sonhos dos homens; Por isso, nutrirá as esperanças para que realizemos no futuro utopias tão reais como temos nosso presente realizado.

Susan Boyle é uma utopia medieval, a cantora do interior da Escócia que encanta todas as nações do mundo. Que em uma semana cantou pra mais de 15 milhões, e é capaz de amanhã já ter batido os 25… Susan Boyle é uma utopia, o Obama é utopia, até nosso blog é modestamente uma utopiazinha a parte.

Obrigado aos que leram este anônimo preguiçoso que vos escreve.

CategoriasCrônicas da vida

Adaptações de quadrinhos e a quinta reutilização de texto.

Abril 22, 2009 NM 1 comentário

Se você é uma pessoa normal e curiosa, deve ter visto que as adaptações de HQ ainda estão em alta. Dentre as adaptações mais recentes, estão:Iron Man,The Incredible Hulk (ou Hulk 2) e The Punisher:War Zone. Pra falar a verdade, desses eu só estava ancioso pelo Hulk mesmo, os outros personagens não sou muito fã, mas com o todo fã da Marvel, vi todos, claro. E não me decepcionei, santa marvel studios.
De outras editoras, tivemos: Hellboy: O Exército Dourado, Batman: The Dark Knight, Watchmen(que é o melhor filme do ano, disparado)
Aliás, tem o Wolverine Origins é para esse ano. Eu imagino que tenha ficado uma merda, porque vai ficar muito um ”que” de X-Men Quatro, tem ainda a lenda de um Magneto Origens, um filme da Liga da Justiça, etecetera e etecetera.

Orra, como você pode notar, ultimamente essas adaptações tem quase DOBRADO de um ano para outro, começou humilde com X-men, Homem Aranha, e agora tem uma vasta quantidade para todo pseudo-fã ficar felizão da vida. Uma maravilha.

E aproveitando a sessão nostalgia que estou passando hoje, porque não falar dos filmes que vieram ANTES desses todos? Claro, você deve lembrar do Batman: Forever, SuperMan alguma coisa. Mas desse, tu lembra?

Hulk Mal Feito Esmaga

Hulk Mal Feito Esmaga

Mó tosqueira, véi. E pior que saiu uns três filmes desse tipo, em um deles até aparece o THOR.

Cara, é engraçado pra caralho.
Mas continuando a sessão nostalgia, esse é mais recente, todo mundo deve lembrar.

Orra, vai dizer que tu não sabia que já tinha um filme do SPAWN? Frango.
E não cara, não para por aí, ou você acha que NUNCA tinham tentado fazer adaptações de filmes? Cara, esses antigos pelo menos são engraçados de tão toscos, santos efeitos especiais.
Mais um pra vocês.

CLÀSSICO! Juiz Dredd é um dos personagens mais funckingjesus que já criaram. Porra, I AM THE LAW!
Fiquei com puta vontade de rever esse filme, vou ver se tem em algum lugar. Ou prestar atenção nos filmes da madrugada.
Calma que ainda tem mais pra sessão nostalgia.

Agora eu peguei PESADO. E não é só isso, parece que tem um filme do Capitão América MAIS antigo ainda. Não achei o trailer, mas achei um fã movie interessante, até. Daqueles que esperam o filme dele sair em 2009

Cacete, quanto vídeo. Mas paramos a sessão nostalgia por aqui. Vamos olhar um pouco agora para o futuro, para as previsões de filmes.

The Avengers
Pois é, não só os heróis mais fortes da DC (Liga da Justiça) terão seu filme. Os poderosos vingadores também vão aparecer no cinema para o ano que vem. Pelo menos é isso que eles planejam.
O filme ainda não começou a ser produzido, mas a única informação que disponho é que quem vai fazer o roteiro é Zak Penn (X-Men 2 e X-men: Last Stand). Ou seja, provavelmente vai vir MERDA. Porque X-Men: Last Stand ficou um LIXO.

Ghost Rider 2
Apesar de ser um dos meus heróis favoritos, não tive saco ainda de ver o filme. Sério, não me chamou nem um pouco a atenção, e pelo que me falaram não ficou lá grande coisa mesmo. Enfim, outro projeto. Será que veremos Jhonny Blaze dirigindo sua Harley Davidson from hell denovo? Estavam especulando isso, e até perguntando sobre para o Nicolas Cage, mas enfim, nada tão confirmado assim.
Bem podiam fazer a história do Danny Ketch (segundo Ghost Rider), daí talvez eu esperasse algo melhor.

Magneto: Origins
Esse eu QUERO que saia, puta que pariu, filme sobre o MAGNETO vai ser do caralho!
Bom, em termos, falaram que não vai ser nada a ver com as histórias mais recentes, vai ser voltado mais na época que o Magneto e o Charles eram amigões discutindo sobre mutantes, antes de qualquer grupo de X-Men, Brotherhood ou qualquer coisa.
Especulam que, talvez pelo fato de estarem fazendo um filme solo do Wolverine, um do Capitão América e um do Magneto, alguns fãs esperam um Crossover entre os filmes. Será que rola?

The Silver Surfer
É, o herói mais forte da Marvel, também está pronto para estrear em Hollywood. Não seu idiota, o filme não ta pronto, mas esperam fazer. Noob.
Será que vai sair algo bom? Sei lá, nunca fui muito fã do Surfista. Mas tomara que não seja algo equivalentemente ruim como ele foi no Fantastic Four 2. Porque puta que pariu, que Surfistinha medíocre que eles fizeram, heim? E o diretor será Alex Proyas(quem?)

Spider-Man 4
Homem Aranha 4: E o terror continua. Depois de terem feito uma catostrofe no Spider Man 3, eles AINDA insistem em fazer mais alguma coisa. Tomar no cu, desse filme eu REALMENTE não espero nada.
Bom, eles ainda estão a procura de um roteirista, espero que não encontrem.

Thor
Também pretendem trazer os deuses nórdicos para o cinema? Alguém pode citar algum herói que falta fazer filme agora? Bom, nada, NADA mesmo confirmado sobre um filme do Deus do Trovão.

Capitão América
Bom, mais um sem nenhuma porra de notícia, mas é o que eu mais TORÇO para que vire filme. Sério. Como vai ser a história? Quem sabe. Como eu já disse, especulam um Crossover durante a segunda guerra mundial, com os filmes do Magneto e do Wolverine. Claro que, dizer Crossover, é o mesmo que dizer ”vai ter uma ceninha sobre isso e só”, mas talvez já seja o suficiente, tendo o filme do Capitão América.

Isso tudo nos remete a? Porra de lugar nenhum, por enquanto eles QUEREM produzir esses filmes, alguns eu espero que façam mesmo, outros podem tocar no lixo.
O que esperar dos filmes? Não sei, lembrei agora do meu professor de história, falando que quando o futuro é incerto, devemos nos voltar para o passado. E porra, quando eu olho para aqueles filmes antigos de Hqs eu realmente acho que nada pode ficar pior.

PS: Eu sei que sairam uma caralhada de séries para a tv (Batman, Mulher Maravilha, desenho dos super amigos e etecetera), mas to sem saco pra falar delas.