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Archive for Novembro, 2008

A utópica morte da Morte

E aí o cara me diz que eu sou um depravado que vota pela Morte. Assim, no meio das mãos em prece-protesto. Cartaz levantado, um sorriso convalescente, o suor dando aquela aparência de “homem honesto” que esses vermes imundos sempre querem passar, e um rosto completamente chutável. Você sabe como são essas coisas.

O que ele parece ter se esquecido é que os embriões congelados que vão virar pesquisa já tão fodidos, de qualquer jeito. Mas isso é o de menos, claro. O buraco é muito mais embaixo. Não que vocês, crias de Jesus, saibam qualquer coisa relevante sobre buracos.

Shane MacGowan já disse tudo: A vida é uma puta, e então você morre. O que resta pra se fazer é aproveitar ao máximo a doce meretriz enquanto a gonorréia sebosa dela ainda não te matou. Espremer a maldita vida até que ela não aguente mais nenhum orgasmo. E aí você vai embora mais satisfeito do que muita gente.

O ponto é, existe muito mais morte no mundo do que muita gente quer aceitar. E, por mais que vocês babacas odeiem admitir, isso é completamente natural. Pra que você viva por uma semana, por exemplo, uma porrada de coisa tem que morrer. E isso é inevitável. Seu alimento é morte. Suas roupas são morte. Puta merda, tem morte até no computador onde você lê esta maldita coluna! O maldito mundo inteiro fede a morte, todos os dias, o dia todo. E não há absolutamente nada que você possa fazer, caro jesuíta.

Que seja, senhor filho-de-jesus-pró-vida-utópico: eu sou um adorador da morte. Passo minha língua em suas entranhas sangrentas todos os dias, e me divirto com isso. Quer protestar contra o meu absurdo sadismo e ódio a toda a vida e bondade? Pois bem, é simples, “amigão”. Se você quer que sua mera existência não cause mais nenhuma morte, você só precisa se suicidar. Entre em combustão espontânea, se auto-impale numa cruz, contraia ebola ou simplesmente se enforque. Assim todos saem felizes. Especialmente eu, uma vez que mortos não me param na rua pra esse tipo de idiotice.

Não vou me estender sobre as células tronco. Vocês já ouviram demais sobre isso. E tem um belo pedaço de morte assada me esperando pra janta. Até a próxima, cães imundos!

EDIT BY NM: Então, o puto não fez o texto dele (grande novidade), mas arrumei um outro que ele fez pra um sitezinho qualqué ai, então tá ai.

A idiotice de ser igual

Novembro 21, 2008 Nuno Rosa 2 comentários

Esse texto, diferente dos meus outros textos, merece começar com uma grande gargalhada, por que eu decidi escrevê-lo depois de constatar que é muito mais dificil fazer um texto sem ódio no coração, e percebi isso logo depois que desisti de escrever um texto sobre a visão, a fotografia e os desejos vouyer do ser humano, por que o texto estava ficando um grande texto de duas páginas de porcarias e frases curtíssimas com afirmações óbvias do tipo “a visão é importante”, “a fotografia serve como prova concreta de coisas” e “o ser humano gosta de sexo” … por isso vamos falar sobre: O ESTERIÓTIPO DE BELEZA E “NORMALIDADE”… você também deve odiar, não é? … Sério gente … me sinto muito melhor por conseguir me lembrar de algo que odeio para servir de inspiração …

Desde os primórdios, até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu nã … bom … o resto da letra não nos interessa, mas esse começo sim. Sempre existiu um esteriótipo de beleza na nossa sociedade. Na época medieval, mulheres extremamente brancas e “gordinhas” eram as mais desejadas por que essas características eram sinais de que ela não ia para a lavoura, não trabalhava debaixo do sol, e comia bem … por isso os quilinhos a mais. Muitos espécimes no mundo animal escolhem seus parceiros por serem mais frondosos, mais esbeltos e bonitos, como o pavão. É a boa e velha lei de Darwin se aplicando até mesmo no mundo da moda, somente os mais aptos sobrevivem. Estética e beleza é algo inerente do ser humano, algo que todos desejam já que ao mesmo tempo todos desejam ser desejados (espero que você tenha entendido).

Outra coisa extremamente normal do ser humano é determinar se tal coisa é “boa” ou “ruim”, se é “bonito” ou se é “feio”, mas isso não nos interessa tanto, basta entendermos que esse é o veículo que as pessoas usam para avaliar os outros. Não quero vir aqui e dizer que isso é errado, que não se deve julgar os outros e mimimi … falar isso seria errado, seria hipocrisia, já que eu mesmo, assim como você, julgo as pessoas, digo se elas são baixas demais, gordas demais, com gostos muito ruins … e sei que ninguém vai ter cara de pau de falar que passa os dias sem julgar ninguém. Vamos lidar com os fatos: as pessoas julgam, existe um esteriótipo de beleza, existem pessoas que rejeitam isso e existem as que fazem de tripa coração para estarem dentro desse mundinho.

Hoje em dia é “bonito”, é “certo” ser magro, andar vestindo roupas da moda, com pontos a mais se for de marca, homen ter cabelo curto, mulher alisado … ou seja, fazer de tudo para passar despercebido em público, sem ser notado, sem ninguém dizer que você é gordo demais ou bonito demais. Seguimos esse esteriótipo por causa, óbviamente, da mídia, que afirma que uma pessoa magra é, obrigatóriamente, uma pessoa saudável, seja fumante, seja alcoólatra ou seja o que diabos for … se for magro e tiver um rosto bonitinho “tá dentro”, não interessa o que você é, interessa o que você aparenta ser.

Geralmente são pessoas com mentes fracas, com conciência de plástico, que se acham muito bonitas para ter uma opinião formada de fato sobre alguma coisa que fuja seu próprio mundo privativo. Essas pessoas se refugiam em lugares onde existem pessoas como ela, que não discutem coisas que não lhes diz respeito, ou que pelo menos pensam assim. São seres humanos sem fundamento, com razões fracas, que fazem tudo que a sociedade exige, tudo que a sociedade acha certo … ou seja, são zés ninguém.

Do outro lado da balança, lá em cima, existe um número ainda mínimo de pessoas que não se interessam por aparências. Existem pessoas que julgam as outras, porém julgam com razões que não são puramente estéticas, julgam a ignorância, repudiam os esteriótipos por que sabem que cada um é um, que o mágico de viver em sociedade é não conhecer a pessoa com um simples “oi” e sim com convivência. Essas pessoas geralmente são julgadas por diversos motivos, sejam por que são gordos ou gordas que se sentem bem consigo mesmos e adoram ser como são (como eu), sejam pessoas bastante tatuadas que precisam aturar a cara de repúdio das pessoas na rua, sejam grafiteiros, por serem confundidos com marginais, sejam roqueiros, por serem comparados a punks fanfarrões … geralmente são pessoas com conteúdo, que sabem que sua imagem esta fora dos padrões de beleza, mas que cagam e andam para a opinião alheia sobre seu estilo, que não se importam por que sabem que estão em um patamar mais acima das aparências, por que sabem que são capazes de conquistar a admiração de qualquer pessoa que seja, por mais que prefira manter no seu círculo social pessoas que pensem como ela, já que é natural querer conviver com pessoas que te entendam melhor, afinal de contas, eu não entenderia o que tem de tão ruim andar de ônibus, a não ser que eu tivesse carro a vida inteira.

Para finalizar, eu grande TOMÁ NO CÚ para os que se acham superiores por ter uma casca mais bonita. Não é recalque, é revolta por que eu tenho certeza que sou MUITO melhor do que vocês, e muito mais bonito … claro.

É tudo uma questão de (des)respeito

Novembro 13, 2008 NM Deixe um comentário

As pessoas adoram vomitar ao mundo o quanto ele precisa de respeito. Sim, é verdade, respeito talvez seja uma das engrenagens que tenta mover o mundo moderno em direção a socialização perfeita entre todos os povos, mas eu costumo muito freqüentemente ver esse discurso usado de forma incoerente, até não porque, imbecil.
Todo mundo adora tecer diversos comentários ácidos de como foi desrespeitado pelo o mundo em sua entediante rotina trabalho-casa. E é senso comum, as pessoas definirem respeito, como manda o dicionário, ”ter consideração para com suas idéias ou ações”. Muito bonito na teoria, como todas as coisas do mundo, mas o que as pessoas realmente entendem como respeito é ”Submeter-se a minha vontade”. Soa estranho, não? Mas é exatamente isso.
Respeito, por acaso, não seria aceitação por ambos os lados de uma mesma opinião? Eu sei que ninguém está entendendo minha linha de raciocíneo, mas vamos tentar ilustrar isso um pouco mais.
Para o ”respeito” ser verdadeiro, nenhuma das partes deve ser afetada com a ação exércida. Ou seja, ambas as partes tem que ter opiniões respeitadas. Vejamos o seguinte, uma pessoa adere ser Homossexual, o respeito, aqui, seria ninguém se importar com isso e deixar de lado as opções sexuais de seja lá quem for, mas é comum ver uma hipocrisia do tipo ”Ele pode dar a bunda, contanto que não influencie meu filho”. Eu não consigo enxergar isso como respeito, pelo contrário, enxergo como uma a falta dele. Vamos tentar esclarecer mais as coisas, no ‘’submeter-se a minha vontade”, isso geralmente se contrai em discursos de ”obrigação” se você tentar conversar com uma pessoa tempo suficiente para ficar com vontade de acertar uma facada nela. Se eu não consigo dormir porque meu vizinho faz barulho, é uma puta falta de respeito dele comigo, não? Mas eu também não deveria respeitá-lo no seu direito de fazer barulho? Vamos ver se eu entendi isso, ele tem que parar todos os seus afazeres por simples arrogância minha de pensar que sou o todo do mundo, e que todos devem me respeitar. Isso soa muito arrogante até mesmo para mim, eu reclamar de algo que posso fazer amanhã, e ainda assim, refazer o mesmo discurso sobre respeito que todos deviam ter. Ora, ambas as partes não deviam ser prejudicas, não concordam que esse seria o melhor exemplo de respeito mutuo?
A questão é, respeito muitas vezes é confundido com ”obrigação inexistente”, ninguém é obrigado a fazer nada que não esteja já escrito em lei para te amordaçar e proteger os fracos, se você respeita alguém com uma atitude, muito provavel a ação que moveu isso te desrespeite no seu direto. Existe somente um ponto de vista: O da pessoa que quer ser respeitada. Não importa se isso gera um desequilibrio, VOCÊ tem que ser respeitado, mas isso não necessariamente significa respeitar os outros com essa ação. Correto?

Arpões, chicotes e uma dose de gin

Vão todos pro olho do cu da puta que os pariu no inferno, seus abortos de morcega!

Revolução? Desde quando?

Novembro 11, 2008 Nuno Rosa Deixe um comentário

Existem pessoas que adoram vomitar sobre uma revolução silenciosa. Pessosas que insistem em dizer que, ao nosso redor, uma revolução já começou, e que as pessoas não enxergam por que não querem. De onde diabos esse pobres diabos tiraram isso? Baseados em que?
Desde que os tempos são tempos, houveram diversas revoluções por diversos motivos, e se pegarmos um punhado delas e compararmos, chegaremos a algumas conclusões:

Primeira e mais óbvia: para acontecer uma revolução, o povo precisa estar descontente. Afinal de contas, tentar derrubar um poder que te ajuda é muito pior que dar um tiro no pé, é meter logo uma bala na cabeça.

Segunda: precisamos então ter uma certa quantia de pessoas descontente com o regime regente, e não estamos falando de coisa pouca. Para uma revolução ser bem sucedida, a maioria tem que estar do teu lado, do contrário vira passeata esquerdista.

Terceiro: não basta você fazer o maior bafafá, ser um grande líder se, quando tudo for um sucesso, você não vai ter nenhuma idéia de melhora ou algum plano que todos esperam funcionar tão bem na prática quanto na teoria.

Basicamente são essas três coisas necessárias para se haver uma revolução. Se algum de vocês achou que faltou uma quarta colocação, e que essa seria o motivo, eu peço para que revisem alguns livros velhos de história e vejam, com seus próprios olhos, que motivos o homem cria, não sendo algo real e cru mas sim maleável e malicioso.
Chegamos então à próxima parte do nosso texto: quem diabos fala tanta merda e por quê. Dentro de um contexto cultural do Brasil, existem diversos grupos sociais e cada um com sua maneira de pensar e de agir. Se eu vou falar mal de algo, será de exemplos dos quais presenciei, e espero que não pareça generalização. Dentro dessa sociedade livre, onde cada um fala o que quer e age da maneira que bem entende, existem algumas pessoas que sabem aproveitar bem seus direitos, e o fazem no limiar da tolerância: os pixadores. Muitos deles são pessoas ótimas, com idéias boas, pessoas criativas e que querem mostrar algo que nem todo mundo vê. Mas como as laranjas podres nascem do mesmo pé que as maduras, existem alguns que acabam levando a sério demais o conjunto da obra. São pessoas que gritam aos berros coisas do tipo: contra a alienação da mídia, abaixo a globo, enquanto elas mesmas são alienadas em suas idéias sem grandes fundamentos e conhecimentos. São pessoas que se acham esclarecidas, que se acham informadas, que acham que o que sabem basta, e que seu julgamento é único e verdadeiro. Vão ao inferno, antes que eu me esqueça. Não consigo entender como, mas eles acham que tudo o que dizem é verdadeiro e naturalmente prático de ser compreendido. Eles dizem que a revolução esta aí, acontecendo, porém saio na rua e continuo vendo um monte de gente conformada com o que tem, feliz por ter uma vida que melhora de grão em grão, a passos nem tão lentos, infelizes por não ter tempo, e felizes por ter um trabalho que acaba com seu tempo e no final do mês põe comida na mesa. Descontentamento? Existe, mas a ponto de o povo ir pra rua? Nem se multiplicassemos por cem o número de pessoas infelizes e insatisfeitas. Gente assim sonha em viver no passado, sonha em poder ter estado na marcha pelas “diretas já”, e tem sonhos de um dia mudar alguma coisa, fazer alguma diferença. Pobres de conciência, ricos em ignorância. Vocês vão acabar percebendo que tudo o que vocês acham que fazem para concientizar o povo retorna como uma faca apontada para o pescoço de vocês. Usam dialetos que só vocês entendem, coisas que chegam a intimidar, reforçando a visão de que não passam de um bando de marginais, cães ferozes sem um real sentido de fazer, ainda por cima fazendo respingar gotas de preconceito nos graffiteiros, que tem no graffiti uma maneira de dizer o que pensa, e de ganhar um sustento, fazendo o que ama.
Se vocês querem realmente fazer algo pela sociedade, se querem abrir os olhos do povo, ao menos escrevam coisas que o povo entende. Não se achem espertos, por que vocês não são. Se fossem, estariam fazendo na prática o que dizem fazer na teoria ….. e “viva o pixo”? essa deixo para comentar em outra hora.