Milonga del Angel.

Carnaval está ai, e muita porcaria se toca pelas ruas e somos inegavelmente obrigados a escutar por todos os lugares; A tv,A radio, a internet….

Pra quem acha que música é coisa séria, eu brindo com essa genial peça do querido Astor.

Que a boa música não seja substituída por robôs sem sentimento e que o amor não vire apenas sexo pornográfico.

Astor é um daqueles que não morrem depois de se desligar da matéria, pois suas notas estarão ecoando na eternidade, independende de qualquer modismo, quer os senhores gostem ou não.

Subamos senhor Astor ! Acima do cérebro de Deus, e morreremos; Imensamente alto !

Militares Gays

fevereiro 6, 2010 rodrigonunesouza 2 comentários

Qual sua opinião sobre a presença de gays nas Forças Armadas?
Durante sabatina no Senado, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho – indicado para ocupar uma vaga no Superior Tribunal Militar – afirmou que não considera a homossexualidade compatível com o trabalho nas Forças Armadas.

Cerqueira Filho disse ainda que comandantes gays não são obedecidos pelas tropas, principalmente em atividades de combate. O general acrescentou que “talvez haja outro ramo de atividade” que homossexuais possam desempenhar.

As declarações causaram polêmica e foram criticadas pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, que considerou “discriminatórios” os comentários de Cerqueira Filho.

E você, o que pensa sobre o assunto? Qual a sua opinião sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas?”
Extraído do site da BBC BRASIL

O engraçado, é que sempre pensei que todo militar fosse gay e que isso fosse inclusive ensinado nas escolas, onde todos sabemos possuem vários joguinhos eróticos internos.

Os caras tal como os presidiários costumam se enrabar, e militares de todo mundo, sobretudo os norte americanos.

Os milicos com essa fama de durões sempre preocupados com a estética corporal e a integridade de um falso moralismo pedante. Gente burra e autoritária. São todos uns veados que não se assumem.

Oras, a questão é simples, ao invéz de combaterem o estupro e os abusos em trotes militares, as piadinhas de mau gosto que todo cidadão é obrigado a se submeter diante do alistamento obrigatório.

A natural implicancia com os jovens cabeludos, como se ser cabeludo fosse ser gay, e não se sentir atraído por isso.

Os milicos na verdade, acabam inconscientemente assumindo-se dia após dia, como se houvesse ordem no exército, que tem um arrombamento de contas, e uma história absolutamente vergonhosa.

O exército costuma ser estuprador de lares, costumava no regime militar a torturar das maneiras sexualmente mais excentricas suas vítimas. Gostam pelo que sabemos de dar choques elétricos pelo buraco do pinto e enfiar coisas na bunda de seus torturados.

Sabemos de milhares de histórias das forças armadas. É um falso moralismo que chega a ser engraçado.

Milicos já são gays, a questão é se podem ou não se assumirem, e isso é claro. Não há objeção do milico ser gay, mas sim de ele ser assumido. Isso é, ser gay não é o problema, o problema é assumir isso.

Ainda de maneira mais clara, a questão é; DEVEM OS MILITARES COMPACTUAREM COM A HIPOCRISIA OU SEREM TRANSPARENTES E VERDADEIROS PERANTE A NAÇÃO ?

De fato, se o exército tivesse funções mais importântes para gastar o dinheiro da união e de nossos impostos, estaria discutindo temas de relevancia importancia para a nação e não essas frescurinhas de sair ou não sair do armário.

Enquanto gastam bilhões no haití, para conseguirem algumas matérias promovendo vossas imagens, o nosso povo vive em baixo de enchente, o crime organizado avacalha nossas fronteiras, o tráfico de armas impera em nosso estado e os crimes do passado não são julgados por serem patrióticos.

Eu sou totalmente contra a tal da anistia, por mim tanto os da direita quanto os da esquerda deveriam ser julgados e condenados e não pelo contrário, ficar recebendo pensões vitalícias, para as filhas solteiras…

Milicos do mundo inteiro, parem de se enrabar, façam sexo apenas com quem quer fazer sexo com vocês, o estupro é pior do que o homossexualismo assumido.
Agora eu quero saber em que colégio militar, em que batalhão, nunca houve um caso de estupro ? Que local os militares nunca deram uma curra em um lobinho ?

Acho que os militares mesmo sendo gays assumidos, continuariam sem moral alguma, só que menos hipócritas.

Ainda bem que ninguém lê essa merda, senão seria preso e provavelmente enrabado pelo quartel inteiro de homossexuais não assumidos.

Sobre a Wikipedia.

Um de meus preferidos escritores é o italiano Umberto Eco, e descobri, através da Wikipedia, que o meu querido tem uma coluna na UOL.

Ao certo é uma coluna que é quase um telefone sem fio, tal quais as primeiras obras de Dostoiévski que tanto me fizeram odiar precocemente tão genial autor.

Trata-se da tradução da tradução que sempre elimina pormenores malícias que só o idioma permite permear em um diálogo.

Umberto Eco escreve para o L´espresso, que por sua vez tem sua coluna traduzida para o New York Times, e por fim, traduzido para o nosso UOL.

Não sei por que diabos o UOL não paga um tradutor italiano, mas deixemos isso de lado, e lembremos que por muitos anos, os leitores de Dostoiévski e da literatura russa em língua portuguesa padeciam de péssimas traduções vindas do francês ou do inglês.

Lembro a primeira vez que li o Crime e Castigo, de uma tradução dessas de Pocket Book e a merda que achei do livro, desistindo antes das 10 primeiras páginas. Não vem ao caso.

O ideal é ir direto à fonte.

Umberto Eco escreveu dentre vários de seus artigos, e todos maravilhosos, um sobre a Wikipédia, o que me incentivou igualmente a dar o meu parecer.

O artigo traduzido em português se encontra no seguinte Link, e menciona a posição de Eco sobre a Wikipédia e a origem das informações da internet em geral.

Concordo em boa parte do que diz Eco, mas acho que ele se omitiu em dizer que a wikipedia possui artigos com fontes e sem fontes, e basta desacreditarmos o que não possui fontes.

Isto é, se uma declaração parece polemica, basta que vejamos de onde essa declaração foi retirada, se ela não indica a origem, naturalmente temos uma declaração de origem duvidosa.

E se o texto escrito então não é sequer do Umberto Eco ? Por acaso a culpa seria toda da UOL, ou do NY Times ou em Última Instância do L´espresso.Caberia ainda, se nenhuma dessas fontes fosse culpada de tal absurda hipótese apontar o próprio Eco, ou sua editora, da culpa, pagam um qualquer que escreve os textos e Eco apenas os corrige.

Sabemos que tal teoria conspiratória é completamente inútil, pois é Eco quem se pronuncia e se de fato o site fosse tão falho como aponta o artigo em suas possibilidades, não constaria na integra a opinião do próprio autor, mesmo que parcialmente negativa sobre a enciclopédia.

Ao certo, o autor comenta sobre ridículos boatos sobre sua vida pessoa serem falsos, mas ele esquece dizer que esses boatos carecem de fontes.

A Wikipedia muito mais útil é em nos indicar boas fontes do que em si servir de uma voz da verdade, e é isso que parece que não só o erudito se confunde.

Em outro artigo seu, embora declaradamente cético, informa sobre a utilidade das aulas de religião nas escolas, quando não centradas unicamente em doutrinar uma única corrente, mas sim que ensinam a diversidade histórica das religiões e os costumes dos povos. Concordo.

Ele mesmo é de uma geração que estudou aprendendo sobre a tradição religiosa cristã, e de certa forma, se aprofundou nessa temática. O que lhe faz atualmente um dos maiores intelectuais e escritores do mundo. No entando o que Eco esquece, é que uma formação DIACRÔNICA (histórica, aprendendo os fatos pela linearidade cronológica dos acontecimentos, isto é, da história para o presente) não resulta isoladamente o mesmo proveito de uma formação SINCRÔNICA(Analisarmos os eventos atuais de nossa cultura).

Se o que o diferencia dos demais intelectuais, é justamente a presença de Eco entre os jovens no meio virtual, deveria ele saber que assim como um jovem no mundo erudito que desconhece o porque que um Deus com cara de Elefante é menos ou igualmente ridículo à um Deus representado em forma de Pomba, o mesmo se dá pra um intelectual que não foi educado em diferenciar um Hard Core de um Death Metal, ou alguém que não sabe diferenciar EMOS de Grunges.

A cultura do passado e da tradição é de valor inestimável, e as diversas bifurcações dessas artes no nosso presente, embora lamentavelmente em proporções ridículas, fazem com que conclua o seu artigo como se essa medida da wikipedia e da internet fossem um problema sem solução.

Assim termina o seu artigo; “Então temos um sério problema que, por enquanto, não tem solução.”

Não vem ao caso, a solução são as fontes. A mídia impressa de mesmo modo poderia inventar infinitas versões, e as enciclopédias de papel poderiam naturalmente se contradizer sobre um mesmo tema ou serem infundadas, se não tivessem alguem se responsabilizando.

Devemos dar crédito tal na internet como em qualquer outro meio de comunicação naturalmente para o que tem crédito. Damos crédito ao texto de Eco para as fontes que as publicam e se houver alguma irregularidade saberemos qual foi a causa.
Se publicaram na wikipedia que Eco foi casado com alguem com quem nunca se casou, e não possuimos fontes para tal, é o mesmo que a revista Caras fazer o mesmo. E as revistas de fofoca costumam fantasiar muito a realidade da vida de celebridades em foco.

O caso é um preconceito ingenuo ou mesmo uma falta de cultura sincrônica nesse universo que talvez pra ele, não seja tão familiar quanto para meu sobrinho de 9 anos.

Sabemos astutos distinguir na internet o que é legítimo do que não é do mesmo modo que em qualquer outro meio de comunicação. No entanto temos uma vantagem.

Se atualmente a wikipédia possui muitos erros, esses erros são bem menores do que há 5 anos atrás, e igualmente, daqui a 5 anos teremos uma enciclopédia virtual muito melhor construída, independente do apelo à autoridade, como sugere como solução em um dos artigos.

A solução é simples, deixe que publiquem o lixo como lixo, e que publiquem o que é válido com fontes adequadas.

De tal forma, é muito proveitoso para o mundo virtual que uma erudição tão refinada venha ajudar a contruir nossa rede, e o próprio Umberto Eco poderia dedicar suas horas de ócio contribuindo para que a humanidade tivesse um acervo melhor elaborado no mundo virtual.

O problema, é que muitose escreve e pouco se aproveita, e provavelmente quase ninguém lerá meu artigo, e muito menos o nobre senhor Umberto Eco, de quem adoraria ouvir uma resposta, tal como adoro ler os seus livros.

Baudolino por sinal, é um dos melhores livros que tive em mãos na vida.

Esse artigo carece de fontes confiáveis.

Fragilidade Humana.

fevereiro 4, 2010 rodrigonunesouza 3 comentários

Christian Boltanski preparou uma exposição inédita que questiona a natureza e o sentido da humanidade. Além da instalação, que conta com um muro de armários enferrujados e roupas abandonadas em alinhamento simétrico, Boltanski prossegue com o projeto Les Archives du Coeur. Cada visitante poderá registrar as pulsações do seu próprio coração e, assim, fazer parte da imensa coleção permanente que o artista vem montando há mais de 5 anos.

Muita onda de fato, comparando nossa fragilidade às roupas, e as pilhas acabam nos lembrando ao holocausto. Arte contemporânea é uma maluquice muito doida mesmo, isso é indiscutível, há quem não goste, e há quem não entenda.

A arte não foi feita nesse caso nem para ser gostada, muito menos pra ser entendida, devemos apenas sentir a sensação que nos provoca tal catárse. Pilhas de roupas sendo jogadas ao ar, enfileiradas.

Descobri-me como artista quando percebi que dentro de mim abrigava um defunto, um morto. Quando me tornei um adulto, percebi que morava em mim uma antiga criança morta, de tal maneira, passamos a conviver com defuntos internos, de quando em vez, minha alma ressuscita ou imcorpora defuntos que já fui e em muitas outras se esquece de vez.

De tal forma, fica meu texto como uma modesta admiração à arte contemporânea, diante de um mundo que carece de arte. Coexistir com a cultura Pop de massa é uma tarefa árdua ao verdadeiro artista.

E eis que consigo um gancho de algo com algo que quero chegar. Quanto vale uma vida ?

Pois sim, responder o valor de uma vida humana, é responder o valor da humilhação, da falta de dignidade.

Outro dia fiquei sabendo de que amigos músicos meus foram abordados por policiais militares no centro do Rio de Janeiro, aonde algumas favelas estão recebendo obras do PAC, e por conta disso, tiveram o seu tráfico de drogas interrompido.

A abordagem, como de costume rotineiro no rio, é dada de maneira muito teatral e intimidadora, muito semelhante como os gangsters faziam para conseguirem cobrar uma taxa de proteção de suas vítimas, com fuzis apontados para a cara dos cidadãos, questionavam.
- Cadê o pó ? Vocês vieram aqui comprar droga que eu sei !

Bem, tapa na cara do jovem, revista e humilhação, e no fim, apenas sairam com 60 reais que eles tinham na carteira.
Saudades do tempo do ladrão de galinha, que roubava para matar a fome. Estes policiais que não são raridade nas cidades brasileiras, protegidos no anonimato de seus abusos de poder autoritário, sem maiores motivos abusam da honra dos cidadões inocentes. Nem um dos dois amigos meus, estavam irregulares ou fora da lei, ou sequer portavam qualquer tipo de droga.

O que fazer em um caso como esse ? Como podemos lavar essa roupa suja ? Nossa vida parece vítima de azares que o acaso pode nos pregar, e ainda devemos ouvir coisas como; Mas também, andando de noite por esses bairros era de se esperar.

Frases como essas, nos fazem aceitar o como é normal ser um simples pedaço de carne e não pessoas com vida e direitos.

Os policiais, que vivem basicamente de propina dos traficantes, não tendo mais trafico por conta das obras do PAC, ficam sem receber sua propina, então precisam cobrar dos traunsentes o dinheiro que não mais recebem.

Enquanto isso, os parisienses se deprimem com o sofrimento alheio, e criam para si um sofrimento próprio. Depressão parece ser doença de rico, porque o pobre não sofre desse mal.

O abuso de poder autoritário é algo tão comum entre os homens, que podemos exemplificar como playboys saem por ai surrando aleatoriamente pessoas em paradas de ônibus, em geral trabalhadores.

Os jovens que queimaram o índio estão todos presos, mas pelo que parece um deles, passou em um concurso público e ganha mais de 10 mil por mes dentro da cadeia.

“No meu tempo sair para queimar um era só fumar um baseado.” Disse sobre o senador Cristovão Buarque, que antes trabalhava no colégio Objetivo em Brasília, local do incidente. Não sei a legitimidade da declaração mas soa com sentido.

A vida humana não tem tanto valor na prática, parecemos roupas lançadas ao ar, e o melhor que fazemos é tentar ser felizes apesar dos pesares.

O que podemos fazer além de esperar a alegria de um gol para melhorar nossos dias ? Mas mesmo assim, o juiz nos rouba descaradamente os títulos que parecem em nossas mãos.

Minha religião é a arte.

janeiro 31, 2010 rodrigonunesouza 1 comentário

Andei pensando que meu maior ídolo não existe, e dei pouca importancia ao fato tão superficial da existência. Trata-se naturalmente do engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha, o maior cavaleiro de todos os tempos.

Entre os maiores fatos de sua vida, podemos destacar a sua brava luta contra mais de 60 enormes gigantes e o feiticeiro malicioso, Da histórica batalha contra os leões selvagens de Toledo, e sobretudo, na luta contra o cavaleiro das Luas.

Dom Quixote foi sem dúvida um grande desbravador de aventuras, e porque é tão difícil admitir, um Gênio.

Não falo de Cervantes, autor da trama, esse ai é um reles mortal que existiu como existimos, e seu cadáver se encontra já digerido por microorganismo que provavelmente já foram dessa pra melhor.

Falo da eternidade.

Dom Quixote reside no lugar do universo onde o imaterial se dispersa da matéria e fica eternamente ecoando pelo infinito. Lugar onde está ainda até hoje ecoando os ataques de Miles Daves em Stella Starlight, decorado com a noite iluminada de Van Gogh, aonde repousam curvas sensuais de Oscar Niemayer; Afinal, o céu não foi criado por Deus, mas pelos artistas.

O ponto do universo em que isso se encontre é o V que temos abaixo da cintura.
Veja; Museus Vaticanos

Lugar esse onde só os grandes são destinados, as almas impuras são mandadas para o inferno, isso é para o mau gosto popular peremptório.

Bart Simpson, Seu Madruga e Hermeto Pascoal, estão eternos nesse mundo;

Por essas e por outras, que acho tudo um saco, tudo uma merda, tudo muito escroto.

Porque só a arte é o que vale, só a arte é o que fica, e só a arte é o caminho.
Tudo o que não é arte é dispensável, até mesmo os textos chatos que falam de arte.

Quanto aos reles mortais, vos resta apenas a musica enlatada pela máquina rítmica, as ilustrações baratas de gráficas sem alma, o mau gosto da moda que se fosse bom seria eterno e não ridiculo dentro de poucos anos, a falta de sentido na vida, e a crença em mentirinhas banais.

O mundo das coisas da arte está além de tudo, além de si mesmo, além do infinito, além dos aléns, mais alto que o infinito. Vincius terminará meu texto, com uma oração. Deem-se as mãos irmãos e escutemos essa palavra de fé desse mensageiro do infinito; Meu pai oxalá é o rei venha me valer ! o velho onololo atoto badu aê !

Os acrobatas

Subamos!
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.

Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesurados
Na calma convulsa da ascensão.

Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!

Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!

Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.

Como no espasmo.

E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus

Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.

E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.

Vinicius de Moraes.